Qual criança nunca andou de bicicleta? Assim como eu, acredito que toda criança pediu uma bicicleta de presente ao menos uma vez na vida.

Eu andei de bicicleta por toda minha infância, e continuo andando até hoje. Entre minhas atividades diárias, há sempre o momento em que reservo algum tempo para pedalar pelas estradas.

Quando pequenos, começamos a pedalar com rodinhas nos apoiando, aumentamos o equilíbrio, confiança e em seguida deixamos a rodinha somente de um lado, até que, finalmente chegamos ao momento do impulso final, onde a partir daí conseguimos nos mover e manter o equilíbrio.

Consigo lembrar exatamente do dia em que meu pai me deu impulso e mantive equilíbrio o suficiente para me manter em movimento.

A questão é: até quando é saudável ficar se apoiando em rodinhas ou em seus pais esperando o “momento certo” de seguir em frente?

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Tirando as rodinhas

Se você pensar um pouco, vai se lembrar do dia em que tomou a decisão de tirar as rodinhas. Alguém sempre estava ali, ao seu lado, te apoiando ou segurando caso você se desequilibrasse. Foi assim comigo.

Você pode achar engraçado, mas a vida é como andar de bicicleta. Quando começamos tudo é muito difícil, e diversas outras coisas se mostram mais interessantes. Então, acabamos prorrogando justamente o que deveríamos  fazer para evoluir e crescer na vida, em troca de atividades com recompensas imediatas.

O grande “porém” das nossas escolhas, quando jovens, é que elas influenciam diretamente o nosso futuro.

Nesta fase da vida, quando temos a possibilidade de aprender ou partirmos rumo a um caminho novo e desconhecido (com a possibilidade de errar), passamos o tempo nos preparando para um futuro muito distante.

Eu já fiz cursos de língua estrangeira e não completei. Já troquei o meu curso na faculdade duas vezes, sem falar no dilema de escolher uma profissão no ensino médio, sem ter passado por alguma experiência profissional.

Agora te pergunto: como um estudante de engenharia mecânica foi parar em um site de finanças pessoais?

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O desafio de se equilibrar

Após as minhas “não escolhas”, sonhando em casa com o meu futuro que nunca chegava, decidi me arriscar a trabalhar em algo que fosse do meu interesse, e somente pela experiência. Acredite, o resultado foi surpreendente!

Começar a trabalhar foi uma grande mudança na minha vida. Objetivos mudam, o futuro deixa de ser tão distante, e o principal: você conhece novas (e fantásticas) pessoas!

A primeira palavra que aprendi aqui no Dinheirama foi “Networking”. Uma rede de contatos e pessoas é fundamental nos dias de hoje. Quando você sai do seu círculo de convívio aumenta seus contatos e consequentemente passa a agregar mais valor a outras pessoas e principalmente a você mesmo. Tim Sanders em O Amor é a Melhor Estratégia diz: “O valor de uma rede cresce na proporção do quadrado do numero de usuários”.

Quantas vezes você ouviu alguém dizer que conseguiu um emprego porque o amigo indicou a vaga? Infelizmente nunca tive novas oportunidades enquanto estava dentro de casa. A minha oportunidade de trabalhar no Dinheirama surgiu em uma conversa despretensiosa naquelas típicas “chatas reuniões familiares”.

Nossa ilusão em acreditar que formar é sinônimo de riqueza e sucesso imediato,  é o que vemos nas redes sociais, ao mesmo tempo que nos encanta nos atrasa. Eu demorei para entender que a vida que eu levava sustentada pelos meus pais estava longe de ser a minha realidade. Trabalhar muito e ganhar pouco é o primeiro passo, mas veja seu crescimento profissional como uma caminhada: começar cedo significa terminar antes.

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Mantendo o movimento

O primeiro passo foi dado e você consegue se manter em movimento. Ufa! Agora está mais fácil, certo? Infelizmente o movimento também exige esforço. Construir uma carreira requer horas de trabalho e tudo o que fazemos hoje trará algum benefício futuramente (não estou falando somente de dinheiro).

Considere-se uma marca. O que você tem feito hoje para vende-la? Alguém faria boas recomendações de você? Como anda o desenvolvimento do “seu produto”?

A grande sacada em começar cedo é a vantagem de arriscar sem medo de errar. Lembra? Você ainda tem alguém para te apoiar e ajudar a levantar se for necessário. Precisamos entender o quanto antes possível que o problema de mudar completamente a direção na qual você esta seguindo não é quanto dinheiro foi gasto para chegar até ali, e sim quanto tempo.

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Conclusão

O tempo passa e não há formula mágica ou portal que o faça voltar. A hora de tentar algo novo é agora. Você com certeza, assim como eu, vai agregar muito valor a sua vida e deparar com oportunidades que mudarão sua maneira de pensar e agir. Não sabe se está na hora de começar? Responda essas perguntas que me ajudaram a mudar:

  • Como você se enxerga daqui 5 anos?
  • Suas atitudes te levam a este caminho?
  • O que você poderia fazer e não faz por preguiça ou então pelo risco de dar errado?
  • Já pensou em tentar?
  • Por quanto tempo você sustentaria o seu padrão de vida atual?
  • Trabalhar somente por experiência: sim ou não?

Agarre a oportunidade de aprender, de errar, de investir em seu futuro. Quem sai ganhando é sempre você. Deposite tempo em caminhos que te levam ao seu objetivo. Não estou falando para você parar de assistir Netflix ou deixar de sair com os seus amigos. Estou somente sugerindo que você inclua um livro em sua rotina e que procure realizar atividades que acrescentem valor em sua vida. Um estágio pelo aprendizado por exemplo.

Tudo que você pode ler aqui são minhas (poucas) experiências como um profissional e como elas transformaram meus hábitos e costumes para melhor. Vamos, o que te impede de tentar? Também estou começando agora e espero compartilhar em breve histórias e experiências com você.

Vamos juntos! Um abraço!

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