Agora você confere as principais notícias de 08/07/2018, domingo.

Delator da JBS relata pressão para ajudar Temer

Um delator da JBS, o advogado Francisco de Assis e Silva, disse à Polícia Federal que foi pressionado a fechar um acordo judicial envolvendo uma das empresas do grupo para ajudar financeiramente Michel Temer.

De acordo com o depoimento, foi José Yunes, amigo há décadas do emedebista, quem insistiu para que o negócio fosse acertado e fez intermediação para outro advogado, Paulo Henrique Lucon, que estava na causa em questão.

Lucon foi nomeado por Temer para integrar a Comissão de Ética Pública da Presidência em março deste ano.

O episódio da pressão, segundo o executivo da JBS, ocorreu em junho de 2015.

Yunes foi assessor especial de seu governo até 2016, quando foi citado na delação da Odebrecht, como intermediário de pacote com R$ 1 milhão que conteria dinheiro para campanhas do PMDB.

Segundo a versão levada à PF, Temer receberia uma parte dos honorários da causa.

“Em junho de 2015, Paulo Lucon propôs ao depoente para que colassem termo final em relação aos honorários de uma ação privada envolvendo a empresa Bertin, adquirida pela JBS, e a empresa Basf, na qual Paulo Lucon possuía honorários que, segundo ele, totalizavam R$ 60 milhões, ocasião em que o depoente informou para Lucon que de forma alguma teria interesse em realizar tal acordo uma vez que entendia que a causa seria ganha pela JBS”, disse Assis e Silva à PF. O depoimento é de 23 de maio deste ano.

“Que, então, Yunes insistiu com o depoente para que repensasse sobre tal acordo com Lucon, uma vez que o então vice-presidente Michel Temer teria participação nos honorários que Lucon pleiteava na causa”, completou.

O advogado da JBS afirmou desconhecer a relação comercial entre Lucon, Yunes e Temer. O caso não entrou na colaboração premiada da empresa. O depoimento de Assis e Silva aconteceu em meio à investigação da participação do ex-procurador Marcello Miller na delação.

O executivo afirmou à PF que não delatou o episódio por achar que era uma questão de “âmbito privado, sem ocorrência de ilícitos”.  Segundo o advogado, Yunes procurou primeiro Joesley Batista, dono da JBS.

“Que depois indagou Joesley sobre o encontro, ao que foi informado por Joesley que o pedido partiu direto de Yunes para que fosse atendido por alguém de jurídico”.

Ministério Público do Rio vai investigar encontro de Crivella com pastores

O Ministério Público do Rio vai investigar o evento promovido pelo prefeito do Rio,  Marcelo Crivella (PRB), no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura, em que ofereceu facilidades a pastores e líderes de igrejas.

No evento, divulgado pelo jornal O Globo, Crivella ofereceu auxílio em cirurgias de cataratas e varizes para fiéis e assistência a pastores que tivessem problemas de IPTU em seus templos. Além disso, exaltou o pré-candidato a deputado federal pelo PRB, Rubens Teixeira.

O MP informou que a coordenação das promotorias de Justiça da Cidadania vai analisar se houve “inobservância da laicidade do Estado”, conferindo tratamento privilegiado aos fiéis de um determinado segmento religioso – o que é proibido pela Constituição e pode, em tese, configurar improbidade administrativa. As falas de Crivella também serão analisadas pela Coordenação de Saúde do MP, para a fiscalização da política de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS).

INSS corta 423 mil benefícios e economiza R$ 9,6 bilhões

O pente-fino do governo federal nos benefícios por incapacidade do INSS já resultou no cancelamento de 315 mil auxílios-doença e de 108 mil aposentadorias por invalidez desde agosto de 2016, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. No total, 423 mil benefícios deixaram de ser pagos.

Com os cortes de benefícios considerados indevidos, a gestão do presidente Michel Temer (MDB) afirma ter economizado R$ 9,6 bilhões.

Para cidadãos afastados do trabalho por doença, o risco de perder a renda é alto.

Os cancelamentos de auxílios-doença representam 78% das 404 mil revisões desse tipo de benefício. Entre as 359 mil aposentadorias por invalidez reavaliadas, 30% foram cortadas.

Podem ser convocados pelo pente-fino segurados que recebem benefício por incapacidade há mais de dois anos e, nesse período, não passaram por perícia.

Não podem ser chamados os aposentados por invalidez acima de 60 anos. Também escapam aposentados inválidos acima de 55 anos de idade e que recebem o benefício há mais de 15 anos.

Redação Dinheirama
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