Já aconteceu comigo: após anos de estabilidade financeira, bons salários e clientes pipocando, de repente me vi em um cenário economicamente ruim, sem dinheiro, e notando quase todos ao meu redor reclamando da crise e da falta de trabalho.

O que fazer? Culpar-se por não ter guardado mais e por ter gastado mais do que devia não são alternativas (isso a gente já faz mesmo, mas não resolve o problema!). Então, caso esteja passando por algo parecido, a primeira coisa é ter calma.

Meu conselho é aproveitar cada oportunidade escondida na falta de dinheiro para se preparar para uma nova fase, que certamente virá. Lembre-se que, assim como a economia, a vida também tem ciclos, por isso, melhor aproveitar para mudar hábitos financeiros ruins agora, quando a falta de dinheiro te obriga, assim você estará mais preparado quando o furacão passar. Vamos lá?

Listei alguns hábitos comuns que, em situações de orçamento enxuto, precisam ser revistos. Confira se alguns deles lhe são habituais e comece a praticar algumas mudanças:

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  1. Não ter uma planilha financeira

Quanto você vai ganhar no mês e quais as despesas fixas? Quais os gastos variáveis e como você pode torná-los menores? Quais as datas de recebimento de dinheiro e pagamento de contas? É possível ajustar algumas delas para que não tenha que pagar juros?

Controlar as receitas e despesas é algo tão imprescindível quando se fala em finanças que, se você ainda não tem uma planilha, trate de fazê-la imediatamente.

  1. Comprar parcelado preocupando-se somente com o valor da parcela

É natural que, sem termos que nos preocupar com a falta de dinheiro, comprar aquela bolsa de marca em 10 parcelas pareça algo cabível. Mas do que você está abrindo mão para comprar algo que talvez nem seja tão importante assim?

Considere que, lá na frente, não importa se foi parcelado ou não, o valor total terá saído da sua conta ou, pior ainda, do seu cheque especial.

  1. Comprar por impulso

Se em uma situação financeiramente estável, fazer uma compra sem pensar pode não acarretar grandes consequências, nesta fase pode significar um buraco no orçamento que será difícil de ser preenchido. Se for o caso, saia sem cartão de crédito de casa ou diga ao vendedor que vai voltar depois – e não volte!

  1. Não pesquisar preços

Com a internet, pesquisar preços se tornou algo tão banal e simples que em apenas alguns minutos você pode realizar grande economia. Basta não comprar no primeiro site ou na primeira loja que aparecer e pesquisar ao menos três opções. Desta forma, dificilmente você terá arrependimentos futuros.

  1. Gastar demais sem priorizar

O que é prioridade na sua vida? Se você vive com inveja dos amigos que viajam para lá e para cá e acredita que isso não é para você pois o dinheiro não sobra, aproveite este momento para fazer uma lista de sonhos. O que você deveria considerar prioridade quando voltar a ter uma receita mensal confortável?

Anote o que deseja por ordem de importância, levante custos e comece a pensar em quanto precisaria poupar mensalmente para conseguir.

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  1. Acreditar que vai morrer se precisar cortar a TV a cabo ou a conta do celular

Quando o dinheiro não está sobrando, somos obrigados a cortar gastos. É nessa hora que algo incrível acontece: descobrimos que podemos viver perfeitamente bem sem algumas coisas que considerávamos essenciais!

Notamos que a conta do celular pós pago de 1000 minutos pode ser trocada por outra de 500 minutos – e metade do valor – sem qualquer prejuízo. Também percebemos que a casa sem TV a cabo continua agradável e podemos aproveitar o tempo para ler mais, por exemplo.

  1. Manter os mesmos lugares caros para consumo apenas por comodidade

Sabe aquele lugar cujo café com leite e um croissant custam os olhos da cara e você frequentava praticamente todos os dias? Nesta fase não dá mais.

O fato é que a gente se acostuma a pequenos grandes gastos sem se dar conta de que poderia estar tendo experiências semelhantes em lugares muito mais baratos.

Isso não quer dizer que você precisa abolir certos prazeres da sua vida, mas eles podem ser experimentados ocasionalmente, e não diariamente, e isso fará uma diferença incrível na sua carteira!

  1. Não olhar as taxas dos bancos e anuidades dos cartões

Quanto você paga de anuidade por ter um cartão de crédito? Outro dia descobri que o banco passou a me cobrar um valor altíssimo exatamente para o meu cartão com menor limite. Claro que fui até lá e cancelei o cartão.

Hoje em dia há muitos cartões que sequer têm anuidade. E vale verificar também as taxas cobradas pelo seu banco e as despesas indevidas que podem estar sendo lançadas sem você se dar conta. Faça uma varredura pelo internet banking.

  1. Não usar cupons de descontos, milhas, etc.

Diga a verdade: em fases de falta de dinheiro, a sua busca pelos cupons de oferta aumenta? Bem, no meu caso sim. É claro que não se trata de comprar vários cupons de desconto sem planejamento, mas se você já estava pensando em adquirir um produto ou serviço, que tal dar uma olhada?

Você pode se surpreender e economizar bastante! Também vale para as milhas aéreas. Fique atento às promoções e use aquilo que você tem guardado e nem se lembra.

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  1. Desperdiçar

Finalmente, se em um cenário normal não estamos muito preocupados com qualquer tipo de desperdíçio, quando o dinheiro falta, é natural que queiramos que aquele creme dure mais, que as frutas não estraguem em cima da mesa, e que o material escolar das crianças possa ser reaproveitado.

Dizer não ao desperdício é um hábito bom para se levar para a vida e, além de tudo, nos torna seres humanos melhores, afinal, aquilo que você desperdiçava aqui, poderia certamente fazer falta para alguém ali. E é só nestas fases de contenção de gastos e apertos financeiros que acabamos prestando atenção nisso!

Janaína Gimael
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