Agora você confere as principais notícias de 13/04/2018, sexta-feira.

Supremo nega habeas corpus a Palocci

Por 7 votos a 4, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) negaram nesta quinta-feira (12) habeas corpus ao ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que está preso no Paraná desde setembro de 2016.

Palocci foi condenado na Operação Lava Jato em primeira instância pelo juiz Sergio Moro a cumprir pena de 12 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em um caso envolvendo desvios na contratação de sondas pela Petrobras. Ele recorre ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), a segunda instância da Justiça Federal.

Relator do caso no STF, o ministro Edson Fachin votou contra conceder o habeas corpus. Ele foi seguido pelos colegas Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, o decano Celso de Mello e a presidente da corte, Cármen Lúcia.

Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio votaram a favor de conceder pedido.

Lava Jato reage e diz que Gilmar ‘desborda o equilíbrio’

A Lava Jato reagiu nesta quinta-feira (12), às acusações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, que no Plenário da Corte, quarta (11), afirmou que ‘a corrupção chegou ao Ministério Público Federal’. Gilmar citou o ex-procurador Marcelo Miller, envolvido no caso JBS, e também Diogo Castor, que integra a força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

Em nota, a Lava Jato do Ministério Público Federal se disse ‘surpreendida’ e atribuiu a Gilmar ‘absoluta falta de seriedade’.

“Lançou contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos notícias antigas e falsas a respeito do comportamento deste na Operação Lava Jato”, diz o texto.

“A fala do ministro Gilmar Mendes desbordou o equilíbrio e responsabilidade exigidos pelo seu cargo”, afirmam os procuradores da Lava Jato.

Eles alegam que o ministro faz ‘não só acusações genéricas e sem provas contra a atuação do Ministério Público Federal, mas especialmente imputações falsas contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos com base em notícias antigas e em suposto ‘ouvir dizer’ de desconhecidos advogados, mentiras já devidamente rechaçadas em nota pela força-tarefa Lava Jato em Curitiba em 12 de maio de 2017′.

EUA indicam que vão exigir cotas do aço do Brasil

Em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, afirmou que a maneira mais rápida de o Brasil conseguir isenção permanente das tarifas sobre o aço brasileiro é concordar com restrição voluntária de exportações e estabelecimento de cotas, semelhante ao que foi negociado pela Coreia do Sul.

Brasil, Coreia do Sul, Argentina, Austrália e UE tiveram as tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre o alumínio suspensas até 30 de abril, enquanto negociam a exclusão definitiva das sobretaxas. Os EUA são os maiores compradores de aço brasileiro, e as tarifas podem gerar perda anual de US$ 1,1 bilhão.

A Coreia do Sul fechou um acordo se comprometendo a não ultrapassar uma cota equivalente a 70% da média exportada nos três últimos anos. Além disso, abriu mais seu mercado para a importação de carros dos EUA. Com isso, teve as tarifas suspensas.

Mas o governo brasileiro resiste em concordar com redução voluntária de exportações, que geraria perdas para o setor, e não cogita fazer concessões em outros produtos fora da cadeia do aço.

Dólar volta a encostar em R$ 3,41 com risco de conflito na Síria; Bolsa sobe

A ameaça de um conflito entre Estados Unidos e Rússia por causa da Síria pressionou o dólar nesta quinta-feira (12) e a moeda americana voltou a flertar com o patamar de R$ 3,41. Já a Bolsa brasileira fechou em alta, em dia de agenda esvaziada.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, subiu 0,23%, para 85.443 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 8,7 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,59%, para R$ 3,407. O dólar à vista, que fecha mais cedo, recuou 0,05%, para R$ 3,386.

A alta da moeda americana ocorreu após declarações do embaixador russo,  Vassily Nebenzia, de que não descartava uma guerra entre EUA e Rússia caso o governo americano não refreie uma ação militar contra a Síria por causa de uma suspeita de ataque com armas químicas na Síria.

Redação Dinheirama
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