Aconteceu no DinheiramaEssa semana foi bastante agitada! Vários casos de sucesso[bb], vários casos de fracassos. Uma unidade da petrolífera chinesa se torna a maior companhia do mundo em termos de valor de mercado. A Companhia Energética de São Paulo (CESP) deve ser privatizada. As vendas da indústria cresceram 2,8% em Setembro, mas em compensação o Brasil não consegue movimentar seus produtos pelo mundo já que é apenas o 61º no ranking de logística[bb].

A Petrobrás divulga a descoberta do campo de Tupi. A crise do subprime ainda assusta como se pôde ver nas palavras do presidente do FED, Ben Bernanke e nos resultados do Itaú e da GM. Falando em crise, o nosso apagão aéreo está cada vez mais “apagado”. E uma notícia que merece nossa atenção é o anúncio da abertura de capital da BM&F. Vamos lá?

Esse sim, foi um negócio da China
A companhia chinesa PetroChina, uma unidade da também estatal China National Petroleum (CNP) realizou seu IPO em Xangai. Emitiu 4 bilhões de ações — que enxurrada! — e captou 66,8 bilhões de yuans, o que equivale a 8,94 bilhões de dólares. Somando as ações que já eram negociadas em Hong Kong e em Nova Iorque[bb] a companhia passa a ser a empresa de maior valor no mundo: impressionantes um trilhão de dólares! Só para efeito de comparação, a gigante Exxon Mobil vale 488 bilhões de dólares.

No primeiro dia de negociação na bolsa de Xangai (5/11), as ações da PetroChina se valorizaram 163%! IPO da Bovespa Holding? O que é isso? E os rumores sobre uma bolha no mercado Chinês se tornam menos delirantes.

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Governo de SP anuncia estudo da viabilidade da privatização da CESP

Na segunda-feira (5/11) a CESP (Companhia Energética de São Paulo) enviou um fato relevante ao mercado. Neste comunicado, há o anúncio de que serão colocadas à venda as 109.290.462 ações em poder do estado de São Paulo, atual detentor de 33% da companhia. Com isso as ações da companhia chegaram a disparar quase 7% no pregão da segunda feira. Entretanto o bom humor não se manteve durante a semana e as ações já voltaram aos níveis anteriores à declaração, apesar da volatilidade.

Um consórcio liderado pelo Citibank será o responsável pela avaliação econômico-financeira da companhia, modelagem e execução da venda das ações em poder do Estado.

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Aumento das vendas das indústrias em 2,8% de acordo com CNI

Dados divulgados na segunda-feira (5/11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que as vendas na indústria no mês de setembro cresceram 2,8% em comparação com o mesmo mês em 2006. O boletim de Indicadores Industriais, divulgado nesta segunda-feira, diz:

“Esse expressivo crescimento das vendas é especialmente relevante por ocorrer num contexto de redução do faturamento das firmas exportadoras, causada pela valorização do real”

Outros dados divulgados foram:

  • Utilização da capacidade instalada chega a 82,7%
  • As horas trabalhadas também cresceram 2,8% (set/07 x set/06)
  • A remuneração subiu 5,7% (set/07 x set/06)
  • O emprego aumentou 4,2% (set/07 x set/06)

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Brasil em 61º em ranking de logística do Banco Mundial

Apesar de as vendas industriais terem crescido em relação ao ano passado, a logística brasileira para exportação não é das melhores. De acordo com pesquisa realizada pelo Banco Mundial e divulgada no último dia 05/11, o Brasil ficou em 61º lugar no ranking de logística. Para chegar a este resultado o Banco Mundial ouviu cerca de 800 profissionais do setor.

Em primeiro lugar está Cingapura e em último o Afeganistão. Na América Latina o melhor colocado é o Chile (32º), seguidos por Argentina (45º) – desta vez ficamos atrás dos Hermanos -, Peru (59º), Brasil (61º), El Salvador (67º), Venezuela (69º), Paraguai (71º), Costa Rica (72º), Guatemala (75º), Uruguai (79º), Honduras (80º), Colômbia (82º), Bolívia (107º) e Nicarágua (122º).

Segundo o relatório, as nações com melhor logística obtêm maiores benefícios com a globalização[bb], ao atrair mais investimento estrangeiro direto para o setor exportador. Além disso, uma melhor logística permite aos países em desenvolvimento ampliar sua competitividade – veja a situação do Brasil – e obter mais benefícios com a globalização. Conectar-se ao mundo, essa é a ordem da globalização.

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Crise do subprime afeta resultados do Itaú

Exatamente! O Itaú teve um lucro expressivo: R$2,4 bilhões no terceiro trimestre, R$6,4 bilhões de janeiro a setembro. Estes resultados foram bem superiores ao que aconteceu em 2006, e foram superiores ao do concorrente Bradesco, que teve um lucro de “apenas” R$1,8 bilhão.

Apesar dos bons números, a tesouraria (aplicações financeiras) do Itaú registrou prejuízo. De acordo com as palavras do Diretor Executivo de Controladoria, Sílvio de Carvalho:

“O retorno no terceiro trimestre teve efeito da tesouraria, que no mesmo trimestre do ano anterior teve ganhos de R$ 149 milhões, e agora, perdas de R$ 64 milhões no trimestre, por questão de mercado. Foi um período de volatilidade dos mercados e com redução de nível de juros no país”

Como a crise hipotecária nos EUA não está totalmente terminada, há a previsão de que os resultados do quarto trimestre ainda sejam impactados pela crise. Apesar disso há consenso de que o Itaú continue crescendo e sua capacidade de geração de caixa não foi afetada.

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Crise hipotecária nos EUA traz à GM o maior prejuízo de sua história

A GM[bb] possui 49% de uma empresa de serviços financeiros, a GMAC. A GMAC por sua vez tem um braço no setor hipotecário, a ResCap. Nem é preciso dizer que a ResCap teve prejuízos com a crise do subprime. Com isso a GM teve seus ganhos reduzidos significativamente. Claro que os resultados ruins também sofreram influência de seu principal negócio: veículos. Segundo a GM afirmou em comunicado aos investidores, “pesaram como fator negativo as perdas cumulativas nos EUA, Canadá e Alemanha”.

O resultado só não foi pior devido ao fato de unidades de países como Brasil, Argentina e Egito terem registrado lucros recordes no terceiro trimestre enquanto as operações da sede bateram perdas de US$247 milhões. No total o resultado operacional da GM foi de US$2,5 bilhões negativos.

Devido aos resultados operacionais negativos e à incapacidade de atingir as previsões de lucro, a GM teve seus prejuízos majorados por questões fiscais nos EUA. Quando fica improvável que a empresa terá condições futuras de gerar ganhos, as regras de Governança Corporativa determinam que alguns créditos sejam pagos no curto prazo. Os resultados operacionais ruins impediram que a GM pagasse tais créditos no futuro. Com isso, a GM divulgou no último dia 07/11, em seu balanço trimestral, uma perda de 39 bilhões de dólares!

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BM&F anuncia oferta pública de ações

Depois da bem sucedida OPA (Oferta Pública de Ações – IPO em Inglês) da Bovespa[bb], chega a hora da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) abrir seu capital. O período de reservas vai do dia 19 ao dia 27 de novembro e, atualmente, o preço estimado para as ações está entre R$ 14,50 e R$ 16,50, mas o valor final pode ficar fora dessa faixa. O preço final da oferta será definido no dia 28/11. O valor de reserva para investidores pessoa física é de, no mínimo R$ 5.000,00 e no máximo R$ 300.000,00

Devido ao recente sucesso de valorização das ações da Bovespa, muitos investidores devem procurar o IPO da BM&F. Há uma forte expectativa de valorização dos ativos da BM&F, mas é pouco provável que os ganhos se equiparem aos observados na abertura das negociações da Bovespa Holding.

A BM&F tem um bom potencial de crescimento já que poucos negócios são realizados com hedging de produtos agrícolas e os produtores rurais estão aprendendo a se proteger das variações de preço com este instrumento. Outro ponto favorável é o processo de consolidação das bolsas ao redor do mundo. A BM&F já fechou sociedade com a Bolsa americana CME Group (Chicago Mercantile Exchange), a maior do mundo em contratos futuros negociados. Nessa parceria a BM&F fica com 2% das ações da CME, e esta com 10% das ações da BM&F.

Entretanto, a BM&F sempre foi uma empresa sem fins lucrativos e a mudança de paradigma pode trazer dificuldades. A tributação é diferente, as despesas aumentam e os resultados podem não aparecer. A própria BM&F salienta em seu prospecto que, caso não seja bem sucedida na concorrência ou no aumento de sua participação nos mercados em que atua, pode não manter e aumentar o volume de operações realizadas, de forma que seu resultado financeiro seja negativamente impactado.

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A crise da aviação continua: BRA com vôos suspensos e mais acidentes aéreos

Desde 2001 já vimos crises na Varig, na Vasp e na Transbrasil. Já vimos graves acidentes aéreos[bb] como os dos fokker 100 da TAM, do Boeing 737 da Gol e, mais recentemente e o mais grave de todos, o do Airbus da TAM no aeroporto de Congonhas. Não sei de devo emitir uma opinião pessoal, mas eu estava hospedado ao lado de Congonhas naquele 17/07 e posso afirmar que foi um choque para todos.

Recentemente, vimos a queda de três helicópteros em um mesmo dia na Grande São Paulo além do acidente onde oito pessoas morreram após a queda de um learjet que decolava do Campo de Marte.

Agora, para turvar ainda mais a nuvem negra que paira sobre a aviação civil em nosso país, mais uma companhia aérea está agonizante, moribunda. A BRA, uma empresa que, aparentemente, de um passo maior que as pernas, solicitou à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) que fosse impedida de voar!

Esta talvez fosse mais uma crise anunciada. A companhia, fundada em 1999, fez uma parceria de code-share (compartilhamento de assentos) com a OceanAir. Esta parceria, que começou a valer em 18 de junho, foi cancelada três meses depois. No dia 18 de outubro a ANAC suspendeu a autorização da BRA para vôos internacionais devido a falhas em aeronaves. A ANAC chegou a instaurar auditorias nas áreas de manutenção. A BRA solicitou, então, a adequação de sua malha à redução do número de aeronaves.

Em dezembro de 2006, a BRA recebeu fortes investimentos. Apesar de a administração da companhia ter ido para um grupo de investidores, entre eles o grupo Gávea Investimentos, do ex-BC Armínio Fraga, a administração da BRA continuou nas mãos talvez não muito habilidosas dos fundadores da companhia, os irmãos Humberto e Walter Folegatti.

Agora vários passageiros estão com bilhetes em mãos que não significam nada. Não há garantia de vôo e há dificuldades para entrar em contato com a companhia. Na sexta-feira (09/11) em Congonhas a loja da BRA estava tranqüila. Eram cinco funcionários sorridentes e três clientes.

TAM, Gol e OceanAir têm aceitado os passageiros da BRA. OceanAir, entretanto, fechou na tarde de sexta um acordo com a BRA para garantir alguns vôos no final de semana. Existem rumores de que a BRA seja absorvida pela OceanAir.

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Petrobrás divulga descoberta importante: o campo de Tupi

Após a crise do gás na semana passada a Petrobrás, convenientemente, divulga uma importantíssima descoberta: abaixo da camada de sal, a cerca de 6km de profundidade, na bacia de Santos há uma grande quantidade de petróleo a ser explorada. Com esta descoberta o cenário nacional do petróleo foi fortemente alterado. Quando estes campos estiverem sendo explorados comercialmente, o que deve ocorrer somente em 2014, o Brasil pode entrar para o seleto grupo dos países exportadores de petróleo.

Devido a esta descoberta, 41 blocos foram excluídos do leilão da 9ª Rodada de Licitações de Áreas Exploratórias de Petróleo e Gás que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizará em 27 e 28 de novembro.

O Campo de Tupi, como foi chamado, tem capacidade estimada de até 8 bilhões de barris de petróleo, um aumento de quase 50% das reservas nacionais. Desta forma a Petrobrás poderia passar a ser a 3ª do mundo em reservas. Atualmente a Petrobrás detém uma participação de 65% no campo de Tupi. A britânica BG possui 25% do campo e a portuguesa Galp, outros 10%.

Com esta descoberta as ações da Petrobrás se valorizaram em 15% na bolsa de Nova Iorque (NYSE) e também tiveram forte alta na Bovespa — 19% as ações ON e 10% as PN. Com essa valorização as ações da Petrobrás seguraram a queda do Ibovespa, descolando-o do índice Dow Jones. Além disso, a corrida pelas ações da petrolífera brasileira fez o volume financeiro ultrapassar os R$10 bilhões.

Entretanto nem tudo são flores. Muitos investidores estavam vendidos em opções a descoberto no valor de R$78,00. Ao verem as ações ultrapassarem os R$80,00, seus prejuízos cresceram assustadoramente.

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Desculpem o atraso. Por hoje é só pessoal. Até a próxima edição do Aconteceu no Dinheirama. Forte abraço.

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Arthur Gouveia é Consultor de Empresas especializado em Gestão e Estatística. Conheceu o Dinheirama e, desde então, aplica as dicas dos editores e comentaristas em seu cotidiano, buscando aumentar seu patrimônio líquido. Atualmente edita a seção de Notícias e é editor responsável pelas dicas e opiniões de nossos leitores.

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