Aconteceu no DinheiramaNessa semana, o mercado financeiro[bb] sentiu mais uma chacoalhada advinda da crise do subprime. Bancos divulgaram resultados ruins, executivos pediram demissão, as bolsas pelo mundo apresentaram forte volatilidade e as ações do Panamericano são precificadas em valores abaixo do previsto. Em meio a tudo isso a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a prorrogação à CPMF após troca-troca de senadores pelo governo.

No setor de aviação as notícias são de consolidação, na tentativa de minimizar o duopólio TAM-Gol. Quanto às maiores empresas nacionais, a Petrobrás foi declarada a empresa mais lucrativa na América Latina. Em segundo lugar está a Vale do Rio Doce, que anunciou um grande projeto siderúrgico no Ceará. Amigos do Dinheirama, chegou a hora de recapitularmos a semana. Boa leitura!

CCJ aprova CPMF, mas a batalha continua…
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na última terça (13/11) a prorrogação da CPMF até 2011. O placar ficou em 12 votos a favor da manutenção da CPMF, nove contra, uma abstenção e o presidente da CCJ, Senador Marco Maciel não votou já que o presidente da CCJ só vota em caso de empate. O jornal Folha de S. Paulo prestou um grande serviço à comunidade divulgando como votou cada senador. A vitória aconteceu depois de manobras governistas de substituição de Senadores e de propostas de redução da alíquota do imposto já em 2008.

Apesar da vitória na CCJ, a dificuldade continua. A votação no plenário do Senado vai ser difícil para o governo. O Senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do relatório paralelo aprovado na CCJ, aparentemente deixou escapar que o governo conta com apenas 45 votos para apoio à CPMF. Seriam necessários 49 para aprová-la em plenário.

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Consolidação no setor de aviação

A nova baixa da crise aérea, já noticiada aqui no Dinheirama, parece estar movimentando o mercado da aviação brasileira[bb]. Será que o duopólio TAM x Gol está perto do fim? A OceanAir está incorporando parte da frota da BRA, apesar das dificuldades devido à diferença dos modelos das aeronaves. O presidente da OceanAir, German Efromovich, informou, na segunda-feira (12/11), que a companhia firmou acordo com a BRA para transportar 70 mil passageiros. O executivo afirmou que não se trata de uma aquisição, mas “de um acordo emergencial para atender esses passageiros”. Já os contratos entre a BRA e a Embraer não serão discutidos por enquanto.

Outro movimento ocorrido no setor durante a semana foi a compra das operações de passageiros da Total Linhas Aéreas pela Trip. Com essa aquisição a Trip será detentora de cerca de 63% das linhas regionais no Brasil. A incorporação das linhas regulares da Total pela Trip será avaliada pela Anac. A expectativa é que o negócio seja concretizado a partir de Janeiro de 2008.

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Ações do Panamericano abaixo do previsto

A IPO (Oferta Pública de Ações, em inglês) do banco Panamericano não vai dar ao grupo Sílvio Santos o resultado esperado. As ações tiveram seu preço definido em R$10,00, cerca de 30% abaixo do valor projetado, que ficaria entre R$12,50 e R$15,00. Com este valor o banco irá captar R$ 680 milhões.

O valor definido após o processo de bookbuilding (definição do preço das ações), abaixo do valor definido anteriormente, mostra que os investidores estão menos otimistas com a IPO do que os especialistas. Os pedidos de reserva dos investidores de varejo foram integralmente atendidos até o valor de R$ 3.280,00. A estréia dos papéis na Bovespa[bb] acontecerá na próxima segunda-feira, 19 de Novembro.

Caso o Banco Central homologue o aumento do capital do Panamericano a tempo, as ações estrearão no Nível 1 de Governança sob o código BPNM4. Caso contrário, serão negociadas units (certificados de depósitos de valores mobiliários) sob o código BPNM11. Cada unit representa uma ação PN e sete recibos de subscrição que, por sua vez, dão direito a uma ação preferencial cada.

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Subprime
continua fazendo vítimas. A volatilidade ainda se faz presente.

As fortes emoções continuam, a volatilidade dos mercados financeiros ainda fazem a terra tremer. O Barclays, terceiro maior banco do Reino Unido, divulgou baixas contábeis de US$ 2,7 bilhões entre julho e outubro devido ao efeito subprime. Com isso, o Federal Reserve (Banco Central Norte Americano) divulgou a liberação de recursos na ordem de US$ 47,25 bilhões para o sistema bancário, a maior injeção de liquidez desde 2001. Apesar da injeção de recursos no sistema financeiro, o Fed não garante reduzir ainda mais a taxa básica de juros nos EUA.

Outra vítima da crise hipotecária foi o presidente do Northern Rock, o quinto banco hipotecário do Reino Unido. Adam Applegarth pediu demissão hoje (16/11), mas deve continuar no posto até o fim de janeiro de 2008. Com a queda de executivos nos bancos ligados aos créditos hipotecários, o mercado de headhunters está aquecido. Os bancos estão procurando executivos especializados no mercado hipotecário e que tenham um bom perfil ara gerenciar crises. De acordo com o banco Goldman Sachs, a crise do subprime pode afetar a economia real ao reduzir a disponibilidade de empréstimos bancários[bb].

Leitores do Dinheirama, apertem os cintos. A volatilidade deve continuar deixando alguns de cabelo em pé, mas criando algumas boas oportunidades de entrada no mercado.

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Ceará Steel: a siderúrgica nordestina deve sair do papel
Roger Agnelli, presidente da Vale do Rio Doce, teve uma audiência com o presidente Lula na quarta feira (14/11). Esse encontro teve como pauta a criação de uma siderúrgica no Ceará – a Ceará Steel. Um ponto decisivo para a criação do empreendimento foi a alteração no combustível da siderúrgica, de gás natural para carvão mineral.

A futura usina, se realmente confirmada – a previsão da confirmação é dia 20/11 – será o terceiro grande projeto siderúrgico atraído pela Vale em um período de três anos. Assim como em outros projetos, a Vale será acionista minoritária. A Ceará Steel será construída em parceria com a coreana Dongkuk e tem previsão de entrar em operação em 2010 ou 2011.

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Petrobrás é a empresa mais lucrativa da América Latina, mas perde em rentabilidade.
Entre as empresas de capital aberto da América Latina, com ganhos acima de US$ 1 bilhão, a Petrobrás é que apresenta maior lucro: US$ 8,951 bilhões (R$ 16,4 bilhões) nos primeiros nove meses do ano. Em segundo lugar está outra empresa brasileira, a Vale do Rio Doce, com lucro de US$ 8,481 bilhões.

No entanto, ao se levar em conta o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), a petrolífera brasileira fica em 16º lugar com 16,91%, à frente apenas da Cemex com ROE de 12,87%.

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Arthur Gouveia é Consultor de Empresas especializado em Gestão e Estatística. Conheceu o Dinheirama e, desde então, aplica as dicas dos editores e comentaristas em seu cotidiano, buscando aumentar seu patrimônio líquido. Atualmente edita a seção de Notícias e é editor responsável pelas dicas e opiniões de nossos leitores.

Crédito da foto para Marcio Eugenio.

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