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Até ação afetada no RS bate a Petrobras em dividendos

O acordo realizado com o Carf poderia afetar o seu nível de pagamento de dividendos da empresa, alertam estrategistas do Safra

por Gustavo Kahil
3 min leitura

As ações da Petrobras (PETR4) foram retiradas da carteira recomendada de dividendos do Banco Safra com um alerta para um momento ruim para a distribuição de recursos aos acionistas.

“Acreditamos que o acordo realizado com o Carf poderia afetar o seu nível de pagamento de dividendos da empresa no curto prazo e diminuir a atratividade do papel”, explicam os estrategistas Cauê Pinheiro, Nayane Kava e Luana Nunes.

O resultado da estatal terá um impacto de R$ 11,9 bilhões no lucro líquido do segundo trimestre por conta de adesão da companhia a um acordo para encerrar disputa judicial envolvendo dívidas tributárias relacionadas a contratos de afretamento de embarcações.

A adesão da petrolífera ao esquema lançado em maio pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) deve ser um reforço de caixa ao governo, que tem meta de déficit primário zero neste ano.

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Os papeis da Caixa Seguridade (CXSE3) também deixaram a carteira de dividendos.

“Apesar de ainda gostarmos de sua tese de investimentos para médio e longo prazo, estamos excluindo o papel por conta de seu bom desempenho acumulado no ano para abrirmos espaço para outros nomes que mostram um potencial de valorização maior”, pontuam.

Novidades

O Safra incluiu os ativos da Porto (PSSA3) na carteira de boas pagadoras de dividendos por um forte momento de resultados
para o ano.

“Embora consideremos a empresa como a mais afetada pelas reivindicações relacionadas ao Rio Grande do Sul, seu forte impulso nos lucros nos últimos trimestres e o sólido guidance para o ano devem atenuar o revés de curto prazo”, explicam Pinheiro, Kava e Nunes.

Além disso, eles apontam para o valuation barato da Porto de 7,2 vezes o múltiplo de preços sobre o lucro (P/L) esperado para o final de 2024, com um dividend yield estimado de 6,4%.

A outra novidade é a Gerdau (GGBR4), que passa por um momento operacional mais positivo, com os aumentos das estimativas no segmento norte-americano mais que compensaram as previsões mais fracas para o segmento doméstico.

O papel negocia a um valuation “atrativo” de valor da empresa sobre o Ebitda (EV/Ebitda) para 2025 de 4 vezes, abaixo da sua média histórica de 4,9 vezes dos últimos cinco anos, com um dividend yield “razoável” de 4,2% para 2024

Carteira de dividendos

EmpresaAçãoDividend YieldPotencial de valorização
DirecionalDIRR36,30%17%
PortoPSSA36,50%13,10%
ItaúITUB411,30%32,70%
Banco do BrasilBBAS310,30%10,40%
GerdauGGBR47,70%
ValeVALE38,60%38,20%
EletrobrasELET34,40%48,10%
CemigCMIG411,80%46,60%
VivoVIVT311,60%26,80%
CopelCPLE64,50%32,30%
Fonte: Banco Safra
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