Agora você confere as principais notícias de 23/03/2018, sexta-feira.

Supremo barra prisão de Lula até julgamento do habeas corpus

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (22), por 6 votos a 5, impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receba uma ordem de prisão até que a Suprema Corte conclua o julgamento iniciado sobre o habeas corpus do líder petista. Na próxima sessão, em 4 abril, o Supremo votará o pedido do líder petista de permanecer em liberdade até que se esgotem todos os recursos contra a condenação que sofreu na Lava Jato. A decisão o blinda da prisão, que a própria defesa apontou como iminente, no caso do Tríplex.

Tomada diante de um pedido feito da tribuna em que a defesa alegou iminência de prisão, a decisão evita que, após julgamento dos embargos de declaração no Tribunal Regional Federal da Quarta Região, na próxima segunda-feira (26), a Justiça determine o cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Considerada incógnita no julgamento, a ministra Rosa Weber foi justamente quem abriu a votação a favor de suspender eventual ordem de prisão até que o Supremo julgue o mérito do habeas corpus. Marco Aurélio, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Negaram Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

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Suposto operador do PSDB é denunciado na primeira ação da Lava Jato paulista

O engenheiro Paulo Vieira de Souza, apontado como operador de propinas do PSDB em São Paulo, foi denunciado nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público Federal sob suspeita dos crimes de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

É a primeira denúncia apresentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, criada em julho do ano passado.

Paulo Preto, como Vieira é conhecido, teria desviado verbas públicas vinculadas ao programa de reassentamento da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), segundo os procuradores. Ele comandava o órgão na gestão do tucano José Serra (2007-2010).

O dinheiro desviado, que chega a R$ 10 milhões corrigidos, deveria ser destinado aos moradores dos locais em que seriam feitas obras do trecho sul do Rodoanel, obra viária que circunda a capital paulista.

De acordo com a denúncia, Paulo Preto fraudou cadastros de moradores com ajuda de outras três pessoas que trabalhavam para a Dersa.

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Tarifas dos EUA à China derrubam bolsas em Nova York; dólar vai a R$ 3,31

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definindo tarifas bilionárias aos produtos chineses fez as bolsas de Nova York despencarem nesta quinta-feira (22), e as fortes perdas em Wall Street ofuscaram as boas notícias sobre juros para o mercado acionário brasileiro. Pressionado, o dólar registrou a maior alta ante o real em sete semanas.

O Dow Jones, índice das ações mais negociadas de Nova York, fechou com queda de 2,93%. O S&P 500 caiu 2,52%, e o Nasdaq, 2,43%. O anúncio contaminou também a Europa, com a Bolsa de Londres fechando em baixa de 1,23%, a de Frankfurt caindo 1,7% e Paris recuando 1,38%.

A fuga de risco que deu o tom pelo mundo afetou também a cotação da divisa norte-americana em relação ao real.

O dólar comercial fechou em alta de 1,25%, a R$ 3,31. O dólar à vista subiu 0,58% cotado a R$ 3,30.

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China alerta para risco de ‘desestabilização econômica mundial’ devido a tarifas dos EUA

O governo da China indicou que tomará “todas as medidas necessárias” para defender seus direitos e alerta que considera adotar um pacote de iniciativas contra os EUA. Por meio de um comunicado, Pequim indicou que “não quer uma guerra comercial, mas não tememos nada”. De acordo com os chineses, “se uma guerra comercial for iniciada pelos EUA, lutaremos até o final para defender nossos interesses legítimos com todas as medidas necessárias”.

Nesta quinta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um projeto que prevê a imposição de tarifas de até US$ 60 bilhões sobre a China, além de impor restrições às transferências de tecnologia e aquisições para Pequim, com a intenção de pressionar a China e restringir o que os EUA consideram práticas injustas de comércio e investimento.

Ao atacar Washington, os chineses deixam claro que uma tensão comercial pode causar “desestabilização econômica mundial” e que os perdedores também seriam os consumidores americanos. “Não vamos ficar apenas assistindo”, garantiu o Ministério de Comércio da China, solicitando que Trump “pare e desista” de colocar a relação entre as duas maiores economias do mundo em perigo. Desde 1979, quando os dois países voltaram a ter relações diplomáticas, o fluxo comercial entre as duas economias aumentou em 232 vezes. Hoje, os investimentos mútuos chegam a US$ 230 bilhões.

Pequim, portanto, aposta que parte de seus aliados contra a Casa Branca esteja dentro dos EUA em dezenas de setores que poderiam ser afetados por retaliações chinesas

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Redação Dinheirama
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