Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é o aniversário do sistema Android e as novidades do sistema.

Aos 10 anos e com 2 bilhões de usuários, sistema Android mira emergentes

Parece que foi ontem que o gigante das buscas Google decidiu capitanear a reação do mercado à chegada do revolucionário iPhone. Em 2008, a empresa lançou um sistema operacional de código aberto, chamado Android: ao contrário do rival iOS, ele era livre para qualquer fabricante de smartphones usar. Passados dez anos, esse mesmo sistema virou o rei do pedaço: hoje, são mais de 2 bilhões de aparelhos ativos com Android e ele está em mais de 80% dos novos smartphones vendidos. Contudo, depois de anos só acelerando, o Google está sendo obrigado a olhar no retrovisor.

O motivo é que, com 15 versões, o Android se tornou mais e mais sofisticado. Isso se traduziu em smartphones mais poderosos e caros, mas piorou a experiência de quem compra um aparelho básico. “O problema é que os avanços na segurança, câmera e aumento do uso de aplicativos tornaram o Android muito robusto e, por isso, pesado”, explica Leonardo Munin, analista de pesquisa de celulares da consultoria IDC. Por isso, quem não tem como investir alto num smartphone ficou desatendido.

O Google percebeu que, para continuar a crescer, não poderia deixar essa parcela de usuários para trás. Em dezembro de 2016, o gigante das buscas lançou uma versão mais simples de seu sistema operacional, chamada Android Go. Mas foi só na última semana, durante o Mobile World Congress (MWC) – maior evento de celulares do mundo – que os primeiros smartphones com a nova versão começaram a aparecer.

O Android Go foi criado para rodar em celulares com até 1 GB de memória RAM – para efeito de comparação, o Galaxy S9, versão mais recente do smartphone mais avançado da Samsung, tem 4 GB de RAM. O Google também promete que o sistema vai travar menos.

Grandes fabricantes, contudo, ainda não se comprometeram com o Android Go. Por meio de nota, a sul-coreana LG disse que “o Android Go roda em produtos com menos memória e processador menos potente, mas existem restrições com relação a aplicativos e experiência do usuário, que a LG está avaliando”. Procuradas pelo Estado, Samsung e Motorola não comentaram o assunto.

Twitter pretende disponibilizar selo de verificação para todos os usuários

Um tique azul no Twitter é visto por alguns como um símbolo de status. Mas conforme a plataforma se torna um lugar cada vez mais infernal, com perfis fakes e bots, o CEO Jack Dorsey anunciou nesta quinta-feira (8) que a empresa pretende disponibilizar a verificação para todos os usuários.

A intenção é abrir a verificação para todo o mundo”, Dorsey disse durante uma transmissão no Periscope. “E fazer isso de uma maneira que seja escalável, em que não fiquemos no caminho e em que as pessoas possam verificar mais fatos por si só. E não precisamos ser os juízes ou implicar qualquer viés de nossa parte.”

A decisão vem depois do Twitter admitir que seu processo de verificação é falho, embora não esteja claro quando a empresa planeja liberar quaisquer mudanças. Entramos em contato com o Twitter e vamos atualizar a publicação se tivermos alguma resposta.

“O principal problema é que usamos (o selo) como identidade, mas, pela maneira como ele foi inicialmente lançado, em que ele apenas era concedido a certas figuras públicas enormes, celebridades, etc., passou a ter muito status associado a ele também”, disse o diretor de gerenciamento de produtos do Twitter, David Gasca, na transmissão por Periscope na quinta-feira. “Em pesquisas com usuários, quando você pergunta às pessoas: ‘O que você pensa quando vê o tique?’, elas pensam nele como credibilidade… Que o Twitter acredita que essa pessoa seja alguém cuja fala é ótima e autêntica, que não é nem um pouco nossa intenção com o tique.”

Apple pode ser primeira empresa de tecnologia a valer US$ 1tri

Em uma época que empresas de tecnologia ensaiam sua chegada ao seleto grupo dos unicórnios (startups que valem mais de US$ 1 bilhão), gigantes do mercado disputam pelo posto de ser a primeira a valer US$ 1 trilhão. Segundo levantamento feito pela agência de notícias Bloomberg, a corrida, até o momento, é liderada pela Apple que tem valor de mercado de US$ 900 bilhões. A empresa de Steve Jobs tem uma série de pontos a seu favor, mas corre com a Amazon de Jeff Bezos no calcanhar.

Entre os prós da Apple está o fato de a empresa recomprar as próprias ações desde 2012, o que tem diminuído a quantidade de papeis no mercado e, consequentemente, valorizado os existentes e aumentado o próprio valor da companhia. Em cinco anos desde que começou o processo de recompra, o número de ações disponíveis caiu 23,2%. A quantidade de papeis disponíveis deve ser ainda menor quando, no ano que vem, a empresa desembolsará US$ 210 bilhões na recompra de suas próprias ações.

Outro fator positivo tem a ver com a postura de Warren Buffett, um dos investidores mais bem sucedido dos Estados Unidos que por anos se mostrou contrário a aplicação em empresas de tecnologia. Atualmente, ele acumula a função de principal acionista, presidente do conselho e diretor executivo da Berkshire Hathaway, um dos principais investidores da Apple. A mudança de posicionamento de Buffet atraiu a atenção de seus seguidores fiéis que devem adicionar a dona do iPhone ao seu portfólio de ações.

O terceiro item da lista favorável a Apple é o fato de ser uma das empresas mais bem avaliadas em índices como Standard & Poor 500, Nasdaq 100 e Dow Jones. Além disso, há a expectativa de que a empresa lance uma série de novos produtos inovadores o que deve aumentar as receitas, os lucros e, claro, o valor da própria Apple.

Redação Dinheirama
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