Nesta semana tive a oportunidade de me deparar com algumas histórias que, no mínimo, me fizeram pensar ainda mais a respeito das diversas formas com que podemos ser enganados – ou até assaltados, ainda que não seja à mão armada – no campo de vista financeiro.

Certamente você já se sentiu feito de “bobo” em algum momento ou viu alguém próximo passar por isso. Saiba que, infelizmente, essas coisas acontecem o tempo todo, mas você que está aqui lendo este texto já tem na educação financeira a primeira ferramenta para enxergar e combater possíveis situações abusivas ou enganações no campo do dinheiro. Vamos falar sobre isso?

Separei alguns pontos comuns que precisamos olhar com cuidado se não quisermos ser prejudicados financeiramente. Procure lembrar-se de cada um deles em seu dia a dia e repasse as informações para quem ainda não as tem. Lembre-se que a semente plantada hoje pode fazer toda a diferença no que colhemos e ajudamos os outros a colherem amanhã. Combinado? Então vamos lá!

Leia também:  8 Dicas para transformar o cartão de crédito em um aliado do controle financeiro

1 – Cartão de crédito

O primeiro ponto é o cartão de crédito. Ele pode ser sim um ótimo instrumento para controle das contas, contanto que você o utillize com sabedoria, tendo ciência dos gastos e pagando o valor total da fatura sempre. O grande problema aqui é quando você não paga o valor total e precisa pagar juros que são completamente abusivos. Pode acontecer com o cartão do banco ou com os cartões de lojas, mas entenda que se torna inadmissível pagar tanto dinheiro em juros havendo outras opções de empréstimo e financiamento no mercado.

Use o cartão para organizar bem seus pagamentos, procure não comprar além da conta e, se realmente for necessário deixar de pagar toda a fatura, verifique se não dá para pegar dinheiro emprestado em um crédito pessoal, por exemplo, para quitá-la. Desta forma seu bolso não será tão explorado!

2 – Bancos e suas taxas

Outra questão importante é estar constantemente atento à sua movimentação bancária. Nem todo mundo faz isso (e é tão fácil fazer pelo internet banking). Eu mesma já peguei uma série de taxas sem sentido cobradas em minha conta corrente, além de cobranças totalmente indevidas, como seguros que eu nunca havia comprado nem autorizado. É sua responsabilidade estar atento a este tipo de coisa se não quiser ver dinheiro saindo da sua conta sem que você sequer perceba. Anote na agenda para, pelo menos quinzenalmente, dar aquela boa olhada no extrato bancário. Enxergou algo errado? Fale na hora com o gerente e peça para consertarem.

3 – Produtos bancários com valores abusivos

Também é importante comparar alguns produtos antes de simplesmente ceder a uma sugestão do gerente e adquirá-los, combinado? Muitas vezes o que você vai comprar sem pesquisa pode custar muito mais caro do que outras opções similares no mercado. Vou dar um exemplo: um seguro residencial que adquiri custando pouco mais de R$ 100 foi oferecido a uma pessoa próxima por cerca de R$ 400. Fique esperto e não aceite a primeira oferta. Compare e verifique o que realmente será útil para você. Não estou dizendo que todos os produtos bancários são ruins, certamente há vários que podem se adequar ao que você precisa e pode pagar, mas não deixe de comparar antes de bater o martelo.

4- Supermercados e suas promoções

Você já deve ter presenciado isso: Na prateleira o produto está marcado com um preço, mas no caixa ele é registrado com outro. Eu já vi esta cenas diversas vezes, até porque durante anos alguns morei ao lado de um supermercado e estava sempre por lá. Procure abrir os olhos e ficar atento, pois muitas vezes o produto simplesmente é cobrado com o preço errado – pura propaganda enganosa ou falta de organização no supermercado – e somos nós que pagamos a conta. Confira e reclame se acontecer. Outro ponto importante é ficar de olho na validade dos produtos. Há quem venda com desconto um produto com vencimento praticamente para ontem, e aí você tem que checar se essa “promoção” vale a pena mesmo.

Leia também: 4 dicas para acabar com as compras por impulso

5 – Plano de saúde

Planos de saúde merecem um texto à parte, tamanhos os aumentos que acontecem todos os anos e tamanha a falta de apoio ao consumidor neste quesito. Não é à toa que cada vez mais há gente que deixa de pagá-los! Neste quesito, fique atento aos seus direitos (dê um Google, consulte a ANS sempre que precisar) e verifique alternativas para reduzir o custo. Muitas vezes um plano pode ser adquirido por valores diferentes de acordo com a operadora ou, ainda, pode ser menos custoso fazer um plano empresarial (caso você tenha empresa). Vamos falar mais sobre isso em breve, mas lembre-se de pesquisar alternativas e fazer valer os seus direitos, certo?

6 – Discursos de “É o último: compre agora ou desista para sempre”

Finalmente, precisamos lembrar que quando estamos diante de uma situação de potencial compra, também existe uma espécie de “competição” para ver quem ganha: o vendedor ou o consumidor. O vendedor quer oferecer uma opção “incrível” e realizar a venda, e o consumidor quer sair do local pensando que fez uma “ótima” compra. Portanto, entre no jogo e não compre o discurso de que aquele produto é o último da prateleira e, portanto, você nunca mais verá outro igual caso não o compre nos próximos 5 minutos. Em vez de fazer isso, conte até 10, dê uma volta, respire, e faça no mínimo uma pesquisa rápida na internet para comparar preços e condições. Desta forma você não corre o risco de achar algo melhor ali mesmo na loja ao lado e se arrepender amargamente.

Leia também: Educação financeira: proporcionando as melhores coisas da vida

Educação financeira é a chave

Lembrou de outras situações abusivas ou pelas quais podemos nos arrepender financeiramente? Fique à vontade para compartilhá-las! Considere também que cada vez mais é possível driblar algumas coisas através da educação, portanto, nunca deixe de educar-se financeiramente. Além disso, as próprias demandas e abusos do mercado acabam abrindo a porta para diversas mudanças na própria economia, como a entrada no mercado das muitas fintechs, insuretechs e healthtechs, entre outras startups. Mas isso, querido leitor, é conteúdo para outros textos, combinado? Sigamos em frente com nosso aprendizado diário!

Janaína Gimael
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários