Agora você confere as principais notícias de 13/05/2018, domingo.

Funcionário de transportadora diz que entregou dinheiro no escritório de Yunes

Ex-funcionário de uma empresa transportadora de valores, Wilson Francisco Alves disse à Polícia Federal que entregou dinheiro no escritório de José Yunes, ex-assessor especial e amigo próximo do presidente Michel Temer, informou à Globonews.

Na semana passada, o jornal Folha de São Paulo mostrou que o policial militar Abel de Queiroz, que trabalhava na mesma empresa, disse que o escritório era ponto de entrega de dinheiro.

Os depoimentos constam de inquérito que apura o pagamento, pela Odebrecht, de R$ 10 milhões supostamente acertados por Temer com a empreiteira no Palácio do Jaburu, durante a campanha de 2014. A Lava Jato suspeita que os valores tenham sido pagos de maneira irregular.

Queiroz citou o nome de Alves aos investigadores e disse ter ido ao menos duas vezes ao escritório de Yunes para fazer entregas de dinheiro.

De acordo com a reportagem, Alves tem certeza sobre o endereço de Yunes, pois, depois de ficar sabendo sobre as suspeitas da Lava Jato, “decidiu retornar com os colegas da Transnacional aos endereços citados pela Polícia Federal, para ter certeza de que efetivamente foram feitas entregas naqueles endereços”.

Queiroz e Alves trabalhavam na Transnacional, firma de transporte de valores contratada por empresas alvo da Lava Jato, entre elas a Odebrecht.

Até agora, Yunes admite apenas uma operação, na qual teria atuado como “mula involuntária” (entregador) do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para o repasse de um pacote que continha dinheiro, mas cujo conteúdo alega desconhecer.

Temer quer retomar PEC da Previdência após eleição

O presidente Michel Temer anunciou que, depois das eleições, pretende convidar seu sucessor para, juntos, tentarem aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano e, portanto, antes do início do futuro governo. Temer se diz convencido de que, seja quem for o presidente, terá de aprovar a reforma e o melhor será se puder já assumir sem esse peso e essa responsabilidade nas costas.

“Estou disposto a fazer um acordo com o futuro presidente, porque ainda dá tempo de aprovar a reforma da Previdência neste ano, em outubro, novembro e dezembro”, disse Temer em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, na sexta-feira (11), no Palácio do Planalto, em que desfiou dados para comemorar os dois anos que seu governo completou neste sábado (12).

Ao falar em “sucessor”, ele pode ter descartado a própria candidatura à reeleição, por ato falho ou não. A intenção do presidente é dar continuidade ao próprio projeto de reforma da Previdência que o seu governo apresentou e está em tramitação no Congresso, mas, na sua opinião, foi solapado pelas duas denúncias apresentadas contra ele pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Temer mantém a convicção de que, se não tivesse sido alvo de Janot e dessas denúncias, a história seria outra. Ou seja, a reforma já estaria aprovada.

Temer também minimizou dois obstáculos para essa nova investida a favor da reforma: a intervenção federal na segurança pública do Rio, que impede a aprovação de emendas constitucionais, e a falta de quórum no Congresso, em ano em que haverá Copa do Mundo, convenções partidárias e campanha eleitoral.

Quanto à falta de quórum, lembrou que a eleição para a Câmara dos Deputados é em apenas um turno e será encerrada em 7 de outubro. A partir daí, ele já pretende entrar em campo para mobilizar os atuais deputados pela aprovação da reforma, facilitando o início do novo governo.

Coreia do Norte anuncia cerimônia para fechar campo de testes nucleares

O fechamento do campo de provas de Punggye-ri foi uma das promessas feitas pelo ditador Kim Jong-un em sua negociação para tentar normalizar as relações com a Coreia do Sul e com os Estados Unidos.

Segundo a agência estatal de notícias do país comunista, jornalistas estrangeiros e observadores serão convidados para o evento. Na sexta (11), já havia imagens de satélite disponíveis indicando a derrubada de edifícios do complexo —as explosões nucleares em si ocorreram em uma série de túneis sob uma montanha.

O local, contudo, pode já estar condenado para uso. Segundo um estudo chinês publicado no mês passado, há indicações geológicas que a mais recente explosão, a mais poderosa e supostamente de uma bomba de hidrogênio, inviabilizou a continuação das operações por risco de vazamento radioativo.

Se isso for verdade, Kim aproveitou o problema para vender boa vontade aos vizinhos do Sul e aos EUA. O ditador já se encontrou no mês passado com o presidente sul-coreano, Moon Jae-rin, e irá fazer uma inédita reunião com o americano Donald Trump no dia 12 de junho em Cingapura. Aos sul-coreanos, disse estar disposto a abrir mão de seu arsenal nuclear, estimado em algumas dezenas de ogivas, em troca de um compromisso formal dos EUA de que nunca invadirão o Norte.

As Coreias se dividiram após uma guerra em que os comunistas do norte, apoiados pela China, enfrentaram o sul, aliado dos Estados Unidos. Após três anos, o conflito foi congelado em um cessar-fogo, em 1953. A expectativa é de que um acordo de paz permanente surja da nova rodada diplomática, embora isso já tenha quase acontecido no passado.

As conversas ocorreram após um ano em que a tensão na península quase levou a uma guerra. Kim acelerou seu programa de mísseis e armas nucleares e se disse pronto para atacar os EUA, que por sua vez aumentaram a pressão coordenando movimentos militares perto da região.

Redação Dinheirama
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