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Empresa de coronel pagou R$ 950 mil em dinheiro vivo por obra de filha de Temer, diz fornecedor

Um fornecedor da reforma na casa de Maristela Temer, filha do presidente Michel Temer, declarou em depoimento à Polícia Federal que recebeu ao todo R$ 950 mil em dinheiro vivo na sede da Argeplan, empresa do coronel João Baptista Lima Filho.

O coronel é apontado por delatores como um intermediário de Temer para o recebimento de propina. O presidente nega as suspeitas.

O jornal Folha de São Paulo teve acesso ao depoimento de Luiz Eduardo Visani, prestado no dia 29 de maio.

Segundo Visani, os pagamentos “totalizaram aproximadamente R$ 950.000,00”, conforme cópia de recibos que ele diz ter apresentado.

Os valores, afirmou, foram “recebidos em parcelas, diretamente no caixa da empresa Argeplan”, entre novembro de 2013 e março de 2015. Ele contou que recebia mensalmente os valores.

A filha do presidente disse, em depoimento à PF no dia 3 de maio, que “somando superficialmente os valores, acredita ter gasto algo em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) na obra”.

Além de Visani, outros fornecedores prestaram serviços à obra, investigada pela PF sob a suspeita de que o presidente tenha lavado dinheiro de propina com reformas em imóveis de familiares e em transações imobiliárias em nomes de terceiros, na tentativa de ocultar bens.

De acordo com os relatos feitos à PF até agora, a obra custou R$ 1,2 milhão.

No depoimento, Visani avaliou que pode ter custado R$ 1,5 milhão.

Com maior recuo em quase dez anos, dólar cai 5,35% e fecha em R$ 3,70

Depois de escalar a R$ 3,96 e fechar cotado a R$ 3,91 na quinta-feira, o dólar fechou o pregão desta sexta-feira, 08, em forte queda, de 5,35%, cotado a R$ 3,70. O recuo foi o maior desde o dia 24 de novembro de 2008, quando o dólar caiu 5,52% em um único dia. O movimento é uma reação à oferta adicional de US$ 20 bilhões ao mercado pelo Banco Central (BC) e também à firme disposição da autoridade monetária de conter a volatilidade no mercado, que nesta ontem fechou na maior cotação em mais de dois anos. A Bolsa seguiu em desvalorização e fechou em baixa de 1,23%, aos 72.942,07 pontos.

A estratégia do Banco Central para acalmar o mercado de câmbio deu certo e o dólar fechou em forte queda nesta sexta-feira, de 5,35%, a maior desde 24 de novembro de 2008, ou seja, em meio à crise financeira mundial, período em que a autoridade monetária também atuou forte para conter a pressão no real. Depois de encostar em quase R$ 4,00 ontem, o maior nível em mais de dois anos, a moeda norte-americana terminou o dia em R$ 3,7050 e zerou as perdas do mês. Na semana, a divisa recuou 1,48%. Mas a trégua desta sexta-feira pode não ser duradoura e especialistas em câmbio alertam que o nervosismo pode voltar na semana que vem, que tem dois eventos importantes: a nova pesquisa eleitoral do Datafolha, que será publicada domingo, e a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que começa na terça-feira (12).

O dólar já abriu a sexta-feira em queda e seguiu assim o dia todo, refletindo a entrevista dada na noite de ontem pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, que voltou a falar hoje em evento em São Paulo. Na entrevista, ele anunciou que a instituição vai colocar mais US$ 24 bilhões no mercado de câmbio até o final da semana que vem por meio de contratos de swap. Além disso, desmentiu boatos de que deixaria o BC ou que haveria uma reunião extraordinária do Comitê de Política Monetária (Copom), além de descartar alta de juros para segurar o real.

Hoje, o BC realizou o primeiro leilão extraordinário e injetou ao todo US$ 3,75 bilhões no mercado. “O BC mandou recado muito forte ao mercado. Ilan prometeu ontem e cumpriu hoje”, disse o superintendente de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes da Silva. Para ele, depois do silêncio nos últimos dias, o presidente da autoridade monetária mostrou “ação firme” e conseguiu, com isso, desmontar posições defensivas que os agentes estavam fazendo até quinta-feira. Com isso, aumentou a pressão vendedora do dólar. Ná máxima do dia, o dólar encostou em R$ 3,86 e na mínima em R$ 3,69 – uma diferença de 17 centavos.

Tabela do frete foi decisão tomada no calor da paralisação, diz Guardia

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta sexta-feira (8) que a mudança na tabela de frete foi uma decisão tomada no calor da paralisação dos caminhoneiros e que talvez essa não seja a melhor solução para a sociedade e para o setor.

“A tabela está em discussão e é importante que seja discutida. Foi uma solução apresentada em um momento de crise, uma negociação difícil e complexa. Agora está se chegando à conclusão de que talvez não seja a melhor solução para os caminhoneiros e para a sociedade como um todo”, afirmou durante entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na rádio Bandeirantes.

Nesta quinta (7), na tentativa de agradar ao agronegócio e aos caminhoneiros, a nova tabela mínima do frete havia sido aprovada com uma redução média de 20% do preço em relação à tabela anterior, negociada durante a greve.

Horas depois, entretanto, o presidente Michel Temer recuou novamente e, a pedido dos caminhoneiros, revogou a adoção da nova tabela mínima.

Trump afasta aliados ao pedir que Rússia volte a integrar o G7

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (8), que o G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo, deveria reintegrar a Rússia ao bloco. Os russos foram excluídos do então G8 em 2014, após a anexação da Crimeia. O Kremlin afirmou que a Rússia está focada em “outros formatos de cúpulas que não o G7”. As declarações de Trump abalaram ainda mais as estremecidas relações entre Washington e seus aliados no grupo.

Trump arremessou a bomba diplomática pouco antes de deixar a Casa Branca para o encontro de dois dias do G-7, que começou na  sexta-feira (8), em Charlevoix, em Quebec. O grupo é formado, além dos EUA, por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, os principais aliados americanos.

Emmanuel Macron, Angela Merkel, Theresa May e Giuseppe Conte, que se reuniram antes do início da cúpula, concordaram que “a posição europeia é de negar o retorno da Rússia”, embora considerem “a possibilidade de estabelecer um diálogo”. Antes, o premiê italiano, que participa de sua primeira cúpula, havia apoiado a ideia.

Redação Dinheirama
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