Agora você confere as principais notícias de 10/06/2018, domingo.

Coronel Lima disse que fez favor a Temer em obra, afirma arquiteto

Um favor a um amigo. De acordo com o depoimento de um arquiteto à Polícia Federal, assim o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer, se referiu à sua atuação na reforma da casa de Maristela Temer, filha do presidente da República.

Funcionário entre 2012 e 2017 da Argeplan Engenharia, que pertence ao coronel, o arquiteto e urbanista Diogo Figueiredo de Freitas disse em depoimento prestado no último dia 28 que Lima Filho o procurou em 2012 com o intuito de que ele auxiliasse a escolha de fornecedores para a reforma da casa de Maristela.

“João Baptista Lima Filho frisou ao declarante [Diogo] que o auxílio a Maristela Temer se tratava de um favor para um amigo, o então vice-presidente Michel Temer”, diz a transcrição do depoimento, a que a reportagem teve acesso.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, pela primeira vez há comprovação documental —extrato bancário e outros papéis— sobre o uso de dinheiro vivo no pagamento da obra na casa de Maristela, em 2014.

A reforma é investigada sob a suspeita de que tenha sido bancada por meio de dinheiro de propina direcionado a Temer por meio do coronel Lima.

Depoimentos colhidos até agora pela Polícia Federal nesse inquérito contradizem a versão dada pela filha do presidente aos investigadores, a de que o gasto na obra ficou em torno de R$ 700 mil.

Um dos fornecedores da reforma, Luiz Eduardo Visani, por exemplo, diz ter recebido R$ 950 mil em dinheiro vivo na sede a Argeplan. Outro, Antonio Carlos Pinto Júnior, fala em R$ 120 mil.

Segundo os relatos colhidos pela PF até agora, a obra custou pelo menos R$ 1,2 milhão.

FMI não vê vulnerabilidade externa no Brasil, mas incerteza política

Apesar da volatilidade recente do câmbio, o Brasil não tem vulnerabilidades externas, mas enfrenta incerteza política doméstica e um “desafio fiscal importante”, cuja solução dependerá do resultado das eleições presidenciais, avaliou nesta sexta-feira o diretor para as Américas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner.

“Esse desafio é muito grande e já está presente no debate político, com as discussões sobre a Reforma da Previdência”, observou Werner em entrevista coletiva em Washington. “Neste sentido, a agenda do Brasil para os próximos anos, para poder consolidar sua situação econômica, está muito clara e isso estará presente no processo eleitoral. O próximo governo dará os sinais importantes para vermos se esses pontos avançam ou não.”

Em sua avaliação, as incertezas internas contribuíram para a recente volatilidade na cotação do dólar, que chegou a quase R$ 4,00 na quinta-feira. Outro fator da turbulência cambial é o aperto das condições financeiras internacionais, com a elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, disse.

Trump defende mundo ‘livre de tarifas’ e cria polêmica na cúpula do G7

Depois de impor pesadas tarifas a inimigos e aliados, e de deixar o mundo à beira de uma guerra comercial, o presidente dos Estados Unidos,

Donald Trump, afirmou neste sábado (9) que é favorável a um mundo “livre de tarifas”.

“É assim que deveria ser. Sem tarifas, sem barreiras, sem subsídios. É assim que se ensina na Wharton School of Business”, afirmou o americano, em referência a uma das universidades mais prestigiadas do país.

A proposta surpreendeu os líderes do G7, o grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, reunidos neste fim de semana no Canadá.

Afinal, são palavras vindas de um presidente que costuma ironizar assessores “globalistas” e abriu guerra contra as atuais regras do comércio internacional.

O clima entre os sete países (EUA, Reino Unido, Alemanha, Canadá, França, Itália e Japão) era azedo, em função, principalmente, da enorme discordância sobre as tarifas recentemente impostas pelo governo Trump ao aço e alumínio importados.

A medida gerou retaliação, e centenas de produtos americanos foram taxados em até 25% pela Europa, Canadá e outros países.

Foi ao final de uma tensa negociação, em que líderes europeus tentavam convencer o americano a retirar as medidas, que Trump ventilou a ideia de “um mundo sem tarifas”.  “Eu sugeri, sim. Eles irão repensar”, afirmou o americano, neste sábado.

De acordo com o site Politico, a chanceler alemã, Angela Merkel, respondeu positivamente, dizendo que tomaria a sugestão como “um ponto de partida”.

Redação Dinheirama
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