Agora você confere as principais notícias de 12/06/2018, terça-feira.

Situação do país piorou para 72% da população, aponta Datafolha

Em meio à alta volatilidade cambial, às incertezas sobre a retomada do crescimento e aos impactos da paralisação dos caminhoneiros, 7 de cada 10 brasileiros avaliam que a situação econômica do país se deteriorou nos últimos meses.

Pesquisa do Datafolha concluída na quinta-feira (7) mostra que 72% dos entrevistados enxergam uma piora do cenário, contra apenas 6% que apontam melhora.

Os números são bem mais negativos do que os da última pesquisa do instituto, feita na primeira quinzena de abril. Na época, 52% dos entrevistados opinaram ter havido deterioração no ambiente econômico —20 pontos percentuais a menos do que agora.

A expectativa para o futuro também não é boa.

Diferentemente de abril, quando os que demonstravam otimismo eram numericamente superiores aos que manifestavam pessimismo, agora os que afirmam que a situação vai piorar nos próximos meses somam 32%, contra 26% dos que acreditam em melhora da economia.

Quando os entrevistadores do Datafolha perguntaram sobre a situação econômica pessoal do brasileiro, as respostas também foram mais negativas em relação ao último levantamento —49% dizem ter passado por retrocesso (esse índice era de 42% há dois meses) contra 10% que declaram avanço.

Assim como a rejeição recorde ao governo de Michel Temer, o mau humor do brasileiro com a economia também é o mais alto na atual gestão.

Desde maio de 2016 o índice dos que avaliavam que a situação havia piorado estava na casa dos 60%, tendo caído para 52% no início de abril deste ano.

A atual percepção popular encontra eco no panorama traçado por especialistas do mercado financeiro.

O boletim Focus do Banco Central, que compila as previsões de consultorias e instituições financeiras, também mostra o aumento do pessimismo. No início de março, a aposta era a de que o país alcançaria uma taxa de crescimento da economia próxima de 3% até o fim deste ano.

O último boletim, do início deste mês, mostra cenário mais nublado: alta de 2,18% do PIB em 2018.

A tendência é de queda nessa projeção, para um cenário próximo à estagnação. No fim da semana passada, após o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar que a inflação de maio foi de 0,4%, já havia consultorias e bancos revendo suas projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018 para menos de 2%.

Mercado vê PIB abaixo de 2% inflação maior para 2018

O mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018 e 2019. A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi de 2,18% para 1,94% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,51%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 3,00% para 2,80%, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Em 30 de maio, o IBGE informou que o PIB cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, houve alta de 1,2%.

projeção atual do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,80% para elevação de 3,51%. Há um mês, estava em 3,80%.

No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 3,50% para 3,20%, ante os 3,50% verificados quatro semanas antes.

Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação de 2018 e 2019. A mediana para o IPCA este ano foi de 3,65% para 3,82%. Há um mês, estava em 3,45%. Já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,01% para 4,07%. Quatro semanas atrás, estava em 4,00%.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus foi de 3,24% para 3,63%. Para 2019, a estimativa do Top 5 subiu de 3,75% para 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,16% e 3,80%, respectivamente.

Dólar tem leve alta e fecha a R$ 3,7280; Bolsa recua

Após a desvalorização de mais de 5% na sexta-feira (8), o dólar comercial registrou leve alta nesta segunda (11). A Bolsa brasileira recuou pelo quinto pregão consecutivo.

O dólar comercial ganhou 0,51%, a R$ 3,7280. Na cotação à vista, que fecha mais cedo, houve queda de 1,33%, a R$ 3,6977. Durante a manhã, a moeda chegou a ser negociada abaixo dos R$ 3,68.

O Banco Central conseguiu conter a valorização do dólar após anunciar durante a sessão leilão de até 50 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalente à venda futura de dólares.

Diferentemente do que vinha fazendo, o BC não fez o anúncio sobre o leilão de swaps cambiais após a sessão anterior, quando o dólar despencou sobre o real. A atuação “surpresa” foi bem-vista pelos agentes: “Ele (o BC) não pode dar previsibilidade porque cria uma banda, um teto e um piso, e mercado fica esperando”, disse um gestor de derivativos de uma corretora local.

Já a Bolsa brasileira registrou o quinto pregão consecutivo de queda, reflexo do pessimismo de investidores com o cenário político e econômico do país.

De acordo com profissionais de renda variável, não houve mudança no cenário dos últimos dias, com o quadro político-eleitoral ainda incerto e a economia crescendo a um ritmo mais fraco do que o estimado inicialmente.

Trump está ‘completamente preparado’ para encontro com Kim

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta segunda-feira (11) que o objetivo da cúpula entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong-un não mudou, e que os Estados Unidos estão “ansiosos para ver” se Pyongyang foi sincera sobre a desnuclearização.

Kim e Trump chegaram à Singapura no domingo (10) para a primeira reunião presencial da história entre os líderes dos dois países, que são inimigos desde a Guerra da Coreia entre 1950 e 1953.

Pompeo disse que o presidente americano está “completamente preparado” para as conversas e otimista de que o resultado será satisfatório, mas que há “muito trabalho a ser feito”.

Com dúvidas restando sobre o que a desnuclearização implicaria, autoridades de ambos os lados participaram de uma reunião de duas horas para combinarem detalhes do encontro, que ocorre na terça-feira (12, noite de segunda no horário de Brasília).

Pompeo, disse em nota que a reunião foi “substancial e detalhada”, mas não quis especificar exatamente o que foi conversado no encontro.

Já Trump expressou otimismo em uma reunião com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, no almoço. “Temos um encontro muito interessante em particular amanhã, e eu só penso que irá funcionar muito bem”, disse ele.

Redação Dinheirama
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