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Blinken recebe críticas por política dos EUA sobre Israel e Gaza

Blinken reiterou o apoio do governo do presidente Joe Biden a Israel, mas insistiu que o foco é aliviar a crise humanitária em Gaza

por Reuters
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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, foi criticado pela direita e pela esquerda no Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira, pela política em relação a Israel, com republicanos acusando o governo Biden de ter falhado com Israel e democratas dizendo que ele está fazendo muito pouco para ajudar os civis em Gaza

Manifestantes furiosos interromperam Blinken logo no começo de seu depoimento diante do Comitê de Relações Exteriores do Senado, controlado pelos democratas. Houve gritos de que ele tinha “sangue nas mãos”, e Blinken se esquivou de uma manifestante que o abordou por trás balançando um cartaz que dizia “criminoso”, antes dos seguranças a retirarem do salão. 

Blinken reiterou o apoio do governo do presidente Joe Biden a Israel, mas insistiu que o foco é aliviar a crise humanitária em Gaza. 

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (Imagem: REUTERS/Remo Casilli)

“No Oriente Médio, estamos ao lado de Israel em seus esforços para garantir que o que aconteceu em 7 de outubro nunca aconteça novamente, assim como estamos fazendo tudo que podemos para colocar um ponto final no terrível sofrimento humano em Gaza e evitar que o conflito se espalhe”, disse.

Republicanos criticaram Biden por dizer neste mês que atrasaria o envio de bombas a Israel e consideraria reter outras remessas se as forças israelenses lançassem uma grande invasão contra Rafah, uma cidade lotada de refugiados no sul de Gaza. 

Bilhões de dólares em assistência militar dos EUA continuam no gatilho para o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Biden também foi criticado por alguns de seus colegas democratas, que querem que ele faça mais – incluindo condicionar exportações de armas – para pressionar o governo Netanyahu e proteger civis palestinos. Israel está tentando eliminar os militantes do Hamas, que atacou Israel em 7 de outubro, matando 1.200 pessoas e sequestrando 253 reféns, segundo as contagens israelenses. 

As autoridades palestinas afirmam que mais de 35.000 pessoas foram mortas durante a campanha de Israel em Gaza. Muitas delas eram mulheres e crianças. A desnutrição é generalizada e grande parte da população do enclave está desalojada. Grande parte da infraestrutura do enclave foi destruída. 

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