Agora você confere as principais notícias de 12/02/2018, segunda-feira.

Huck usou empréstimo de R$ 17,7 mi do BNDES para comprar jatinho

O apresentador Luciano Huck usou, em 2013, um empréstimo de R$ 17,7 milhões do BNDES para comprar um jatinho particular da Embraer.

O financiamento, do programa BNDES Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), teve como beneficiária a Brisair Serviços Técnicos e Aeronáuticos Ltda., da qual Luciano e Angelica Huck são sócios, e o Itaú como instituição financeira intermediária.

Os juros do empréstimo, datado de 29 de maio de 2013, foram de 3% ao ano, com 114 meses de amortização para o pagamento.

A compra foi feita por meio do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), que destinava-se a financiar investimentos de empresas, compra de bens de capital (máquinas e equipamentos), ações de pesquisa e desenvolvimento e exportações.

O programa oferecia juros subsidiados —ou seja, parte do empréstimo era coberta pelo Tesouro, já que a correção era inferior aos 6,75% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada até o ano passado nos empréstimos do BNDES.

O Tesouro também bancava a diferença entre a Selic e a TJLP nos empréstimos via PSI. Desde o início do empréstimo para a compra do avião, a Selic foi de 10,8% ao ano em média.

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Diretor da PF diz a Barroso ter sido ‘mal interpretado’ e agenda reunião

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, enviou uma mensagem de texto pelo telefone ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando uma audiência para se explicar das declarações sobre o inquérito envolvendo o presidente Michel Temer.

Barroso agendou a visita do diretor da PF para o dia 19 de fevereiro.

Barroso intimou Segovia neste sábado (10) a confirmar as declarações de que a tendência é arquivar a investigação sobre Temer sobre suspeita de propina na edição de um decreto sobre a área de portos.

Em despacho, o ministro, que é relator do inquérito no Supremo, disse ter considerado “manifestamente imprópria” a fala de Segovia, afirmando que ela pode, em tese, “caracterizar infração administrativa e até mesmo penal”.

Barroso determinou também a Segovia que se abstenha de novas manifestações a respeito.

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Argentina volta a superar Brasil nas captações externas

A Argentina captou mais do que o Brasil em janeiro em operações de emissão de dívida no exterior, mercado em que empresas e governos conseguem acessar os maiores investidores globais, como fundos de pensão e seguradoras. Enquanto os emissores brasileiros levantaram US$ 7,5 bilhões, em nove operações, os argentinos captaram US$ 10,2 bilhões. Somente o Tesouro argentino captou US$ 9 bilhões no início do mês. O restante foi feito por três empresas, sendo duas de energia e uma de água e saneamento. Foi o segundo janeiro seguido em que a Argentina ultrapassa o Brasil em operações de emissão de títulos de dívida (bonds), após seu retorno, em abril de 2016, a essa importante fonte de recursos para empresas e governos.

A Argentina ficou 15 anos com acesso fechado ao mercado de dívida internacional, por conta de disputas com credores envolvendo um calote do país em 2001, de mais de US$ 80 bilhões. Entre os credores que arrastaram a disputa por vários anos estiveram fundos abutres da gestora Elliott, do bilionário Paul Singer, e do Aurelius, ambos atualmente envolvidos na tele brasileira Oi, em recuperação judicial.

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Orçamento aprovado pelo Congresso dos EUA eleva déficit a US$ 1,2 trilhão

Depois de se opor de maneira intransigente ao aumento de despesas durante o governo Barack Obama, parlamentares republicanos garantiram a aprovação da maior expansão de gastos públicos federais nos EUA desde o pacote de estímulo usado para tirar o país do fosso da crise financeira global de 2008. A diferença é que agora há pleno emprego e a economia corre o risco de ficar superaquecida em razão do excesso de recursos que receberá.

Aprovado às 5h30 (8h30 em Brasília) de sexta-feira, dia 09, o projeto colocou fim a uma breve paralisação do governo durante a madrugada, que não afetou o funcionamento da administração na sexta-feira, dia9. O acordo fechado por republicanos e democratas aumenta os gastos públicos em cerca de US$ 400 bilhões pelos próximos dois anos. O novo orçamento e o corte de impostos de US$ 1,5 trilhão aprovado em dezembro deverão elevar o déficit fiscal a US$ 1,2 trilhão em 2019, quase três vezes o valor do rombo registrado em 2015.

A injeção de recursos na economia e o aumento do desequilíbrio fiscal foram alguns dos fatores que provocaram turbulência no mercado acionário nesta semana. Investidores temem alta na inflação que force o banco central a subir os juros de maneira mais rápida que a esperada.

Para os republicanos, a principal medida é o aumento de gastos militares em US$ 165 bilhões, cerca de 10% acima do patamar anterior. Os democratas apoiaram a proposta após obter recursos para programas domésticos, entre eles assistência médica infantil.

A expectativa dos líderes dos dois partidos de ter uma votação tranquila no Senado foi frustrada pela atuação do senador Rand Paul, que acusou seus colegas republicanos de hipocrisia e irresponsabilidade. “Eu me candidatei porque era muito crítico dos déficits de US$ 1 trilhão de Obama. Agora nós temos republicanos de mãos dadas com democratas nos oferecendo déficits de US$ 1 trilhão”, disse no plenário.

Redação Dinheirama
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