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Base gaúcha da Vibra em Canoas opera com até 50% de sua capacidade por menor demanda

por Reuters
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A Vibra (VBBR3) opera atualmente sua base de Canoas, no Rio Grande do Sul, com até cerca de 50% de sua capacidade, já que a demanda está impactada pelas fortes chuvas na região, que interromperam os fluxos nas estradas, disse nesta quinta-feira o CEO Ernesto Pousada.

O executivo ressaltou que a base chegou a ficar parada por curto período devido aos fortes eventos climáticos, mas que logo restabeleceu suas atividades.

“Ela poderia estar operando a 100%, mas como as estradas estão todas paradas, a gente vê ainda um movimento um pouco menor com relação a isso”, disse o CEO, durante teleconferência com analistas sobre os resultados da companhia no primeiro trimestre.

“Estamos fazendo um esforço tremendo para conseguir manter a nossa base em operação, oferecendo combustível para a região”, ressaltou o CEO, pontuando que as equipes locais também estão atuando de forma a mitigar os danos das fortes chuvas e que a empresa está contribuindo ainda com doações.

Do ponto de vista de impactos ao negócio, Pousada ressaltou que “é relativamente pequeno para a Vibra”, sem entrar em detalhes, mas pontuando que é um Estado “bastante importante”, mas não um dos que a companhia tem a maior participação de mercado.

A empresa também está estudando como ajudar os revendedores de combustíveis da região que tiveram seus postos impactados.

“Tem combustível que vai ter que ser drenado”, afirmou.

“Nós vamos fazer uma série de ações também com a Vibra para suportar a nossa revenda em todo o Rio Grande do Sul, para que ela possa também mais rapidamente voltar a operar e operar de maneira lucrativa, então é uma situação bastante triste, estamos atuando em diversas frentes para a gente possa conseguir mitigar e amenizar um pouco toda essa dor.”

Foco no agro

Em nível nacional, a Vibra vê o agronegócio recuperando a demanda por combustíveis, após compras em níveis abaixo do esperado no início do ano, impactando resultados.

Segundo Pousada, a demanda por combustíveis no primeiro trimestre foi limitada, principalmente por questões no agronegócio, que apresentou atrasos no início do período de plantio e no escoamento das safras passadas de soja e milho, mas uma recuperação já pode ser vista.

“Em final de abril, maio, a gente está vendo já o mercado mais ativo, o agronegócio voltando já com mais força, e nós estamos vendo aí realmente um outro momento já sendo criado em termos de demanda, parte especialmente de final de abril e maio”, afirmou.

Apesar disso, a companhia registrou lucro líquido recorde para um primeiro trimestre de 789 milhões de reais, um salto versus o lucro de 81 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O resultado, segundo a companhia, foi alcançado diante de um foco na carteira de clientes diretos e postos embandeirados, pela redução de ineficiências e melhoria de processos em toda a cadeia de distribuição, com redução de volatilidade nos resultados e alcance de novos patamares consistentes de margens.

Postos de combustíveis

Pousada reiterou que a empresa busca recuperar participação de mercado gradualmente, após perder espaço ao longo dos últimos 12 a 18 meses, mas com foco em rentabilidade e gestão. Nesse caminho, a companhia trabalha também na melhoria da qualidade da rede de postos, em trabalho permitiu a saída de 163 postos com baixo volume de vendas.

A Vibra tem atualmente 8.062 postos e presença em todas as unidades federativas.

“Temos oportunidades de melhorar a qualidade dos nossos vendedores, colocando mais alguns (postos), tirando outros que já não tem volume, e vocês podem ver que… esses postos que saíram eram de baixíssimo volume, então zero impacto no nosso resultado”, afirmou.

Segundo ele, o número de postos “em algum momento pode vir a cair mais”, entretanto, não há um número estimado para isso no momento.

“Continuaremos fazendo investimentos para a gente ter novos embandeiramentos e vamos estar sempre buscando postos com galonagem de 200 metros cúbicos para cima”, afirmou.

Pousada também comentou sobre sua atual estratégia para importação de combustíveis, que tem buscado ser mais conservadora e evitado atuar com especulação de preços.

O CEO destacou que importou “um pouquinho mais” no fim do ano passado e início do ano, diante de oportunidades relacionadas a mudanças nos impostos, mas ponderou que o movimento da companhia foi relativamente mais “suave” que o de outros competidores.

“A gente quer trazer um resultado através da gestão, e não somente um resultado oportunístico, a gente quer trazer um resultado que seja consistente trimestre a trimestre.”

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