Agora você confere as principais notícias de 11/02/2018, domingo.

Diretor da PF indica que inquérito contra Temer será arquivado

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou em entrevista que a tendência é que a corporação recomende o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos.

Segundo o chefe da PF, até o momento as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina por parte de representantes da empresa Rodrimar, que opera áreas do porto de Santos (SP), para a edição do decreto que prorrogava contratos de concessão e arrendamento portuários, assinado por Temer em maio do ano passado.

Essa é a única apuração formal contra o presidente ainda em curso perante o Supremo Tribunal Federal (STF), requerida ainda pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segovia disse, à agência Reuters, que, nas apurações feitas, não há quaisquer indícios de que o decreto editado pelo presidente beneficiou a Rodrimar. Ele destacou que a empresa não era atingida pelo decreto, que mudou regras de concessão posteriores a 1993, o que não seria o caso dela.

“O que a gente vê é que o próprio decreto em tese não ajudou a empresa. Em tese se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção”, disse Segovia.

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Guedes nega ter aconselhado Huck a seguir com plano presidencial

O economista Paulo Guedes negou neste sábado (10), que tenha aconselhado o apresentador e empresário Luciano Huck a seguir com o seu projeto de uma eventual candidatura à Presidência da República.

Diferentemente do que diz reportagem publicada pelo jornal  O Estado de São Paulo, Guedes afirmou, em nota ao jornal, que “nunca diria ‘siga’ ou ‘desista’” ao apresentador.

Após ter anunciado no fim do ano passado que não seria candidato, Huck voltou a se reunir com políticos e outros representantes da sociedade.

Na quinta-feira ele jantou em São Paulo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e no dia seguinte se encontrou com Guedes. O economista, fundador do banco Pactual, atualmente está alinhado com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.

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Para distribuidores, cartel da gasolina é ‘factoide’

Embora tenha começado a cair nas refinarias desde a segunda semana de janeiro, o preço da gasolina apresenta ainda alta acumulada nos postos, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

As distribuidoras de combustíveis afirmam, porém, que o governo criou um “factoide” com a ofensiva contra o setor, ao desconsiderar outros fatores que compõem o preço final, como o etanol e tributos.

Nesta semana, o governo disse ter solicitado ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e à Polícia Federal investigações sobre supostos cartéis que estariam impedindo o repasse das quedas recentes.

Em entrevista concedida à Rádio Guaíba nesta sexta (9), o presidente Michel Temer chamou de “agressão” a falta de repasse dos cortes de preços ao consumidor final.

Os distribuidores reagiram. “É uma irresponsabilidade o governo fazer um pronunciamento desses com acusações seríssimas sem ter nenhum dado técnico”, reclamou Leonardo Gadotti, presidente da Plural, entidade que reúne as grandes distribuidoras do país.

“É um factoide para desviar a atenção de um problema muito maior: quase 50% do preço da gasolina no Brasil são impostos”, completou. Segundo a Petrobras, Cide, PIS/Cofins e ICMS representam 45% do preço final do combustível.

Gadotti alega que, desde o início dos reajustes diários, houve aumento de outras parcelas no preço, como o PIS/Cofins (alta de 79%) e o etanol anidro (32%), que corresponde a 27% da gasolina vendida nos postos.

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Redação Dinheirama
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