Alta da Bovespa: interesse e fôlego renovados?A Bovespa foi o melhor investimento do mês de março. Seu índice principal, o Ibovespa, acumulou rentabilidade de 7,18%. Não é pegadinha, nem brincadeira de primeiro de abril. Em meio a notícias e previsões acerca do crescimento da economia do Brasil e do mundo, a bolsa de valores de São Paulo reage e mostra fôlego. Inevitavelmente surge a dúvida: será a bolsa brasileira uma boa opção de investimentos para o ano de 2009?

Obviamente, o resultado de março não deve ser encarado como uma tendência absoluta; a cautela deve continuar pautando nossas decisões. Nos próximos meses, a Bovespa, bem como as bolsas do mundo, passará por períodos de grande instabilidade e volatilidade. Mas sem dúvidas o sinal é positivo. A esperança surge novamente.

Ressurgindo das cinzas
O resultado de março é o melhor desempenho desde abril de 2008, quando o Brasil foi elevado ao chamado Grau de Investimento pela Agência de Rating  Standard & Poor`s. De lá pra cá, a crise mundial se agravou e a Bovespa despencou, levando milhões de investidores ao desespero.

O que de fato mudou, tornando o mês de março tão interessante para a renda variável? De concreto, alguns resultados externos tiveram representatividade na confiança do investidor – lembre-se que alguns bancos, como o HSBC, Barclays , JP Morgan e Citigroup já demonstram que os números dos primeiros meses do ano serão positivos.

Pacotes de ajuda levam liquidez ao mercado
Outra notícia que repercutiram positivamente nos mercados foi a disposição do governo norte-americano em aumentar o socorro às instituições financeiras. A idéia do plano divulgado pelo Secretário do Tesouro, Timothy Geithner, diminui o risco de colapso de crédito no mercado de lá – e diminuição de riscos soa como música no mercado de ações, por isso o bom humor aparente.

A verdade é que quem realizou os lucros ou perdas no último ano, claramente fez a opção pelo imediatismo. Quem acompanhou o desenrolar dos fatos e, durante esse tempo de vacas magras, optou por estudar a fundo a funcionalidade dos investimentos em bolsa de valores provavelmente entendeu que no longo prazo a tendência de bons resultados permanecia inalterada. O importante é não fazer nada de modo desesperado.

Pode-se concluir que muitas ações estavam e permaneceram um bom tempo com preços muito baixos. Verdadeiras promoções estavam – e continuam à sua disposição -, desde que ao ler esse artigo você entenda e aceite que o momento ainda é de cautela e de muita preparação.

As oportunidades surgem para quem as procura
Procure novas informações, novas oportunidades. Veja que mesmo durante períodos de crise, algumas empresas seguem seu rumo com investimentos, crescimento e bons resultados. Dedique-se a analisar quais são as empresas e os setores mais propensos ao crescimento e lembre que a crise não será eterna.

Quando a retomada começar, que setores serão beneficiados? Esta é uma boa pergunta para começar seu raciocínio de investidor. Os movimentos do governo também devem ser considerados. Por exemplo, no final de março o governo lançou um grande projeto habitacional. Quem ganha e quem perde com esse projeto?

Aliás, onde você busca tais informações? A internet é um campo fértil de todo tipo de informações e existe hoje uma gama de bons sites e blogues que conseguiram alcançar a confiança de muitos leitores. Quando o assunto é o mercado de ações, procuro sempre ler e consultar os seguintes colegas:

Todos esses links trazem informações valiosas que podem significar um grande diferencial na hora da escolha de seus investimentos. Mas lembre-se: a decisão será sempre sua. O fundamental neste momento é saber onde está pisando e entender que o momento não é de colher, mas sim de plantar.

Mais do que conhecer a economia é preciso conhecer bem as empresas e o mercado em que elas estão inseridas.  Quem estiver atento a isso pode, neste momento, estar construindo, a passos largos, a independência financeira do futuro.

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Ricardo Pereira é educador financeiro e palestrante credenciado pelo Instituto DiSOP, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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