Seu dinheiro - Sua responsabilidadeMais um dia de novidades no Dinheirama. A partir dessa semana, serão publicados resumos das notícias mais quentes e interessantes encontradas na internet, com uma pitada de boa opinião e links para leitura aprofundada. Eu, Arthur, serei o responsável pelo material e espero que o trabalho possa facilitar o acesso ao conhecimento especializado. Vejamos os primeiros destaques:

A turbulência dos mercados ainda não acabou. A crise do subprime ainda provoca volatilidade, mas o risco de recessão nos EUA não assusta.
Bancos divulgaram resultados ruins. Gurus do mercado como Alan Greenspan[bb] (Ex FED), Ben Bernanke (FED), Jaime Caruana (FMI) e Henry Paulson (Secretário do Tesouro dos EUA) andaram falando demais e suas palavras acabaram assustando os mercados. Além disso, alguns bancos estudam criar um fundo de US$ 75 bilhões que poderia comprar ativos de risco no setor hipotecário e em outras indústrias, para aliviar a pressão sobre os mercados de crédito.

Ben Bernanke , presidente do FED, disse que a crise imobiliária provavelmente reduzirá o crescimento dos EUA no último trimestre de 2007 e no começo de 2008. Já segundo Greenspan[bb], a probabilidade de a maior economia do mundo entrar em recessão é menor que 50%. Apesar disso, o ex-presidente do FED se mostrou pessimista, afirmando, sobre a crise das hipotecas, que “o pior ainda não chegou”.

Leia mais nas reportagens da Folha, Folha (2) e Infomoney.

CPMF: discussões, políticas e politicagens!
O governo está tentando prorrogar a CPMF até 2011 e teve sucesso na Câmara de Deputados, mas a oposição no Senado está dura. Para tentar “convencer” os Senadores oposicionistas, uma “tropa de choque” do governo foi enviada ao Senado Federal para uma reunião com o presidente da casa, Tião Viana (PT-AC), e com líderes partidários. Nessa reunião foi proposta a isenção de CPMF para os trabalhadores que ganham até R$1.700,00. A oposição não quis nem saber, como mostram as palavras do Senador Demóstenes Torres (DEM-GO):

“Como vamos confiar no governo? O que nós queremos é o fim da contribuição. O governo promete, depois não faz nada”

Existe também uma proposta mais light. Nela, haveria um corte de 0,02 ponto percentual em 2008 e dois outros de 0,03 em 2009 e 2010 fechando o mandato de Lula com uma alíquota de 0,30%. Parece que esta proposta agrada à oposição, especialmente ao PSDB.

Leia mais nas reportagens da Folha, Folha (2), Folha (3) e Infomoney.

Banco Central decide manter a Selic em 11,25%.
Na última quarta feira (17/10), o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 11,25%, fato que desagradou vários setores da economia. A ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), a CNI (Confederação Nacional da Indústrias), a Firjan (Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro) e a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) manifestaram clara decepção, decorrente da decisão do Copom:

“A decisão do Copom de manter inalterada a taxa Selic[bb] frustrou as expectativas dos empresários, que consideravam haver condições para uma nova redução dos juros” (Burti – ACSP)

“Mais uma vez nos decepcionamos com a falta de entendimento da realidade demonstrada pelo Copom. Apesar de lenta, a seqüência de cortes promovida até agora dava uma visão futura de taxa de juros menos atraente para o investimento especulativo e indutor de valorização cambial adicional” (Skaf – FIESP)

Entretanto, alguns analistas dizem que existem motivos no médio prazo para a manutenção da Selic[bb]. Eu acredito, como já disse no fórum da Sociedade Dinheirama, que não se trata de um fim da tendência de queda da Selic. Imagino que esta foi apenas uma pausa e novas quedas irão ocorrer no futuro (quem sabe ainda este ano). O Ministro do Planejamento, Sr. Paulo Bernardo, compartilha da minha visão:

“O que houve na quarta feira foi uma parada técnica. Temos todas as condições para continuarmos com a redução das taxas de juros nos próximos períodos”

Leia mais nas reportagens do Infomoney, Folha, Folha (2) e Folha (3).

Perdigão e Eleva anunciam possibilidade de fusão.
A Perdigão e a Eleva Alimentos – antiga Avipal – informaram no dia 18/10 que pretendem realizar uma fusão de suas operações. Com isto, a nova empresa seria a maior companhia de capital aberto no setor alimentício no país. O valor de mercado das duas empresas juntas chega a R$8,8 bilhões. Isso deixaria a Sadia, com valor de mercado de R$7,8 bilhões, para trás. As ações ordinárias das empresas (PRGA3 e ELEV3) abriram o pregão de sexta feira com forte valorização. Ao final do pregão, as ações da Perdigão estavam cotadas com alta de 2,58%, ao contrário da forte correção do Ibovespa, que teve queda de 3,74%.

Leia mais nas reportagens do Infomoney, Infomoney (2) e Folha.

——-
Arthur Gouveia é Consultor de Empresas especializado em Gestão e Estatística. Conheceu o Dinheirama e, desde então, aplica as dicas dos editores e comentaristas em seu cotidiano, buscando aumentar seu patrimônio líquido. Atualmente edita a seção de Notícias e é editor responsável pelas dicas e opiniões de nossos leitores.

Crédito da foto para Márcio Eugenio.

Avatar
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários