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Alerta para Vale: analista revela “preocupações profundas”

"Os números em si de resultados trimestrais da Vale são irrelevantes para o caso de investimentos”, alerta analista da EQI

por Gustavo Kahil
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O time de análise da EQI Investimentos está muito cético com o caso de investimentos da Vale (VALE3) e afirma haver motivos para ter “preocupações profundas” com a mineradora e pede que os investidores evitem as ações.

A empresa divulgará a prévia dos seus resultados do primeiro trimestre de 2024 nesta quarta-feira (24) após o fechamento dos mercados.

“Você poderá ler comentários, na quinta pela manhã, que os resultados foram bons, ao irem dentro do esperado. Se assim for, discordaremos. Continuamos a crer que os números em si de resultados trimestrais da Vale são irrelevantes para o caso de investimentos”, alerta a equipe liderada por Luis Fernando Moran de Oliveira.

O consenso de mercado prevê Ebitda de US$ 3,36 bilhões, uma variação negativa de 8%

“Temos preocupações mais profundas”, diz.

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Segundo Oliveira, qualquer analista terá muita dificuldade em construir um modelo de fluxo de caixa descontado para Vale atualmente, o que poderá resultar em um preço-alvo com potencial de valorização altíssimo, “seja por preços de minérios aviltados, seja por CAPEX mais alto”.

Vale
(Imagem: Site/ Vale)

A EQI listou cinco motivos que devem chamar a atenção dos investidores. Confira:

1 – Lucro da Vale em queda

“Haja vista não haver crescimento de volumes e o preço de minério de ferro deve continuar a oscilar ao sabor das notícias que vem da China. Atualmente o consenso de mercado (Bloomberg) prevê o EBITDA de 2024 em US$ 17 bilhões. Cremos haver espaço para revisões para baixo à medida que o ano avança. Na verdade, as revisões para baixo já começaram faz dois meses”.

2 – Dividendos decrescentes

“Reflexo da menor capacidade de gerar fluxo de caixa e do item 4, abaixo atualmente estimamos o rendimento de dividendos de Vale em 5,5% (sendo que boa parte dessa remuneração será embolsada apenas em março de 2025). Há ações de dividendos muito mais interessantes à disposição”.

3) Dependência do aço e China

“Ambos já viram dias melhores, convenhamos. A produção siderúrgica chinesa este ano recua 1,9% a/a (sendo que em março a queda foi de 7,8%). Continuamos a ser extremamente céticos quanto à capacidade do país reviver dias gloriosos em seus mercados de construção civil e infraestrutura, simplesmente pelo fato de que a necessidade de expansão dos últimos quarenta anos esgotou-se (quantos aeroportos, estradas, viadutos e prédios de apartamentos são necessários?) e talvez tenha deixado um rastro de endividamento difícil de digerir”.

4) Estratégia

“A Vale atualmente está estrategicamente perdida entre o dilema estratégico: virar uma cash cow (empresa estabilizada, fonte de caixa para os acionistas via dividendos) ou retomar projetos ambiciosos de crescimento e/ou aquisições em metais da moda (o eufemismo usado é”transição energética”)”.

5) Liderança

“Até o fim deste ano teremos um novo CEO da Vale, que, esperamos, virá com ideias estratégicas ambiciosas, provavelmente envolvendo um novo ciclo de investimentos. Tais ideias não serão necessariamente destruidoras de valor no longo prazo. Porém, certamente vão exigir investimentos vultosos que ceifarão uma parte significativa da capacidade da empresa de pagar dividendos no futuro.

Ademais, é preciso lembrar, o histórico da Vale em entregar novos projetos de expansão no prazo e no orçamento prometido é ruim. O histórico de retorno em aquisições fora do negócio de minério de ferro também é ruim (Inco, fertilizantes, navios próprios, carvão na África, aço). Olhando adiante, num cenário em que seu principal cliente passa por dificuldades em manter o fôlego e as normas ambientais são muito mais restritivas, um ambicioso plano estratégico fora do seu negócio-chave seria ainda mais arriscado do que o habitual”.

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