Agora você confere as principais notícias de 10/07/2018, terça-feira.

MDB marca convenção para homologar candidatura de Meirelles à Presidência

O MDB marcou para 4 de agosto a convenção nacional que deve homologar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à Presidência. Embora Meirelles ainda esteja com 1% das intenções de voto, levantamento feito pela cúpula do partido indica que o apoio dos diretórios estaduais ao nome dele cresceu.

Em reunião realizada nesta segunda-feira (09), em Brasília, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; de Minas e Energia, Moreira Franco, e o presidente do MDB, senador Romero Jucá, disseram a Meirelles que, agora, ele precisa fazer movimentos externos para ganhar a confiança do eleitor.

Padilha apresentou ali uma planilha indicando que, se a convenção do MDB fosse hoje, a candidatura do ex-ministro seria aprovada por cerca de 70,4% dos presentes. Pelas contas do titular da Casa Civil, que também é vice-presidente do MDB, Meirelles tem aval de 443 dos 629 delegados. Ainda há, porém, resistências ao lançamento do ex-chefe da equipe econômica nos diretórios do MDB de Alagoas, Ceará, Sergipe, Paraná e Pernambuco.

Jucá afirmou que o MDB não retirará Meirelles do páreo. “Não tem sentido o maior partido do Brasil ficar no banco de reserva”, disse o senador ao Estado. “Temos de jogar para a frente, mesmo porque o momento que vivemos não é de se eximir do debate. A sociedade cobra firmeza e coerência.”

Sob forte desgaste, o presidente Michel Temer não entrará na campanha. Recente pesquisa Ibope, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o governo Temer é reprovado por 79% da população. Nesse cenário, a companhia do presidente no palanque é considerada tóxica até mesmo por aliados.

Geddel vira réu em ação de improbidade no ‘caso Calero’

A Justiça Federal em Brasília tornou, nesta segunda (9), o ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) réu em uma ação civil pública pela suposta prática de improbidade administrativa no episódio em que ele teria pressionado o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar a obra de um prédio em Salvador.

O caso foi revelado pelo jornal Folha de São Paulo em novembro de 2016, quando Calero deixou o Ministério da Cultura. Ele contou que sofreu pressão de Geddel, que à época era ministro da Secretaria de Governo, para interferir junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a fim de liberar as obras do edifício La Vue Ladeira da Barra, numa área tombada em Salvador.

Em agosto do ano passado, o procurador da República Ivan Cláudio Marx pediu à Justiça que Geddel seja condenado à perda de função pública, suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos e outras sanções previstas na lei de improbidade.

A Procuradoria afirmou que o político “valeu-se do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República para pressionar o então ministro da Cultura a fim de que produzisse parecer técnico que favorecesse seus interesses pessoais”.

Analistas revisam previsões, e há quem veja dólar acima de R$ 4

Se o nervosismo do mercado é considerado por alguns analistas sinônimo de oportunidade, uma olhada mais de perto nas projeções dos principais indicadores econômicos indica que não faltarão chances de ganho nos próximos meses.

Após uma primeira rodada de revisões para baixo do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, analistas passaram a reexaminar a trajetória do dólar, hoje ao redor de R$ 3,90.

E também da inflação, cujas projeções saíram de 3,5% para 4% em apenas um mês, segundo o Banco Central.

A projeção é de piora para os indicadores, num cenário que engloba os efeitos da paralisação dos caminhoneiros sobre os preços e a alta da aversão ao risco com a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Com real mais fraco e inflação um pouco mais pressionada, já há quem espere uma alta da taxa Selic em 2018, embora a maioria dos analistas ainda trabalhe com o juro básico no piso histórico (6,5%), pelo menos até o ano que vem.

Chanceler britânico renuncia após divisão em negociações do Brexit

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Jonhson, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (9), segundo informou o gabinete da primeira-ministra Theresa May. Sua renúncia segue a de David Davis, que atuava como secretário do Brexit e renunciou no domingo.

O ministro britânico da Saúde, Jeremy Hunt, foi nomeado o novo ministro das Relações Exteriores, anunciou a Downing Street. “A rainha está contente em aprovar a nomeação de (…) Jeremy Hunt como ministro das Relações Exteriores”, indicou o gabinete da premiê em um comunicado.

A renúncia de Johnson acentua ainda mais a divisão do governo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Ele foi um dos líderes na campanha para o Brexit e estava sob pressão para se manifestar após a renúncia de Davis, que saiu do cargo por não concordar com os planos de May de fechar relações comerciais e regulatórias com a UE quando o país deixar o bloco, no ano que vem.

Redação Dinheirama
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