A balança comercial registrou em setembro um superávit de US$ 3,803 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3), pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). As exportações alcançaram US$ 15,790 bilhões e as importações, US$ 11,987 bilhões.

O resultado ficou dentro das projeções do mercado. As previsões apontavam para um saldo positivo em setembro entre US$ 3,600 bilhões e US$ 4,200 bilhões, com mediana de US$ 3,900 bilhões.

O resultado mensal foi o melhor para os meses de setembro desde 2006, quando a balança comercial brasileira registrou um resultado superavitário de US$ 4,467 bilhões.

Na quinta semana do mês (26 a 30), o saldo comercial ficou positivo em US$ 748 milhões, com vendas externas de US$ 3,260 bilhões e importações de US$ 2,512 bilhões.

Ministro diz que Educação e Saúde terão correção pela inflação só em 2018

A correção do piso dos gastos com saúde e educação pela inflação, só valerá a partir de 2018. Ela está prevista na PEC, que limita o crescimento das despesas do governo.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (3) pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o relator da proposta, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

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Essa previsão estará no relatório que Perondi pretende apresentar à comissão especial nesta terça-feira (4). De acordo com o texto original do governo, a correção dos gastos da saúde e educação pela inflação poderia ocorrer já em 2017, usando como referência o gasto em 2016.

Agora, segundo ele, a correção pela inflação será aplicada em 2018, com base nos gastos do ano anterior. Para 2017, portanto, vale a regra atual, que prevê correção da despesa pela receita corrente líquida.

“O piso da educação e da saúde são mantidos conforme regra vigente e, a partir de 2017, esperamos que a receita seja melhor do que agora. A receita agora é uma das mais baixas”, disse Perondi.

Agência Fitch melhora projeção para economia brasileira

A agência de classificação de risco Fitch Ratings melhorou a projeção de crescimento da economia brasileira para 2017, de 0,7% para 1,2%. Para 2018, a estimativa também foi aumentada, de 2% para 2,2%.

Em 2016, porém, o número foi mantido e a expectativa é de contração de 3,3%. Os número fazem parte do relatório “Panorama Econômico Mundial” divulgado nesta segunda-feira, que traz uma atualização do cenário feita pelos analistas da Fitch.

O aumento das previsões para o Brasil nos próximos dois anos, de acordo com o relatório, reflete a maior estabilidade da economia e a melhora da confiança, que parece estar saindo do fundo do poço.

A Fitch alerta, contudo, que o fracasso do governo de Michel Temer em entregar o ajuste fiscal pode trazer a incerteza de volta e pesar no ritmo da recuperação.

“Indicadores de confiança têm apresentado melhora nos últimos meses e a recuperação pode continuar”, afirma o relatório, prevendo que a economia brasileira pode começar a crescer novamente a partir do final do ano. “O foco agora se volta para a agenda de reformas de Temer”.

Mercado Financeiro

O mercado financeiro ainda analisa os resultados das eleições municipais que tornam o governador Geraldo Alckmin forte concorrente a vaga de candidato a presidente em 2018.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h58 em baixa de -0,10% com 59.399 pontos, e o dólar subia +0,34%, sendo negociado por R$ 3,22.

Redação Dinheirama
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