Agora você confere as principais notícias de 15/05/2018, terça-feira.

Sem Lula, Bolsonaro lidera e empataria com Marina no 2º turno, aponta pesquisa CNT

Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) lidera a corrida eleitoral de 2018 para o Palácio do Planalto, seguido por Marina Silva (Rede), com quem empataria no segundo turno, e Ciro Gomes (PDT).

Os dados são de pesquisa da CNT/MDA realizada de 9 a 12 de maio com 2.002 eleitores, em 137 municípios em 25 estados. O estudo tem 2,2 pontos percentuais de margem de erro.

Bolsonaro aparece com 18,3% contra 11,2% de Marina em cenário com 14 candidatos. Nele, a candidata da Rede disputa a segunda colocação com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, que aparece com 9%, configurando empate técnico.

Quando as candidaturas se restringem, o percentual dos dois candidatos se aproximam: em cenário com cinco candidatos, Bolsonaro fica com 19,7% e Marina com 15,1%.

Já em cenário em que o tucano Geraldo Alckmin é substituído pelo emedebista Henrique Meirelles, o deputado federal fica com 20,7% contra 16,4% da candidata da Rede.

A dupla é seguida por Ciro, com 11,1% e 12%, respectivamente.

Sem Lula, os principais beneficiados são Marina e Ciro Gomes, que ganham cerca de quatro pontos percentuais cada.  Além disso, sem o ex-presidente na pesquisa, o número de brancos e nulos chega a 30% —no cenário com o petista, soma 18%.

Quando aparece, Lula, mesmo preso em Curitiba, lidera a pesquisa: com 32,4% de intenções de voto. No segundo turno, venceria todos os candidatos.

Sem o ex-presidente, o vencedor da maior parte dos cenários seria Jair Bolsonaro, que só aparece empatado com Marina Silva, tendo ambos 27,2% das intenções de voto. Contra Ciro Gomes, o deputado tem 28,2% contra 24,2% do pedetista. Já o cenário mais favorável para o deputado é contra o presidente Michel Temer, onde aparece com 34,7% contra 5,3%.

De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, a saída do ministro aposentado Joaquim Barbosa (PSB) da disputa —ele não foi considerado nas perguntas— estimula o aumento de brancos e nulos.

Na pesquisa espontânea, o número de brancos, nulos e indecisos soma 61%.

Colocado como plano B para o PT, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, chega a apenas 4,4% das intenções de voto.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin é rejeitado por 55,9% dos eleitores, que dizem que não votariam nele de jeito nenhum. É um aumento de 5,2% em relação à pesquisa realizada em março de 2018. Ele tem de 4% a 8% de intenções de votos nos cenários estimulados.

Já o presidente Michel Temer se mantém com a maior taxa de rejeição, com 87,8%. Apenas 0,3% dos eleitores afirmaram que o emedebista seria o único candidato em quem votaria, e 7,8% afirmaram que seria possível votar nele.

De acordo com os dados da CNT, 49,9% dos brasileiros não acreditam que Lula vá disputar as eleições de outubro. Em março, eram 52% que não acreditavam na candidatura do petista.

Além disso, 51% consideram justa a prisão do ex-presidente.

Moro condena ex-tesoureiro do PT a 9 anos e 10 meses na Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro condenou, neste domingo (13), o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira e outras 12 pessoas, incluindo empresários e operadores, no âmbito da Operação Lava Jato. Ferreira foi sentenciado a nove anos e 10 meses no regime inicial fechado por lavagem de dinheiro de R$ 2,1 milhões e associação criminosa – a denúncia envolve R$ 20 milhões em propinas no âmbito de contrato da Petrobrás.

Paulo Ferreira é o terceiro ex-tesoureiro do PT condenado por Moro na Operação Lava Jato. Antes dele, João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015 – e Delúbio Soares já haviam sido sentenciados por supostos desvios na Petrobrás.

Na sentença em que impôs 9 anos e 10 meses a Ferreira, Moro citou outros petistas.

O magistrado diz ser ‘certo, por outro lado, que, conforme vários depoimentos, como de Paulo Roberto Costa, Ricardo Ribeiro Pessoa, Pedro José Barusco Filho, Renato de Souza Duque, bem como conforme sentenças já prolatadas nas ações penais conexas, era João Vaccari Neto o representante do Partido dos Trabalhadores no esquema criminoso que vitimou a Petrobrás, cabendo a ele arrecadar a parcela de vantagem indevida acertada entre os agentes da Petrobrás e as empreiteiras, mesmo antes de ter assumido o carto de Secretário de Finanças do Partido dos Trabalhadores’.

“Entretanto, isso não significa que outros agentes políticos do Partido dos Trabalhadores não eram também beneficiários de valores a eles direcionados pelo próprio João Vaccari Neto, o que foi o caso, por exemplo, do ex-Ministro José Dirceu de Oliveira e Silva”, anotou

Dólar sobe para R$ 3,62 após pesquisa mostrar empate técnico entre Ciro e Marina

Depois de subir até R$ 3,60 pressionado principalmente por fatores externos, o dólar voltou a reagir às turbulências políticas e terminou a segunda-feira (14) cotado a R$ 3,62, mesmo após o Banco Central ampliar a atuação no câmbio para suavizar a alta da moeda americana.

O dólar comercial subiu 0,77%, para R$ 3,628. É o maior nível desde 7 de abril de 2016, quando a moeda fechou a R$ 3,693.

O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 1,17%, para R$ 3,635.

A Bolsa brasileira fechou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, para 85.232 pontos. A alta foi amparada pelas ações da Petrobras, que se valorizaram em dia de aumento dos preços do petróleo e com o início da negociação dos papéis no Nível 2 da Bolsa.

No exterior, o dólar ganhou força ante 17 das 31 principais moedas do mundo.

Nesta segunda, a moeda americana reagiu ao resultado da pesquisa eleitoral CNT/MDA, que mostrou empate técnico entre os pré-candidatos Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

Mercado referenda previsão de corte da Selic, mas reduz PIB a 2,51% em 2018

Economistas de instituições financeiras referendaram a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros nesta semana e reduziram com força sua projeção para a atividade econômica neste ano na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (14).

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC se reúne na terça e na quarta para discutir a Selic, e a nova redução de 0,25 ponto percentual, para 6,25%, já era esperada após indicações da própria autoridade monetária, antes de encerrar o ciclo de flexibilização para avaliar os próximos passos.

O Focus mostrou que a expectativa é de que a taxa básica de juros seja mantida em 6,25% no encontro de junho. Os especialistas consultados também continuam vendo a taxa básica a 6,25% e 8% respectivamente em 2018 e 2019.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também não alterou a visão de que a Selic terminará este ano e o próximo respectivamente a 6,25% e 7,5%.

A expectativa de novo corte foi mantida apesar da recente alta do dólar, uma vez que a inflação permanece em níveis baixos. As contas para a moeda americana neste ano subiram pela quarta vez seguida, de R$ 3,37 para R$ 3,40.

Entretanto, a expectativa para a alta do IPCA em 2018 foi reduzida em 0,04 ponto percentual, a 3,45%, e em 0,03 ponto para o ano que vem, a 4%.

Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a mediana das projeções aponta para uma expansão de 2,51% neste ano, forte redução em relação aos 2,7% calculados antes, chegando a 3% em 2019, conta inalterada.

Redação Dinheirama
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