A tolerância ao risco e o sucesso nos investimentosPerder não é uma opção desejável para nenhum indivíduo racional. No entanto, em investimentos é preciso ficar claro que, para ganhar mais, variações negativas ocorrerão ao longo do caminho. Saber disso pode poupar-lhe de noites mal dormidas depois que começar a investir e monitorar o saldo dos seus investimentos.

As classes de ativos se revezam com o passar do tempo, enquanto umas se valorizam, outras perdem. Em dado período, o mercado de renda variável pode ter desempenho melhor do que o de renda fixa e depois reverter. Algumas vezes, nem um, nem outro vai apresentar ganho real por causa da inflação.

Identificar a tolerância ao risco vai ajudar a definir o tamanho da fatia destinada a investimentos mais arrojados, mesmo quando o horizonte de investimento for de longo prazo. Em 1986, um estudo concluiu que a alocação de ativos (distribuição entre investimentos de curto prazo, renda fixa e renda variável) explica mais de 93% do resultado da carteira. Em 1991, novo estudo na área de investimentos reafirmou a conclusão em uma pesquisa similar.

No mundo perfeito, quando você arrisca mais é compensado com retornos mais altos. Porém, no mundo real, a questão é como conseguir alcançar o maior retorno até o momento que precisar do dinheiro.

As ações e fundos de ações, teoricamente, valorizam mais do que os instrumentos de renda fixa no longo prazo. O problema é que, por serem mais arriscados, podem perder valor no curto prazo e até em prazos mais longos. Alto retorno no curto prazo (menos de cinco anos) é muito difícil de alcançar.

Ser mais tolerante ao risco significa não se abalar quando observar saldo menor em relação ao extrato do mês anterior. Manter-se fiel à estratégia de investimentos, embora algumas vezes pareça incoerente, é a melhor forma para alcançar bons retornos no prazo estabelecido.

O ideal é avaliar os investimentos somente uma vez por ano ou no prazo estabelecido com o seu consultor de investimentos. Dessa forma, a sensação de que nenhuma ação está sendo tomada para obter melhores resultados é evitada.

Como a tecnologia possibilita acompanhar os retornos diários dos investimentos, os movimentos de curto prazo provocam preocupação e ansiedade desnecessárias nos investidores.

Após um ano, assumindo que os objetivos permaneçam os mesmos, apenas ajustes pontuais são recomendados, como vender os ativos que mais se valorizaram e comprar os que estão descontados para recompor os percentuais previamente determinados para cada classe de ativos. Ajustes permitem realizar lucros e comprar ativos descontados.

Com o tempo, é comum a tolerância ao risco mudar. Experiência, confiança nos mercados e nos gestores são as principais razões. Investidores mais conservadores passam a tolerar mais risco. Maior responsabilidade com a família, preocupação com saúde ou com o emprego podem tornar investidores mais agressivos ou menos toleráveis.

Meu conselho é que empregue o tempo que for necessário para elaborar uma estratégia de investimento adequada ao seu perfil e tolerância ao risco, avaliando todos os possíveis resultados. Depois de uma decisão tomada, siga-a à risca durante o tempo que foi estabelecido. Disciplina e paciência são práticas que mostram resultados.

Para finalizar, recomendo a leitura de dois novos eBooks que lançamos recentemente: o eBook “Planejamento Financeiro” (clique para download gratuito) e o eBook “Risco e Retorno” (clique para download gratuito) Ambos ajudarão você a se organizar, planejar melhor seus investimentos e fazer escolhas certas.

Você também pode ler gratuitamente estes e outros eBooks do “I Curso de Planejamento e Educação Financeira” (clique para download), uma parceria da Órama com o Dinheirama. Aproveite. Até a próxima.

Foto de freedigitalphotos.net.

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