Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a notícia de que uma falha comprometeu as postagens de 14 milhões de usuários do Facebook.

Falha no Facebook divulgou publicamente postagens privadas de 14 milhões de usuários

Um erro na rede social Facebook fez com que 14 milhões de usuários que publicaram textos, fotos e vídeos de modo privado ou apenas para amigos compartilhassem as informações publicamente na rede social. A falha aconteceu durante cinco dias em maio. A empresa disse, por meio de nota, que irá notificar imediatamente as pessoas afetadas.

As postagens foram divulgadas publicamente sem nenhum tipo de alerta aos usuários. A empresa disse que não sabe quantos desses 14 milhões de usuários expuseram dados que não queriam que fossem públicos ou quantos perceberam o erro antes de publicar algo no Facebook. Em 27 de maio, a empresa mudou as configurações das postagens afetadas para privadas — mas não avisou os usuários do ocorrido.

Em um comunicado enviado a imprensa, Erin Egan, diretora de privacidade do Facebook, assumiu a falha. “Gostaríamos de nos desculpar por esse erro”, disse. Após a divulgação da falha, as ações do Facebook fecharam o mercado em baixa de 1,65%, negociadas em US$ 188 — após o fechamento do mercado, as ações da rede social seguiram apresentando baixa de 0,18%, negociadas em US$ 187.

Pesadelo. A revelação da falha de privacidade torna ainda mais dramática a situação do Facebook, que vem sendo cada vez mais criticado nos últimos meses por seu papel em fenômenos como a disseminação de notícias falsas e tentativas de interferência em eleições. O auge da polêmica aconteceu em março, quando os jornais The New York Times e The Observer, de Londres, revelaram que a consultoria britânica Cambridge Analytica e o pesquisador da Universidade de Cambridge, Aleksandr Kogan, usaram de forma ilícita dados pessoais de mais de 87 milhões de usuários do Facebook.

Desde então, o Facebook tem sofrido forte pressão da mídia, de órgãos reguladores e governos em todo o mundo. O próprio presidente executivo da rede social, Mark Zuckerberg, teve de comparecer ao Congresso Americano e ao Parlamento Europeu para dar explicações sobre como a rede social trata os dados pessoais dos usuários. Na mais recente aparição, no Parlamento Europeu, o executivo foi fortemente criticado por responder de forma genérica a poucas perguntas feitas durante a audiência.

Novos produtos do Google miram a classe C, crianças e idosos

O Google anunciou nesta quinta-feira (7) diversos novos produtos para ampliar a acessibilidade digital no Brasil. No evento Google for Brasil, promovido no auditório do Ibirapuera, o que há em comum na maior parte das iniciativas é o uso de inteligência artificial para aumentar a eficiência dos aparelhos.

Uma das principais novidades é uma linha de smartphones para chegar ao que a empresa chama de “o próximo bilhão” de usuários. São pessoas de mais baixa renda, que têm pouco acesso a planos de dados e aparelhos caros e que estão menos acostumadas a digitar palavras. Precisam usar mais a voz e o toque.

Segundo dados do IDC, em 2017 foram vendidos no Brasil cerca de 10 milhões de smartphones com menos de 1 GB de memória RAM. São mais de um quinto das 47,7 milhões de unidades vendidas. Todos esses aparelhos rodam Android e estão entre os mais baratos do mercado, mas têm menor poder de processamento e armazenamento.

Em parceria com três fabricantes de celulares, dois deles brasileiros (Positivo, Multilaser e Alcatel), começarão a ser lançados nesta semana aparelhos custando a partir de R$ 300. Eles rodam o sistema operacional Android Go, que será lançado com todas as versões do sistema a partir da Oreo, a atual. O software ocupa espaço menor no aparelho, liberando armazenamento para que o usuário não precise apagar tantas fotos, vídeos e músicas.

Os primeiros aparelhos, como o Positivo Twist Metal, já são oferecidos nos sites de comércio eletrônico. Os preços devem ser a partir de R$ 300. Aparelhos já existentes não poderão ser atualizados para a nova versão do sistema, que depende de especificações diferentes de engenharia, segundo Arpit Mitha, responsável pelo projeto. A meta é que essa linha possa ser a porta de entrada do usuário aos smartphones, substituindo os celulares mais simples.

Para acompanhar os aparelhos, a empresa criou uma linha de aplicativos, a “Go”, que utiliza inteligência artificial para otimizar tarefas comuns. O “Files Go”, por exemplo, identifica arquivos que podem ser apagados para liberar espaço no telefone. O “Google Go” é uma interface muito simplificada de busca, que dispensa a digitação. São oferecidos ao usuário os termos de busca mais frequentes e, ao escolher um, é possível entrar no detalhamento. Aplicativos populares brasileiros deverão ter versões para essa linha.

O sistema também inclui uma nova camada de segurança, que pode identificar quem liga e avisar se quem está ligando é alguma empresa de telemarketing. Um aplicativo oferecido, o Play Protect, permite travar o celular à distância em caso de roubo e, caso o dono prefira, até apagar todos os dados.

Instagram agora vai deixar você compartilhar stories em que foi marcado

Chegou uma funcionalidade que estava faltando no Instagram: quando alguém te mencionar em algum Stories, você não só será avisado como poderá compartilhar a publicação em seu próprio perfil.

O funcionamento é simples e o compartilhamento só vale em Stories em que você foi marcado. Ou seja, nada de comentar Stories alheios.

Quando um usuário for mencionado, ele receberá uma notificação tradicional de mensagem e verá uma opção para compartilhar o conteúdo.

A história será exibida como um adesivo e pode ser personalizado: dá para redimensionar, girar, posicionar, colocar mais texto ou mais adesivos. O nome de usuário da publicação original também aparecerá nos Stories compartilhados. Ah, e só dá para puxar conteúdos perfis públicos.

Redação Dinheirama
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