Agora você confere as principais notícias de 09/08/2018, quinta-feira.

Gilmar Mendes manda soltar executivo da GE e dois empresários

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar entre a segunda (6) e a terça-feira (7) três presos em um desdobramento da Lava Jato do Rio, a Operação Ressonância, deflagrada em julho.

Receberam habeas corpus Daurio Speranzini Junior, principal executivo da GE para a América Latina, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita.

Os três tinham sido denunciados em acusação apresentada na terça por procuradores do Rio de Janeiro sobre fraudes a licitações no Into (Instituto Nacional de Traumatologia) e na Secretaria Estadual da Saúde do Rio.

As investigações sobre Speranzini se referem principalmente ao período em que ele dirigiu a Phillips Medical no Brasil, até 2010.

“Ora, se a Philips é a investigada, e o paciente não é mais seu CEO, não ficou demonstrado, no decreto de prisão, como o paciente conseguiria dar continuidade, até os dias atuais, às supostas irregularidades praticadas no âmbito da empresa da qual já se retirou”, escreveu Gilmar, em sua decisão.

A prisão foi substituída por medidas alternativas, como proibição de manter contato com investigados e de sair do país.

Iskin, que havia sido preso no ano passado e liberado também por habeas corpus de Gilmar, é apontado como o organizador de fraudes em pregões internacionais.

Ao decidir sobre os casos de Iskin e Estellita, o ministro do Supremo afirmou que a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas não indica elementos que confirmem que os crimes continuam a ser praticados pelos suspeitos.

Fachin homologa desistência de Lula em pedido de liberdade

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou (aceitou) nesta quarta-feira (8), a desistência da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Lava Jato, no processo que discutiria o pedido de liberdade e possivelmente a condição de Lula para disputar a Presidência da República. Lula foi lançado como candidato do PT.

O movimento de desistência da defesa de Lula foi feito nesta segunda-feira, 6, após sinalizações de ministros da Corte, e do próprio relator, de que era importante dar celeridade ao caso. Com a desistência, os advogados colocam em prática a estratégia de evitar que a Suprema Corte discuta sobre a questão de inelegibilidade antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o registro de candidatura é feito.

Na petição, a defesa de Lula afirmava que nunca procurou, neste processo, debater sobre o aspecto eleitoral, apenas sobre a execução da pena do petista, condenado em segunda instância. Lula teve a pena confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), situação que enquadra o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa.

Após alta por paralisação, inflação desacelera para 0,33% em julho

Depois da maior alta dos últimos 23 anos, devido aos efeitos da paralisação dos caminhoneiros, a inflação desacelerou em julho e chegou a 0,33%, informou o IBGE, neste quarta-feira (8). A expectativa do mercado era um crescimento de 0,26%, segundo pesquisa da Bloomberg.

Apesar do recuo em relação aos últimos meses —a inflação havia sido de 0,4% em maio e de 1,26% em junho—, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi fortemente impactado pelos preços administrados, aqueles que são estabelecidos por contrato ou por órgão público, tiveram forte alta em julho.

A energia elétrica, por exemplo, subiu em média 5,33%, impactada pelas altas de 15,84% na conta de luz da Eletropaulo, que atende municípios da região metropolitana de São Paulo. Na média, a conta de luz também teve forte alta em Curitiba (10,29%), Distrito Federal (7,92%) e Belo Horizonte (6,57%).

Também houve alta nas taxas de água e esgoto, por causa dos reajustes de 2,15% a 4,09% em São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Goiânia. Na média do país, o grupo habitação —que engloba energia e taxa de água e esgoto, entre outros— subiu 1,54% no mês.

Bolsa emenda segundo dia de queda puxada por Petrobras e cautela com eleições

A quarta-feira (8) foi mais um dia de volatilidade na Bolsa brasileira, com investidores cautelosos em relação ao cenário eleitoral e preços do petróleo em queda afetando a Petrobras. O dólar fechou estável a R$ 3,767.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, caiu 1,49%, a 79.149,44 pontos. Ao longo do dia, o índice chegou a subir ligeiramente, para 80.911,9 pontos, reagindo em parte às perdas acentuadas do pregão anterior.

Com um mercado tomado por rumores, a Bolsa perdeu 0,87% na terça-feira (7). Em dois dias, acumula queda de 2,35%.

As ações da Petrobras puxaram o índice para baixo nesta sessão. Os papéis preferenciais caíram 2,75%, e os ordinários, 2,02%, conforme os preços do petróleo no exterior cederam mais de 3%.

No pano de fundo internacional, há ainda a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que corrobora para um fortalecimento do dólar no mundo, sobretudo em relação aos emergentes. Pequim anunciou que vai impor tarifas adicionais de importação de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos americanos.

Redação Dinheirama
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