Olá amigo leitor! Certo dia vi um vídeo do grande Mário Sérgio Cortella em que ele diz que “felicidade pode ser definida na fórmula ‘realidade – expectativas = felicidade’”. Acho um pensamento simples e maravilhoso sobre essa questão que nos aflige todos os dias.

Essa equação traz consigo uma pergunta: por que devemos retirar nossas expectativas da realidade para sermos felizes? E a explicação é simples como a equação: “pois para quem nada espera, o pouco já é o bastante”.

Se só as expectativas não fossem o bastante, elas ainda trazem alguns colaterais como a idealização, e é nesse ponto que a coisa toda enrola pra valer! Sabe qual é a fórmula contrária da felicidade? A da frustração, que é “expectativa = idealização”.

Por sua vez, “idealização + idealização + idealização = frustração”. E como já conversamos em outra ocasião, a soma de muitas frustrações pode trazer como resultado a depressão.

Olhe à sua volta e veja como a sociedade anda frustrada. Seja com a aparência, com o carro ou a casa, todos ainda estão em busca do ideal. E o ideal não é real. E, veja que coisa incrível, tudo começa com as expectativas e caminha até tudo virar de cabeça para baixo.

E quando se trata de frustração, nada supera o trabalho, pois nada é tão idealizado (talvez o casamento) pelas pessoas. E por que isso? Porque um certo dia alguém disse: “Faça o que ama e não trabalhe um dia sequer de sua vida”.

Já vi essa frase atribuída a um sem número de personalidades, desde Buda até Ringo Starr. Pouco importa quem a tenha dito, mas o que ela causa ou pode causar é perigoso. Pessoas estão sempre procurando desculpas e, assim, uma frase que poderia inspirar acaba tendo o efeito contrário; cria o inatingível.

John Lasseter, chefe criativo da Disney Company, já disse isso em um documentário sobre ele e a Pixar, e ainda por cima, com imagens daquele ambiente fantástico de trabalho, tem gente que desde então só pensa em fugir de seu emprego.

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Porém, aqueles que assumem a responsabilidade, outro assunto já discutimos, olha para essa frase de uma forma crítica e realista, de forma que de fato sirva de inspiração, sem criar idealização. Isso quer dizer que tudo na vida tem seu lado “chato”, seus dias ruins, inclusive o trabalho.

No entanto, quando você faz algo que realmente ama, tudo o que é desagradável fica perfeitamente tolerável, dada a satisfação que a parte boa oferece. E esta, a parte boa, domina os dias de quem faz o que ama.

Você que assistiu o documentário sobre a Pixar, com John Lasseter andando de patinete pela empresa pensou: “Aquele cara só tem dias bons, e por isso é como se ele não trabalhasse. Olha esse lugar!”. Nenhum criativo do cinema gosta dos executivos da indústria, que são os caras com a chave do cofre que limitam verba, estipulam prazos e querem algo que venda muito, que nem sempre (ou quase nunca) é algo inovador, criativo e de alto valor artístico.

E, acredite, mesmo o todo poderoso Lasseter tem que lidar com isso. Ele gosta de ter um engravatado mexendo em sua obra? Claro que não! Será que seu grande êxito compensa esses pequenos dissabores? Certo que sim!

Por fim, eu lhe pergunto: por que não viver melhor com o real? Com o possível? Com o palpável? Digo isso porque ir até Lua é mais fácil do que atender às expectativas humanas, e por isso as pessoas andam tão frustradas.

Que tal trabalhar suas expectativas e libertar-se das idealizações? Afinal, para aqueles que o pouco é muito, a vida é muito mais do que esperar, é viver de verdade! Pronto para viver? Um abraço e até a próxima!

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Foto “working at beach”, Shutterstock.

Renato De Vuono
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