Home Colunistas A habilidade da comunicação brasileira em diversificar canais e enxergar tendências

A habilidade da comunicação brasileira em diversificar canais e enxergar tendências

Um consumidor pode ser impactado até pela comunicação na tela de transação de um caixa Banco24Horas, por exemplo

por Tiago Aguiar
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Em um movimento natural, a comunicação acompanha as transformações da sociedade e as novas formas de se relacionar que vêm nessa esteira.

Por vezes, contribui para o ineditismo de tendências e influencia comportamentos: dos desejos inspiracionais, que eram comuns nas campanhas das décadas de 80 e 90, até o cotidiano de pessoas e comunidades diversas sendo representado pelas campanhas inspiracionais e empáticas que começaram a nascer nos anos 2000.

Assim como os conceitos e as mensagens evoluíram, os meios de mídia também – frente que começou a pavimentar o mercado no Brasil em 1808, com propagandas veiculadas nos canais impressos, na missão de inspirar pessoas em diferentes finalidades, e que na atualidade já ganhou os mais diversificados espaços: dos pontos de ônibus e telas do metrô até as telas dos caixas eletrônicos.

Estou me referindo à Digital Mídia Out Of Home (DOOH): um consumidor pode ser impactado na tela de transação de um caixa Banco24Horas, por exemplo, enquanto se prepara para realizar uma operação financeira, assim como podem ler uma propaganda em placas indoors nas plataformas de metrô, enquanto se desloca entre uma estação e outra.

Esse tipo de canal oferece às marcas diversidade na comunicação. É direcionado por meio da combinação da inteligência de mensagens e da tecnologia aos públicos estratégicos para cada uma das propostas de serviços e produtos.

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(Imagem: Facebook/ Eletromídia)

O estudo Inside OOH, da Kantar IBOPE Media de 2023, mostra que a mídia OOH alcançou 89% da população no último ano. Elas estão divididas entre estabelecimentos comerciais (72%), transportes (64%), mobiliário urbano (63%) e grandes formatos (59%).

Os dados revelam que, independentemente do local, o digital está em evidência e mostram também a força da propaganda no Brasil.

Somos especialistas em emocionar, inspirar e resgatar memórias por meio de criações que ganham prêmios nos principais festivais do mundo. Esse jeito de fazer comunicação impulsiona a diversificação de canais em grandes planos de mídia, em que a distribuição da veiculação é pensada em como cada um dos formatos vai impactar o público.

Corrobora esse cenário o aumento dos investimentos em publicidade no país, que cresceu 10,4% no último ano, chegando a R$ 23,4 bilhões em 2023, segundo o estudo Cenp-Meios, produzido pelo Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão).

Ainda segundo o Cenp, a tevê aberta lidera os investimentos em publicidade com 39,6% do total, representando R$ 9,28 bilhões.

A internet, incluindo as diferentes entregas e abordagens de inbound marketing e redes sociais, está com uma fatia próxima de 28,2% do total, e a mídia exterior, que contempla a OOH, ficou em terceiro lugar, alcançando um share de 10,8% do total. No mesmo estudo, as outras mídias, como TV por assinatura (5,0%), rádio (4,2%), revista (0,4%) e cinema (0,3%), são mencionadas com pedaços relevantes do mercado.

Nos bastidores dessa diversidade, estão diferentes recortes comunicacionais por região desse imenso país. Talvez sejamos referências para muitos países na arte de fazer a roda girar e o mercado crescer.

Sabemos como construir mensagens específicas, equilibrando a distribuição, a variedade de canais e a busca por novos formatos, enquanto enxergamos, sobretudo, a diversidade de pessoas.

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