Você já teve a sensação de que o mês de repente ficou “mais comprido” que o seu salário? Será que isso é consequência da crise econômica que o país enfrenta? Não necessariamente!

Saber que o país está em crise e que a situação tende a piorar não é o suficiente para acabar com a nossa vontade de gastar e comprar aquela roupa que está em liquidação no shopping, fazendo mais um parcelamento no cartão de crédito.

Para resolver esse problema é preciso mudar hábitos e comportamento relacionados ao seu dinheiro. Comprar proporciona prazer, mas o descontrole pode acabar com a sua saúde e gerar grandes conflitos dentro de casa.

Um dos atalhos e pensamentos do senso comum mais antigos e absurdos diz que, na dúvida, é melhor comprar para não se arrepender depois. Grande ilusão! Quem foi que disse isso? Será que você precisa mesmo comprar? Pode pagar?

Outra fantasia é achar que quando estamos tristes e desanimados precisamos gastar para nos sentirmos melhor. Na verdade, isso até acontece e a química do nosso cérebro associa compras e prazer, mas a sensação é muito breve (o contrário de suas consequências).

Eu costumo dizer: não desconte no seu cartão de crédito os seus problemas emocionais. Ele não tem culpa!

A verdade é que jamais seremos felizes com dívidas. Aquela compra que gerou uma alegria momentânea (comprovada pela ciência) pode virar um caos no seu orçamento doméstico; infelizmente, isso é o que mais acontece por aqui.

Mas, o que eu posso fazer para sair desse sufoco?

  1. Anote todos os seus gastos, classificando-os por 30 dias. Só assim você descobrirá o seu verdadeiro padrão de vida;
  2. Estabeleça prioridades e metas como família. O que vocês pretendem conquistar nesse ano? E no médio prazo? E em 10 anos?;
  3. Poupe antes de gastar. Só assim você conseguirá adequar o seu padrão de vida à sua realidade;
  4. Livre-se dos juros elevados. Caso tenha dívidas, faça um mapa das dívidas que cobram juros mais altos e ataque-as primeiro;
  5. Não faça novas dívidas. O maior erro que cometemos é fazer empréstimos mais baratos para quitar o cartão de crédito (isso é legal), mas continuar abusando do cartão, fazendo de novo outra dívida com ele. Dessa forma, você terá duas dívidas em vez uma;
  6. Troque alguns hábitos. Supermercado, alimentação fora de casa, roupas, eletrônicos e estética são os maiores vilões do seu bolso. Reveja-os de forma diligente e com atenção;
  7. Agradeça por tudo que você já tem. Você não precisa impressionar as pessoas e nem fazer o que elas fazem. Você precisa saber o que quer e ser feliz com isso, vivendo a sua vida.

Quer sair do vermelho de forma definitiva e inteligente? Primeiro, pare de procurar culpados ou simplesmente colocar a culpa apenas na crise. Assuma o controle da sua vida financeira e, a partir daí, obedeça suas prioridades, respeite sua família e mude. Um passo de cada vez, mas começando hoje, agora! Boa sorte e sucesso! Conte comigo.

Foto “Throwing bills”, Shutterstock.

Marcio Martins
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