Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque sãs os números expressivos que mostram a queda do número de assinantes do mercado de TV paga.

Base de TV paga do Brasil cai 4% em maio pressionada por streaming, diz Anatel

As empresas de TV por assinatura tiveram queda de 4% na base de clientes em maio sobre o mesmo período de 2017, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Ao todo, o país registrou 17.855.020 contratos de conexões, 787. 513 a menos que no ano passado.

Segundo a agência, “um dos motivos [para a queda] é a mudança de perfil dos usuários, que estão optando por provedores de filmes e séries via streaming, que oferecem um custo menor aos usuários”. A Netflix é o principal serviço de filmes e séries via internet do país.

A Claro (NET), maior do setor com metade do mercado, teve queda de 5,8%, para 8,959 milhões de conexões, enquanto a Sky registrou baixa de 5,3%, para 5,21 milhões.

A Vivo encerrou maio com 1,598 milhão de contratos de TV por assinatura, uma queda de 3,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo os dados da Anatel.

São Paulo ainda obtém o maior número contratos de TV por Assinatura em operação no país, 37,61% do total (6,7 milhões); seguido por Rio de Janeiro, com 13,56% (2,4 milhões); e Minas Gerais com 8,74% (1,5 milhões).

Comissão aprova projeto que cria regra para proteção de dados pessoais

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto que prevê a criação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A matéria segue em regime de urgência para análise do plenário.

A proposta define o que são os dados pessoais — informações que identifiquem os donos destas informações de alguma forma– e regulamenta como eles devem ser tratados, para garantir a proteção da privacidade dos usuários e a segurança jurídica das empresas que vão usar as informações.

O relator da proposta, senador Ricardo Ferraço (PSDB), reafirmou que o projeto traz nenhum tipo de censura. Segundo ele, trata-se apenas de conjunto de normas, limites e consequências para empresas ou pessoas que insistem em continuar achando que a internet é um mundo sem regras, onde vale tudo.

O PLC 53 estabelece a necessidade de consentimento para a coleta de dados e quais os casos em que este não é necessário; lista os direitos do titular (como acesso e reparação das informações armazenadas); indica possibilidades de reutilização dos dados coletados para finalidades diferentes (hipótese chamada de legítimo interesse do responsável pelo tratamento); coloca regras específicas para o Poder Público, pontua obrigações quando há transferência para outros países, e prevê a criação de uma autoridade regulatória, bem como aponta as formas de fiscalização e sanção.

As novas regras passarão a vigorar depois de um ano e meio da publicação da lei, para que órgãos, empresas e entidades se adaptem. O projeto prevê a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, uma autarquia especial vinculada ao Ministério da Justiça com a missão de zelar pela proteção dos dados, fiscalizar e aplicar sanções, entre outras atribuições.

Gigante chinesa Baidu sai do Brasil

A Baidu, gigante digital chinesa, está dando tchau para o Brasil. A companhia, que chegou por aqui em 2013, não conseguiu emplacar e com uma mudança no panorama de negócios, não vê a presença no Brasil como essencial.

Isso não quer dizer que os produtos da companhia deixarão nossos computadores e celulares.

Segundo a revista Exame, a Baidu fez um reajuste em seus planos globais e com novo foco em inteligência artificial não vê mais sentido uma operação brasileira. Hoje, há apenas dois funcionários, que cuidam da burocracia de encerramento do negócio.

A companhia não pretende lançar novos produtos tão cedo e, portanto, a intenção é de manter a base de 20 milhões de usuários, o que poderia ser realizado a partir da China. Atualmente, muitos brasileiros utilizam aplicativos desenvolvidos pela empresa, como o Du Speed Booster e ES File, disponíveis para Android na Play Store.

Quando chegou ao Brasil, a Baidu trouxe o Baidu Antivírus, o PC Faster e o navegador Spark Browser, além do buscador Hao123. Nenhum deles emplacou e o mais famoso foi o antivírus, que vinha incorporado no instalador de outros softwares – sempre muito escondido, o que poderia induzir as pessoas a instalá-lo sem querer.

No final de 2014, a empresa diversificou os negócios e comprou o Peixe Urbano, que foi vendido posteriormente para o fundo Mountain Nazca. A empresa ainda criou um fundo de investimentos com capital inicial de US$ 60 milhões voltado a startups em setembro de 2016, mas que também foi encerrado.

Com essa série de reveses, damos adeus à Baidu. Ou, quem sabe, um até logo. A companhia tem investido pesado em inteligência artificial e está criando o seu próprio sistema para carros autônomos.

Redação Dinheirama
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