Construir o futuro!Leitores do Dinheirama, chegamos ao final de mais uma semana. Destaque para o ranking mundial de competitividade, no qual o Brasil registrou uma queda de 6 posições. Também noticiou-se muito o problema do gás no Rio de Janeiro[bb] e da falta de planejamento da Petrobrás para lidar com o tema. O Aconteceu no Dinheirama está no ar, em sua terceira edição, com as novidades e notícias interessantes desta semana. Confira, opine e mantenha-se informado.

Brasil é o 72º país no ranking de competitividade
Na última quarta feira (30/10) foi divulgado o resultado de uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial sobre a competitividade global. Após o estudo com 11 mil executivos em 131 países, o resultado foi que o Brasil está em 72º lugar atrás de Chile (26ª), Porto Rico (36ª), México (52ª) e Colômbia (69ª). Dentre os emergentes, os mais competitivos são China (34ª) e Índia (48ª), seguidos de Turquia (53ª) e da Rússia (58ª). Ainda bem que, como no futebol, estamos à frente da Argentina (85ª).

No ano passado o Brasil ocupava a 66ª colocação. De 2006 para a avaliação atual houve uma mudança na metodologia de pesquisa. Se fosse utilizada a mesma metodologia de 2006, a posição do Brasil seria a 68ª. Uma pequena piora em relação ao ano passado. De acordo com a economista sênior do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, Irene Mia, nossos indicadores mostram uma falta generalizada de confiança nas instituições públicas, atribuída à falta de ética e à ineficiência burocrática relacionadas ao Estado.

Ainda assim, o Brasil apresenta algumas vantagens como o amplo tamanho de seu mercado doméstico, sua facilidade em absorver e adaptar tecnologias do exterior e, especialmente, o grau de sofisticação do setor empresarial e sua capacidade de inovação.

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Petrobrás e a crise do gás (ou da falta dele, ou da falta de planejamento)
Na última terça-feira (30/10), 89 postos de combustíveis no Rio, além da algumas indústrias, ficaram sem o abastecimento de gás natural realizado pela Petrobrás. De acordo com a empresa, a redução de 17% do fornecimento de gás natural para SP e RJ deveu-se ao fato de que os concessionárias Comgás (que atua em São Paulo), CEG (Companhia Estadual de Gás, que atua no Rio de Janeiro) e CEG-Rio (que atua no interior do Estado fluminense) estavam retirando volume maior do que o estabelecido em contratos. Desta forma, a Petrobrás viu-se “obrigada” a reduzir o fornecimento, a fim de manter o abastecimento das termelétricas.

Ai começou a confusão. A justiça emitiu liminar ordenando que o abastecimento de gás fosse restabelecido. A Petrobrás afirmava que ainda não tinha sido informada oficialmente. Após o recebimento da liminar, o abastecimento foi normalizado no Rio. O governo fluminense diz que pretende aumentar os impostos incidentes sobre o gás destinado às termelétricas. A Petrobrás afirma não ter capacidade de atender a toda a demanda por gás natura e que deve reajustar os preços. Tudo isso depois de a Petrobrás anunciar, na segunda-feira, que pode voltar à Bolívia para operar mais um campo de produção de gás.

Em resumo, houve uma grande bagunça no estado do Rio de Janeiro. Em São Paulo? Poucas notícias. A mais relevante foi que o estado possui um plano de contingência para a falta do combustível. Será que a crise é falta de investimento? Ou será que é mesmo falta de planejamento ou de vergonha? Será que enfrentaremos um novo apagão como o de 2001? Será a falta de infra-estrutura que segura nosso crescimento?

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Federal Reserve diminui, pela segunda vez seguida, a taxa de juros dos EUA
Na última quarta-feira (31/10), o Fed (Banco Central norte-americano) reduziu a taxa de juros (FFR – Fed Funds Rate) para 4,5%, o menor nível desde o início de 2006. Esta redução visa impedir que a crise do subprime ultrapasse o limite do mercado financeiro e afete a economia real[bb].

Lá, o Congresso diz que o corte pode facilitar a expansão da economia norte-americana. Por aqui, o Ibovespa[bb] atingiu o 42º recorde do ano – acima dos 65 mil pontos – e o dólar desabou abaixo de R$1,74. Tudo indica que o movimento de queda dos juros nos EUA deve cessar. Veja recente comunicado do Fed:

“O Comitê julga que, depois desta decisão, os riscos de alta inflação se equivalem, aproximadamente, aos riscos de desaceleração do crescimento”

Mesmo com a interrupção da redução da FFR, os negócios no mercado brasileiro se tornam bastante atraentes em comparação com os EUA. Isso deve manter o fluxo positivo de dólares para o Brasil neste final de ano e em 2008.

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Aconteceu no Dinheirama! Semana que vem tem mais! Até lá.

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Arthur Gouveia é Consultor de Empresas especializado em Gestão e Estatística. Conheceu o Dinheirama e, desde então, aplica as dicas dos editores e comentaristas em seu cotidiano, buscando aumentar seu patrimônio líquido. Atualmente edita a seção de Notícias e é editor responsável pelas dicas e opiniões de nossos leitores.

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Crédito da foto para Marcio Eugenio.

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