Salve amigo! Você já assistiu meu vídeo sobre as 3 perguntas para evitar o consumo por impulso? Ele está logo aqui abaixo.

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Neste vídeo eu comento de maneira breve que é muito comum encontrar por aí quem defenda a ideia de que são cinco perguntas. Por motivos que considero óbvios, achei melhor excluí-las. No fim, elas podem causar mais mal do que bem.

Basicamente, temos mecanismos que “conversam” com nossa razão e outros que dão vazão aos nossos instintos, nossas emoções. Com dinheiro, é bom deixar as emoções de lado.

Principalmente quando esses mecanismos são de “permissividade”. Isso quer dizer que, enganam nosso “juiz interior” para fazermos aquilo que não deveríamos fazer. Ou até não poderíamos fazer.

Eu quero!

A mais óbvia delas, afinal, quem não quer tudo? A banda Queen até fez uma música em homenagem ao hedonismo humano. A música “I Wanna It All”, diz em seu refrão, em tradução livre, “eu quero tudo e eu quero agora!”.

Soa como uma criança mimada, não é? Mas, no fundo, o que são os adultos senão crianças crescidas? Se assim não fosse, quem em sã consciência, por mais dinheiro que tivesse na conta bancária, pagaria 2 milhões de dólares por um carro ou 300 mil por um relógio?

A razão diria: o que esse relógio de 300 mil faz? Mostra as horas? Um de 100 dólares também faz isso. Mas como eu disse em outro post (leia aqui), pessoas 100% racionais só existem na ficção científica.

Como ficou claro, na hora de decidir sobre comprar ou não, dizer “eu quero” é sacanear com você mesmo.

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Eu mereço!

Ah, o corriqueiro e mortal “merecimento”. O maior causador de rombos financeiros se disfarça de bom moço. A recompensa para uma vida de esforços e privações.

Quem não acha que merece tudo? Há sempre um número enorme de justificativas, ou você nunca ouviu algo assim: “Eu trabalho feito um camelo, desde que eu tinha 10 anos de idade, então eu mereço” ou “Já sofri tanto nessa vida” ou ainda “Passar tudo o que eu passo no trabalho, eu mereço esse luxo”.

Amigo, eu acredito em merecimento! Mas não esse derivado da vitimização, que serve para justificar o injustificável. Se trabalho pesado e em quantidade fosse parâmetro, as pessoas mais ricas do mundo seriam aquelas que tem os trabalhos realmente duros, como lavradores, estivadores e lixeiros.

Os verdadeiros “merecedores” são justamente aqueles que não precisam dizer que são. O resultado positivo é consequência de seu mérito.

Quem merece então? Antes é importante dizer que, merecimento (ou mérito), vem de um conjunto de coisas, que vai desde trabalhar duro até cuidar bem de seu dinheiro.

Por exemplo, você trabalhou duro, soube construir patrimônio e hoje pode realizar seus sonhos materiais sem comprometer a saúde financeira de sua família? Vai com tudo, você merece mesmo!

Agora, sua vida sempre foi complicada, pulando de dívida em dívida? Sempre gastou acima de sua capacidade porque, afinal, você merece, não é? Hoje, você trabalha dobrado para tentar sobreviver e sofre sérias consequências emocionais por conta de tudo isso.

Claro, tanto sofrimento faz com que você continue sentindo-se merecedor, acertei? Desculpe ser o portador da má notícia, mas foi justamente o “eu mereço” que lhe afundou. Não amigo, você não merece. E quanto antes acordar, maiores são as chances de, algum dia, merecer de fato.

Conclusão

Você conhece a história do homem mais rico do mundo? Talvez não. O que você sabe, no entanto, é que ele está lá no topo da lista. E na sua cabeça, ele é só um homem comum que tem muito mais do que precisa. Além disso, que talvez nem mereça estar lá. Fala a verdade, você já pensou coisas assim, não pensou?

Outro spoiler: com certeza ele merece, sim, estar lá. O que ninguém vê é uma vida de luta, dedicação e renúncias aos prazeres mundanos (aqueles que você não abre mão, afinal, você merece) para, hoje, desfrutar de conquistas inimagináveis.

Vou adaptar aqui uma frase do amigo Conrado Navarro: “Enquanto você acha que merece e reclama, ele  (o cara mais rico do mundo) se diverte, porque de fato merece”.

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Você quer tudo? Até aí, nada de novo. No entanto, não deixe que a “ilusão do merecimento” transforme o sonho em pesadelo, combinado? No final, não existe segredo e o clichê está aí por que funciona: faça por merecer! Um abraço e até nosso próximo encontro.

Renato De Vuono
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