Ações no longo prazo com Análise FundamentalistaOlá amigos leitores do Dinheirama. Estou aqui hoje para discutir um assunto caloroso para quem pretende investir em ações[bb]: afinal, devemos seguir os conceitos da Análise Técnica ou da Análise Fundamentalista para selecionar os ativos que irão compor nossa carteira? Por quê?

O assunto gera muitos debates e, na maioria das vezes, o resultado é o mesmo: quem gosta dos gráficos não gosta dos fundamentos e vice-versa. Na minha modesta opinião, os métodos têm objetivos diferentes e combiná-los não lhe ajudará tanto assim. Enfim, através deste artigo pretendo passar conhecimentos sobre a Análise Fundamentalista (AF), mas ser imparcial, ao máximo possível, em relação à Análise Técnica (AT).

O que os leitores já devem saber é que a AF consiste em avaliar a saúde financeira da empresa, a solidez da gestão de operações, do dinheiro e relacionar tudo isso com alguns dados de mercado, tentando fazer algumas projeções. Os conceitos mais populares de AF são os índices financeiros da empresa, como liquidez e endividamento, índices de mercado, como Preço/Lucro (P/L), Preço/Valor Patrimonial da ação (P/VPA) e etc. Mas, antes de estudar os índices, vamos falar de perfil.

Eu diria que um dos grandes objetivos da AF é encontrar ações baratas e que mereçam ser compradas. O preço baixo não tem relação com o valor do lote das ações, e sim com os fundamentos da empresa: o quanto ela vale, quanto ela fatura e quanto, no futuro, ela pode valer em relação a esses e outros indicadores. Ou seja, trata-se de achar barganhas: empresas com bom crescimento, lucros saudáveis, sem dívidas e, mesmo assim, baratas.

Para o investidor[bb] fundamentalista, pouco importa comprar o papel hoje pela manhã, durante a tarde ou até mesmo no dia seguinte. Pois, se analisados os fundamentos e identificada a margem de segurança do investimento e seu potencial de crescimento e geração de resultados, é só comprar, acompanhar e esperar.

Saber esperar, está ai uma grande característica do investidor fundamentalista. Os números, muitas vezes, indicarão empresas um tanto quanto desconhecidas, com pouca negociação e baixa oscilação nos preços. São as chamadas Small Caps (capitalização baixa ou pequena): empresas com menor valor de mercado e consideradas de segunda linha. Entretanto, conhecendo bem os conceitos de AF, é possível investir com risco diluído e com enorme potencial de ganhos no longo prazo.

Longo Prazo, é disso que estamos falando. O investidor fundamentalista não compra ações para vender logo. E está aí a grande diferença entre AF e AT: não se trata do momento, traduzido em gráficos e números, mas sim do objetivo. O grafista pensa no hoje, ou no máximo na semana, no mês. O fundamentalista, sinceramente, não deve pensar em vender, a não ser em ocasiões especiais. O técnico ganha no spread (diferença entre compra e venda). O fundamentalista ganha comprando barato e esperando o mercado precificar corretamente o seu papel.

Uma das maiores vantagens que os investidores fundamentalistas é ter ao seu lado o maior investidor do mundo: Warren Buffett. Um dos cinco homens mais ricos do planeta, Buffett[bb] fez sua fortuna exclusivamente no mercado de ações e adotando a AF, ajudando a moldar e a revolucionar seus conceitos.

Ele que, durante o boom das empresas “pontocom” no final dos anos 90, foi ridicularizado no mercado por não aderir à demanda do curto prazo e por não comprar ações de empresas de internet. Sábio Buffett, pois, no longo prazo, o mercado entrou em crise e as empresas web, as mesmas que ele vetou porque não se encaixavam em suas premissas fundamentalistas, foram severamente punidas.

Espero ter mostrado um pouco do pensamento do investidor fundamentalista. As principais vantagens e desvantagens ficam para um próximo artigo, que já está sendo preparado. Até a próxima!

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

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