Como vai, investidor? Nos últimos textos fiquei devendo uma alternativa mais confiável para investir – dessas que você pode ir até o endereço físico da empresa e conversar pessoalmente com funcionários e até sócios do negócio, checar registros e credenciais nos órgãos responsáveis.

Em primeiro lugar, é importante compreender que o mercado de capitais oferece risco, principalmente para os incautos. Não seja ingênuo de acreditar que risco e retorno podem caminhar separados. Esta afirmação não é só minha, pois Markowitz (vencedor do Nobel de economia em 1990) já provou isto há muitos anos.

Portanto, é preciso conhecer o terreno em que se pisa antes de sair comprando e vendendo como se não houvesse amanhã. Mas como sei que ninguém tem a obrigação de ser um especialista em mercados de capitais, o que recomendo é procurar um bom Agente Autônomo de Investimentos (AAI).

Este profissional é credenciado e regulado pela Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD), entidade reconhecida pela CVM que mantém abertamente o registro de todos os profissionais ativos.

Entre suas funções se destaca a prestação de informações sobre produtos (ações, contratos futuros, títulos públicos, cotas de fundos, além de plataformas de negociação) e serviços oferecidos pela instituição pela qual tenha sido contratado.

O AAI também pode atuar na prospecção de clientes e abertura de contas, assim como recepção, registro e transmissão de ordens para os sistemas de negociação. Em resumo, ele é como o gerente do seu banco, só que em vez de prestar serviços ligados a transferências, pagamento de contas e contratação de cartões de crédito, a sua especialidade são os produtos de investimento.

Talvez (só talvez), neste ponto, passe pela sua cabeça que seu gerente de banco pode cumprir este papel. Ledo engano! Para começar, o AAI é um profissional especializado, que precisa prestar uma prova para comprovar seu conhecimento e obter sua credencial, enquanto o gerente de banco possui outro foco (ainda que também tenha certificações).

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O segundo ponto é que dificilmente um banco comercial irá disponibilizar produtos de investimento com baixas taxas e opções tão atraentes quanto as corretoras de valores independentes.

Isso se deve ao fato de que suas bandeiras são conhecidas e a conta de investimentos está integrada em seu sistema, o que significa maior conforto e justifica cobrar mais para entregar menos (é como pagar caro pela cerveja tosca na praia, em pleno verão; é o custo da comodidade).

Terceiro ponto: um banco irá oferecer, primordialmente (e quase que exclusivamente), produtos dele, que muitas vezes vão render pouco (alguns até menos que a poupança), enquanto a corretora sempre terá um portfólio de produtos mais amplo.

Para se ter ideia, em 2015 foi possível encontrar LCAs e LCIs (Letras de Crédito, isentas de Imposto de Renda) que na prática renderam quase o dobro da poupança, oferecendo o mesmo baixíssimo risco e também protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A esta altura, se você não está familiarizado com o mundo dos investimentos, já deve estar um pouco confuso com tanta sigla, não é mesmo? E olha que nem falei de fato sobre as diversas opções de investimentos, como Tesouro Direto, Debêntures ou carteiras de ações.

Para encerrar este texto sem deixar você na mão, indico um vídeo que pode te orientar em relação ao papel do AAI:

Daqui uns dias (poucos dias) devo voltar aqui para falar de outros assuntos que sou apaixonado, como trading, comportamento do investidor e empreendedorismo. Forte abraço e até lá!

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Foto: “Investment”, Shutterstock.

Caio Sasaki
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