Endividamento, cartão de crédito e o Ano NovoO que você espera de 2009? Esperar não parece atitude reativa e acomodada demais? Você já está construindo o ano que vem, portanto, pergunto de outra forma: quais são os seus projetos de vida? Como pretende programar aquele velho plano de voltar aos estudos e conseguir finalmente alcançar alguns de seus sonhos? O que você tem feito, sob o ponto de vista financeiro e profissional, para poder chegar lá e desfrutar do sucesso com alegria e tranqüilidade?

Milhões de brasileiros começam a receber durante os próximos dias o tão aguardado 13º salário. Se este é o seu caso, quais são os seus planos para esse dinheiro extra? Pelo que converso com alguns amigos, a maioria já tem um destino certo: o pagamento de dívidas. Pois é, a decisão é sábia, mas passar ano após ano contando com o extra para sanar dívidas é irresponsabilidade demais.

Uma vida bem estruturada (com um controle eficiente) é o caminho mais claro e melhor para chegar a um ponto de equilíbrio no aspecto financeiro da família. São poucos os investidores[bb] de décimo terceiro salário. Por que? Sendo assim, que tal encarar o próximo ano de uma forma diferente?

Seja mais sincero com o seu bolso
Vamos lá, preste bastante atenção. Trate seu dinheiro e suas receitas de uma maneira justa e franca. Isso significa não desperdiçar a oportunidade única de aplicar seu dinheiro[bb] pensando em objetivos futuros e tratar cada centavo que entra no seu bolso com dignidade e muito respeito. Soa repetitivo, não é mesmo? Então comece a agir agora mesmo.

Descubra o gargalo por onde escapa sua felicidade financeira. Comece analisando sua conta corrente e dê especial atenção aos pequenos valores que todos os meses levam seu dinheiro para outros, para os bancos, para terceiros, empresas e etc. Por exemplo, não venha me dizer que você ainda é adepto dos títulos de capitalização. Se ainda está nessa, que tal ler esses artigos escritos pelo Navarro:

Outro grande vilão que costuma “levar embora” nosso dinheiro é o trato irresponsável que damos ao cartão de crédito. Chega de comprar mais do que a capacidade de pagamento. Ora, aprenda a pagar a fatura integralmente e aceite que os juros são sinônimos de desarranjo financeiro – além do que são exorbitantes e “detonam” com seu fluxo de caixa mensal. O rotativo do cartão é a famosa “bola de neve”. Conhece? Pois é.

Lembre-se também de negociar a anuidade e eventuais taxas de manutenção/utilização do cartão, valores que também levam alguns bons Reais do seu bolso. Também já escrevemos interessantes artigos sobre o assunto. Que tal resgatá-los e lê-los mais uma vez?

No programa Fique Rico, mantido e gravado pela TV Ideal, tive a oportunidade de discutir mais a fundo o assunto ao lado do colega Reinaldo Domingos, Presidente do Instituto de Educação Financeira DiSOP. Assista ao vídeo (clique aqui) e saiba o que o Dinheirama e um renomado especialista pensam sobre o dinheiro de plástico.

Será óbvio?
O importante é perceber que as despesas menores, aquelas que passam despercebidas no dia-a-dia, são a causa das dificuldades de muita gente. Os pequenos gastos se transformam em dor de cabeça porque acabam se tornando atos institucionalizados da família. A quebradeira aparece e quase ninguém a associa com o padrão de atitudes do cotidiano. O problema se instala e sobrevive.

Apesar da constatação ser óbvia, desmascará-la não é tão simples. Você deve ser capaz de mudar de atitude e contagiar a família com este novo espírito. E, claro, passar a gerir de maneira sensata esses valores, com controle, mais investimentos[bb], planos para o futuro, ação e, claro, educação financeira para você e todos aqueles que o cercam. Bom final de semana.

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Ricardo Pereira é consultor financeiro, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Crédito da foto para stock.xchng.

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