Caro leitor, temos falado muito – e toda a mídia especializada também – sobre fintechs e bancos digitais. Isso não acontece à toa, já que a inovação trazida por eles vem possibilitando uma série de mudanças na forma como pessoas comuns lidam com as finanças, e como instituições tradicionais observam e agem conforme a demanda de mercado. Quem é não gostaria de ter uma conta sem ter que pagar tantas taxas? Ou um cartão de crédito internacional sem anuidade? Ou pedir um empréstimo online, sem burocracia ou intimidação? Qualquer um, não é mesmo? Eu gostaria e você também! Imagine, então, quem nunca teve a acesso ao sistema bancário? Abre-se um mundo novo!

As mudanças, inclusive, vêm ocorrendo cada vez mais rapidamente. Desde o dia 1º deste mês de julho, por exemplo, uma autorização do Banco Central permite a portabilidade do recebimento de salário para bancos digitais e fintechs. Até então, esta transação só poderia acontecer de banco para banco, levando-se em conta, é claro, o formato tradicional de instituição bancária. Veja que é muito importante estar por dentro de todas essas mudanças para não perder oportunidades!

Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre bancos digitais e fintechs. O que será que precisamos saber para tirar proveito de todas essas mudanças que vêm ocorrendo? Vamos lá?

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Status quo: a hora de começar a mudança

Para começar, entenda que quando falamos em fintechs ou bancos digitais, estamos falando essencialmente de mudanças no status quo. Ou seja, trata-se de oferecer algo totalmente diferente daquilo a que estávamos habituados dentro de novos conceitos, com maior interação e menos burocracia. Não é à toa, por exemplo, que algumas pessoas ainda têm certo receio de utilizar os serviços destas empresas.

Outro dia, uma colega estava pesquisando sobre possibilidades de crédito. Recomendei que também verificasse com algumas fintechs. Ela foi até metade do caminho. Quando ia fechar o empréstimo – a uma taxa muito menor do que a oferecida por seu banco inclusive – ela desistiu. “Tenho medo de enviar meus dados e documentos online! Prefiro fazer no banco mesmo”, disse. Faz sentido?

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Renovações e revoluções

Vamos pensar que desde que o mundo é mundo uma série de renovações e revoluções já ocorreram. Em todas elas, naturalmente houve certo temor. Afinal, quando passamos por mudanças, quando saímos de um cenário conhecido para um desconhecido, é natural que haja certa desconfiança. Por isso o conhecimento é importante! Quando sabemos como as coisas funcionam, suas vantagens, desvantagens e riscos, essa desconfiança se torna muito menor. E aí não corremos o risco de deixar de aproveitar novas oportunidades por conta de um certo medo de explorar o novo, entende?

Um estudo assinado pela The Economist Intelligence Unit (EIU) encomendado pela Temenos mostrou a realidade dos bancos digitais na América Latina e destacou a necessidade dos bancos em geral revisarem sua estrategia digital para reduzir custos e aumentar o acesso a pessoas sem conta bancária. As legislações, inclusive, também estão encorajando colaboração de bancos e fintechs para entregar contas digitais aos desbancarizados.

Entre alguns pontos-chave do estudo que resumo agora – e que mostram a opinião da maioria dos entrevistados – estão:

– Os banqueiros da América Latina continuam mais focados em diminuir custos e aumentar as receitas.

– Os bancos de varejo na região estão focando seus investimentos digitais em canais de distribuição individuais na modernização de sistemas de fonte e back office para suportar jornadas digitais end-to-end dos clientes.

– Os banqueiros da América Latina acreditam que os consumidores abandonarão o contato humano por serviços baratos ou gratuitos.

– Também acreditam que pagamentos sem dinheiro serão predominantes até 2020.

Ou seja, veja que há muitas mudanças sendo percebidas pela maioria do mercado e muitas outras devem continuar chegando efetivamente! É importante que continuemos acompanhando tudo isso juntos, combinado? Por enquanto, separei 5 pontos que você deve considerar ao pensar em usar um banco digital ou uma fintech atualmente. Confira e vamos continuar conversando muito sobre isso!

  1. Uso amplo de tecnologia: É possível abrir contas online, tomar empréstimos virtualmente sem burocracia, e ter acesso a cada vez maois produtos financeiros de forma interativa e rápida.
  2. Atendimento mais ágil: Fintechs e bancos digitais já pensam seu modelo de atendimento de forma simplificada, para acessar a vida de quem acessa.
  3. Economia de tempo:  Para que ir até uma agência bancária ou ter que aguardar o gerente para perguntar sobre o melhor seguro ou empréstimo mais barato. Dá para comparar tudo online e fechar tudo pelo computador mesmo.
  4. Customização e flexibilidade: Seguros, emprestimos e produtos diversos: dá  para contar muitas vezes com a ajuda de assistentes virtuais, que combinarão uma série de pontos relacionados à preferência do cliente para oferecer produtos de forma mais personalizada.
  5. Custos menores: E é claro, custos menores e até mesmo ausência de taxas, tarifas e anuidades são algo comum neste segmento. Portanto, vale a pena ficar de olho e continuar comparando e estudando as potenciais possibilidades que a nova economia nos traz, combinado? Vamos juntos!
Conrado Navarro
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