Você já ouviu falar no Instituto para Pesquisa da Felicidade, que fica na Noruega? Recentemente li um livro chamado “A chave para a felicidade” (The Key to happiness em inglês), escrito pelo fundador deste Instituto, Meik Wiking.

Na obra, temos acesso a uma série de pontos importantes que estão presentes na vida diária dos povos e pessoas considerados os mais felizes do mundo. Resolvi compartilhar um pouco deste conhecimento neste artigo, afinal, nunca é demais conseguirmos nos tornar um pouco mais felizes, não é verdade?

Para começar, como se mede a felicidade, que parece algo tão abstrato e individual?

O autor diz que é preciso quebrar o conceito em diversas partes. Por exemplo, pode ser que você, neste exato momento, não esteja feliz por conta de um problema transitório, como uma dor de dente ou falta de dinheiro. Mas, ainda assim, também pode ser que em geral você seja uma pessoa feliz e satisfeita com a própria vida. É este segundo estado que nos interessa um pouco mais agora para reflexão, combinado?

Na escala de felicidade medida pelo Instituto, países como Dinamarca, Suíça e Noruega ocupam as primeiras posições. Eles teriam em comum alguns pontos que citarei a seguir para que possamos refletir e inserir sempre que possível em nosso cotidiano. Vamos lá?

Espírito de união

O primeiro ponto é o espírito de união. As pessoas costumam se reunir mais e existe uma sensação de pertencimento dentro de uma comunidade.

Quando você não está sozinho, está sempre cercado por pessoas, sejam amigos, familiares ou vizinhos. “A felicidade das pessoas não vêm do fato de terem um grande carro por exemplo, mas de saber que pertencem a algo maior, que são parte de uma comunidade, que estão juntos nesta jornada”, explica o autor.

É natural que este senso de pertencimento também aumente a sensação de segurança, afinal, é bom ter com quem contar, não é?

Como sugestão, ele aconselha voltarmos a criar alguns rituais que permitam mais frequentemente a união de pessoas ao nosso redor. Que tal chamar os vizinhos para compartilhar uma pizza e muita conversa? Ou realizar um almoço em que cada amigo leve algum prato? Ou, ainda, criar uma horta comunitária no condomínio?

O desafio de nos conectarmos como seres humanos, lembra o autor, é ainda maior com os avanços tecnológicos, afinal, nos conectamos de uma forma ilusória que, em geral, nos faz sentir ainda mais sozinhos. Aqui vem outra dica importante: “Nós descobrimos que pessoas que reduzem o consumo de redes sociais são mais felizes e se conectam mais com o mundo real”. Importante, não?

Uso do dinheiro

Com relação ao dinheiro, temos algo interessante. O autor explica que “quanto mais temos de determinada coisa, menos felicidade é derivada desta coisa”. Ele explica: Imagine um bolo muito gostoso.

O primeiro pedaço dele será sempre bom de se comer, mas se você come cinco pedaços, este último não terá o mesmo sabor. Com dinheiro é semelhante. O aumento da riqueza não significa necessariamente o aumento da felicidade, pois a partir de um determinado valor que nos permita realizar todas as nossas necessidades básicas e ter certo conforto, normalmente não faz tanta diferença ter um milhão ou dois milhões na conta, entende? (Ao menos é o que ele diz, você pode refletir a respeito!).

E se você estiver buscando mais felicidade através do dinheiro, a primeira dica é investir mais em experiências e menos em coisas. Também é importante citar que algumas pesquisas mostraram que as pessoas mais felizes e gratas com a vida que tinham, apresentaram tendência a ganhar naturalmente mais dinheiro ao longo dos anos. Ou seja, busque ser feliz com o que tem hoje e naturalmente você tenderá a estar mais aberto à prosperidade amanhã!

Saúde em movimento

Países com maiores índices de felicidade também são países onde as pessoas costumam se movimentar muito mais. Ou seja, normalmente deixam o carro para poucas ocasiões e usam mais transporte público, caminham, andam de bicicleta. Por conta disso, a saúde também melhora e ainda há menos barreiras de “hierarquia”, pois as pessoas, independente de quanto ganham, se locomovem de formas semelhante, observam mais os cenários enquanto caminham, frequentam mais parques de forma habitual, etc.

O autor sugere que é necessário andar mais e também tentar ter mais contato com a natureza. “Um estudo realizado no Reino Unido mostrou evidências entre natureza e bem-estar, reforçando a relação positiva entre felicidade e exposição ao verde em nossas vidas”.

Liberdade de escolha

Escolher o curso da própria vida é algo fundamental para alguém conseguir ser feliz. Esta constatação faz parte de um dos relatórios relacionados à felicidade em nível mundial.

Quando se tem liberdade de expressão, liberdade de escolher o próprio parceiro sem preconceitos, liberdade de escolher o próprio trabalho, entre outras, a probabilidade de sermos pessoas mais felizes é muito maior.

Um dos pontos importantes é com relação à vida profissional, afinal, ressalta o autor, passamos muito tempo de nossas vidas trabalhando, portanto é importante que seja algo que nos traga satisfação. Usar bem o tempo que temos também é fundamental. É importante que consigamos ter tempo para fazer coisas que gostamos e também estar próximos de pessoas que nos façam bem.

Confiança

Pessoas felizes são pessoas mais confiantes. Elas confiam na vida, nas outras pessoas, em algo maior. E quando você se mostra como uma pessoa em quem é possível confiar, saiba que se trata de um ativo de grande valor no mundo de hoje!

Algumas atitudes importantes que você pode adotar são: Ser mais sincero e transparente em suas ações, ensinar as crianças a serem bons amigos para outras crianças, ensinar empatia, mostrar sempre que possível nos ambientes em que convive que a cooperação em geral é melhor do que a competição.

Gentileza

Finalmente, vamos falar sobre Gentileza. Ser mais gentil e encontrar pessoas mais gentis pelo caminho é, obviamente, algo que ajuda muito a aumentar a felicidade diária. Ajudar um pouco, fazer a sua parte, ceder um pouco de seu tempo ou conhecimento a outras pessoas faz uma diferença enorme a quem passar pelo seu caminho, portanto, comece a adotar esta atitude já.

Que tal cumprimentar as pessoas com um sorriso sincero? Conversar com aquela pessoa mais tímida que está sozinha na festa? Comprar dois lanches na hora do almoço e doar um para quem está com fome? Pessoas mais felizes também tendem a ser mais gentis! Comece pela gentileza portanto, pois a felicidade tenderá a vir naturalmente!

Janaína Gimael
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