Agora você confere as principais notícias de 07/07/2018, sábado.

Inflação acelera e vai a 1,26% em junho, maior para o mês em 23 anos

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 1,26% ante um avanço de 0,40% em maio, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o mais elevado para o mês desde 1995, quando subiu 2,26%, segundo o IBGE. A taxa de junho deste ano foi a primeira acima de 1% desde janeiro de 2016, quando o IPCA estava em 1,27%.

Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses saltou de 2,86% em maio para 4,39% em junho, o patamar mais elevado desde março de 2017, quando estava em 4,57%.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,60%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,39%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 4,14% a 4,50%, e abaixo da mediana de 4,41%.

Embora a greve dos caminhoneiros, em maio, tenha pressionado a inflação de junho, foi o aumento na conta de luz que mais pesou no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A energia elétrica subiu 7,93% em junho, praticamente o dobro do aumento de 3,53% registrado em maio, o item de maior impacto individual no IPCA do mês, uma contribuição de 0,29 ponto porcentual para a taxa de inflação de 1,26%.

“A energia elétrica subiu porque houve reajuste e também pela mudança para a bandeira tarifária vermelha”, apontou Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE.

Depois de fechar na máxima em mais de dois anos, dólar cai a R$ 3,87

O dólar caiu mais de 1% nesta sexta-feira após fechar, na véspera, na cotação máxima desde março de 2016. Com isso, a moeda americana devolveu toda a valorização ante o real que acumulava na semana.

A moeda americana recuou 1,65%, a R$ 3,87. Na semana, a queda foi de 0,48%. O dia foi de menor volume de negócios devido ao jogo do Brasil, iniciado às 15h. Nessas ocasiões, o mercado tende a ficar ainda mais volátil. Na máxima do dia, o dólar chegou a ultrapassar os R$ 3,95; na mínima, foi a R$ 3,8630.

A disparada ocorreu após a divulgação de dados do mercado de trabalho americano, mas o mesmo conjunto de informações fez com que a moeda passasse a cair logo em seguida.

Os Estados Unidos criaram mais postos de trabalho que o esperado em junho, mas a taxa de desemprego subiu de 3,8% para 4%. Os salários avançaram 0,2%.

Outra notícia que seguirá no radar de investidores, a guerra comercial entre Estados Unidos e China, se materializou nesta sexta-feira com a entrada em vigor das tarifas impostas pelos americanos a produtos chineses. Prevista há meses, as taxas não mudaram a direção do câmbio e nem das Bolsas.

De uma cesta de 24 moedas emergentes, o dólar se desvalorizou ante 21 delas e avançou sobre três. O real foi a que mais avançou no dia.

Rússia eleva tarifas sobre produtos dos EUA e promete mais retaliação

A Rússia disse nesta sexta-feira (6) que está impondo taxas adicionais de importação sobre alguns produtos industriais dos Estados Unidos depois que os EUA impuseram tarifas sobre as importações de aço e alumínio e alertou que mais medidas de retaliação podem ser adotadas, em um contexto de guerra comercial global.

O Ministério da Economia disse que a Rússia iria impor tarifas extras a alguns produtos dos Estados Unidos, para os quais há substitutos russos.

As tarifas extras de 25% a 40% serão aplicadas às importações de fibras óticas e equipamentos para construção de estradas, indústria de petróleo e gás, além de processamento de metais e mineração.

O ministério disse que as medidas, que foram assinadas pelo primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev, pretendem compensar os US$ 87,6 milhões de prejuízos sofridos pelas empresas russas com foco nas exportações, como resultado das tarifas de metais dos EUA.

O aumento da tarifa nos EUA custará US$ 537,6 milhões e a Rússia tem o direito de impor mais medidas compensatórias no futuro, disse o Ministério da Economia.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários