Agora você confere as principais notícias de 10/08/2018, sexta-feira.

Para The Economist, Bolsonaro representa risco à democracia

Sob a chamada “Brasília, we have a problem” (Brasília, temos um problema), a revista britânica The Economist publicou editorial em que afirma que o candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), é um risco à democracia. Segundo a revista, Bolsonaro seria um presidente desastroso.

A publicação, que se define como defensora do livre mercado, afirma que o candidato já demonstrou ter pouco respeito a vários grupos de brasileiros, incluindo negros e gays.

Além disso, há pouca evidência de que ele conheça os problemas econômicos do país bem o suficiente para resolvê-los, afirma a revista.

A publicação destaca que, dois meses antes da eleição, ninguém é capaz de prever o que irá acontecer, já que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro nas pesquisas, está preso e deve ser considerado inelegível e nenhum outro candidato supera os 20% de intenção de votos no primeiro turno.

A revista descreve Bolsonaro como alguém que, até recentemente, era um parlamentar obscuro, cuja principal habilidade demonstrada havia sido a de ofender os outros.

Sobre isso, cita declarações controversas, como a de que ele preferiria ter um filho morto a um filho gay e que já disse a uma congressista que ela merecia ser estuprada.

A The Economist destaca que Bolsonaro vem adotando táticas as baseadas em provocação e uso hábil de redes sociais.

Para a revista, o avanço da candidatura de Bolsonaro é resultado dos traumas que o Brasil enfrentou nos últimos quatro anos.

Ela lembra que, além da grave recessão econômica da qual o Brasil sai lentamente, em 2016 foram registrados 62,5 mil assassinatos, índice recorde para o país, e casos de corrupção envolvendo os principais partidos políticos foram expostos pela Operação Lava Jato. A exposição dos crimes minou a confiança nas instituições políticas do país.

Grandes bancos veem lucro subir 12,30% no 2º trimestre

Os grandes bancos de capital aberto no País conseguiram consolidar, no segundo trimestre, a tendência vista no período anterior, quando os resultados superaram o gasto com calotes pela primeira vez desde a crise. Estimulados por menores despesas nessa linha e pelo aumento das receitas com serviços, essas instituições entregaram lucros crescentes e um maior vigor no crédito, capitaneado, principalmente, pelas pessoas físicas.

Juntos, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil tiveram lucro líquido consolidado de R$ 17,808 bilhões de abril a junho, cifra 12,30% superior à vista um ano antes, de R$ 15,857 bilhões. Com ajustes e eventos extraordinários, o resultado combinado do quarteto foi 17% maior, de R$ 16,879 bilhões.

Em um trimestre marcado por um crescimento um pouco mais forte das carteiras de crédito, a despeito de eventos como a greve dos caminhoneiros e os jogos da Copa do Mundo, o motor para os resultados continuou sendo o menor gasto com inadimplência. As despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, encolheram 19,44% no segundo trimestre ante igual intervalo de 2017, para R$ 16,955 bilhões, puxadas, principalmente, por menores gastos por parte de BB e Bradesco. Tanto é que diante do desempenho, ambos decidiram revisar para baixo suas projeções para os gastos com calotes neste ano.

“Estou bastante satisfeito com a redução das provisões (para devedores duvidosos) e com o melhor índice de cobertura que mostra que estamos na trajetória correta e voltamos a ter a menor inadimplência do mercado”, disse o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, em coletiva de imprensa, nesta manhã.

Aumento para ministros do STF teria impacto de R$ 4 bi

Se aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidência da República, a proposta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de reajustar seus salários em 16,38% teria um impacto de cerca de R$ 4 bilhões nas contas da União e dos estados.

Cálculo feito pelas consultorias Orçamento da Câmara e do Senado mostra que o efeito cascata de reajustar a remuneração dos ministros de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil seria de R$ 717 milhões no Judiciário e de R$ 258 milhões no Ministério Público da União.

No caso do Poder Executivo, onde o mecanismo do abate teto desconta os salários que hoje ultrapassam R$ 33,7 mil, o efeito seria de outros R$ 400 milhões.

Por fim, de acordo com a consultoria, o impacto seria de R$ 2,6 bilhões nos entes da federação.

A proposta foi aprovada no STF nesta quarta-feira (8).

Ainda será encaminhada ao Ministério do Planejamento, ao Congresso e para sanção presidencial.

O efeito cascata da elevação dos salários do STF se dá pelo fato de que o valor da remuneração dos ministros é o limite máximo estipulado para os salários do funcionalismo. Além disso, algumas categorias tem suas remunerações atreladas às dos ministros.

Dólar acompanha tensões externas e vai a R$ 3,80; Bolsa emenda 4º dia de queda

O dólar subiu quase 1% ante o real nesta quinta-feira (9), seguindo o fortalecimento da moeda americana no exterior em meio a tensões comerciais, mas em movimento reforçado pela cautela interna com as perspectivas políticas e fiscais do Brasil.

O dólar fechou em alta de 0,98%, a R$ 3,804. No dia, chegou a bater R$ 3,821.

Lá fora, a moeda americana avançou sobre 24 das 31 principais divisas do mundo. O receio de investidores com a disputa tarifária entre americanos e chineses foi acentuado pela decisão dos Estados Unidos de impor novas sanções à Rússia.

Já a Bolsa brasileira emendou o quarto dia seguido de queda. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, ameaçou avançar na abertura do pregão, mas fechou com perda de 0,48%, a 78.767,99 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,2 bilhões.

Internamente, o mercado não reagiu bem à proposta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de reajustar seus salários em 16,38%, o que g10eraria um impacto de cerca de R$ 4 bilhões nas contas da União e dos estados, segundo cálculo feito pelas consultorias Orçamento da Câmara e do Senado

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários