Saudações, caro leitor! Na Semana passada falei sobre os riscos (desnecessários) de investir em mercados não regulados pela CVM, especificamente Forex, Opões Binárias e Trading Esportivo (clique aqui para ver o texto anterior). Nem todo mundo gostou.

Em resposta a todas as mensagens de repudio e ódio, peço desculpas caso meu texto tenha soado como um “chute na canela”. Não era a minha intenção. Mais do que isto, reconheço que o tom “áspero” e debochado da minha escrita possa ter gerado dúvidas, por isso volto ao assunto.

Quem acompanha minhas publicações sabe que não é meu estilo, mas de vez em quando é importante levantar poeira, enquanto a maioria pinta um lindo (e falso) mar de rosas. Aos que souberam conduzir um contraponto inteligente e construtivo agradeço pelo rico debate.

Para pontuar alguns tópicos pendentes, seguem três observações, discretas e objetivas:

1. Continuo não recomendando estas alternativas para iniciantes

Forex, Opções Binárias e Trading Esportivo são mercados completamente diferentes, mas como mantenho o meu ponto de não os recomendar para iniciantes, não creio que valha escrever páginas e mais páginas destrinchando cada um deles em detalhes.

Se fizesse isto, seria como dizer “no Brasil não podemos ter cassinos, mas vou detalhar cada uma das atividades realizadas nestes recintos fantásticos”. Incoerente, não? Ainda assim, mais adiante eu digo onde se informar melhor sobre estes mercados.

2. Qualquer brasileiro pode investir nesses mercados, mas…

Caso não tenha ficado claro, qualquer brasileiro pode investir em qualquer um destes mercados. Não é crime, nem algo ilícito. Contudo, conforme comentei: “lá fora existem empresas sérias e você tem a quem recorrer… no Brasil, não”.

Resumindo, a CVM “lava as mãos” e terceiriza a bronca. E, falando nela, como muitos órgãos brasileiros, ela não desperta amor e admiração no povo, mas sendo a instituição responsável, não dá para simplesmente ignorá-la como referência.

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3. As fraudes existem e precisamos considerá-las

Há muita fraude em todos estes mercados sim, o que também não exclui a possibilidade de falcatruas no mercado brasileiro e demais mercados mundiais. Infelizmente, tem malandro em todos os nichos e lugares do mundo.

A diferença é que instituições e profissionais credenciados podem falar e instruir livremente sobre o mercado local, logo a disponibilidade de informação sobre Bovespa e BM&F é maior. Por outro lado, caso alguém queira buscar mais informações sobre mercados alternativos, terá que garimpar em sites de outros países, como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal. Ai de quem tentar abrir um site destes com domínio brasileiro (se ficar 6 meses no ar, será muito).

Conclusão

Sei que o leitor pode e tem todo o direito de dizer: “Ok, ainda assim quero assumir o risco e operar nestes mercados internacionais. Onde encontro informação? ”. Infelizmente, no Brasil você não vai encontrar representantes com CNPJ e endereço da sede registrados, portanto a saída é recorrer ao Google, fóruns e comunidades do Facebook.

Faça isso com muita cautela, afinal a variedade de opções é gigantesca e ninguém vai hastear uma bandeira dizendo “hey, sou picareta!”. No mais, não tenho absolutamente nada contra nenhum destes mercados, afinal, mercado bom é onde se ganha dinheiro.

Tenho que confessar que também não sou fã de carteirinha do mercado brasileiro, muito embora gostaria de vê-lo crescer e progredir juntamente de toda a economia e população deste país. Por isso, no próximo texto falarei um pouco mais sobre a Bovespa e BM&F, entre outras opções.

Aos experts de plantão, estes sempre estiveram mais do que convidados a expor seus respectivos pontos e colaborar para um diálogo positivo! Se você sabe algo sobre estes mercados e deseja fazer um contraponto em forma de artigo, faça-o e tenho certeza de que o pessoal do Dinheirama o publicará (desde que devidamente assinado, claro). Uma ótima semana a todos e bons trades!

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Foto “Market graph”, Shutterstock.

Caio Sasaki
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