Agora você confere as principais notícias de 21/10/2018, domingo.

Bolsonaro admite chance de manter Ilan Goldfajn no Banco Central

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro,  não descartou neste sábado (20)  a possibilidade de manter o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, se for eleito.

“Não sei se ele vai ser mantido, mas o que está dando certo você tem que continuar e não vou dizer que tudo está errado no governo Temer”, disse Bolsonaro a jornalistas, no intervalo das gravações do programa de TV no Rio, acrescentando que a escolha para o BC será feita com o economista Paulo Guedes, seu escolhido para ser ministro da Economia.

Reportagem da Bloomberg desta semana revelou que Ilan vem se preparando para deixar o cargo no fim deste ano. O BC informou que não comentaria a notícia.

Promessa frequente entre candidatos à Presidência, Bolsonaro afirmou que vai trabalhar pelo fim da reeleição se for eleito no próximo dia 28.

“O que eu pretendo fazer, tenho conversado com o Parlamento também, é fazer uma excelente reforma política para acabar com o instituto da reeleição, que no caso começa comigo, se eu for eleito.”

​Ele disse ainda que o nome do astronauta Marcos Pontes está “quase certo” para comandar o Ministério de Ciência e Tecnologia.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de a Comunicação se fundir com a Educação, ele disse que essa poderia ser uma boa ideia.

Sobre a denúncia de que empresários teriam se mobilizado para uma onda de mensagens em redes sociais em seu favor e contra o petista Fernando Haddad, Bolsonaro afirmou que “não tem nada a ver com isso”.

“Eu não preciso de fake news”, disse.

Leia também: TSE abre investigação sobre Whatsapp de Bolsonaro anti-PT

Haddad chama Bolsonaro de ‘soldadinho de araque’ e critica ausência em debates

Fazendo um discurso para militantes em Fortaleza, o presidenciável Fernando Haddad (PT) chamou seu adversário no segundo turno da campanha ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), de “soldadinho de araque” e o acusou de montar uma organização criminosa para aplicar “dinheiro sujo” nas redes sociais contra o PT.

“Ele não me enfrenta porque não tem coragem de falar na minha cara o que o WhatsApp dele falou durante uma campanha inteira”, disse Haddad no ato. “Vem falar da minha família na minha cara, vem falar dos meus bens na minha cara. Vem me enfrentar, soldadinho, soldadinho de araque”, discursou.

Em sua fala, o petista citou ainda o senador eleito pelo Ceará Cid Gomes, que na última semana teceu fortes críticas ao PT na mesma cidade que Haddad visitou neste sábado. “Construímos com o governador Cid o Fundeb, foi muito importante porque injetou dinheiro na educação do Ceará para aplicar no piso nacional do magistério e fazer o Ideb do Ceará ser o maior do País hoje.”

Haddad também criticou a eventual equipe de Jair Bolsonaro. “O possível ministro da Casa Civil dele, que é tão desqualificado quanto ele, diz que ele foge de debate porque fede. Ele não mentiu porque há muito tempo isso acontece. Faz 28 anos que ele está no Congresso Nacional e só vomita barbaridades.”

Campanha de grupo desconhecido no Facebook ataca plano do ‘brexit’

A primeira-ministra Theresa May tem dificuldades para conquistar apoio ao seu plano de saída do Reino Unido da União Europeia. Agora, parte da oposição vem de uma organização desconhecida que publica anúncios para milhões de pessoas no Facebook.

Nos últimos dez meses, a organização gastou mais de £ 250 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) em anúncios que defendem uma ruptura mais severa da UE do que May planejava. Os anúncios atingiram de 10 milhões a 11 milhões de pessoas, segundo um relatório publicado no último sábado (13) por uma comissão da Câmara dos Comuns que investiga a manipulação das redes sociais nas eleições.

Os anúncios, que desapareceram subitamente nesta semana, estão ligados a sites da web para pessoas enviarem e-mails pré-escritos para seus representantes no Parlamento, expondo sua posição sobre as negociações de May e a UE.

“Nós votamos para sair da UE, recuperar o controle de nosso dinheiro e nossas fronteiras”, dizia um dos anúncios.

Quem estava por trás da campanha continua sendo um mistério. O nome ligado a ela era Mainstream Network [“rede da corrente dominante”], grupo que não parece existir na Grã-Bretanha, além dos anúncios e de um site. Não há informação no Facebook ou no site da Mainstream Network sobre quem dirige a organização.

O painel do governo, a Comissão de Digital, Cultura, Mídia e Esporte, disse que as postagens salientaram a constante dificuldade do Facebook para monitorar publicidade política em sua plataforma.

“Aqui temos um exemplo de uma organização claramente sofisticada que gasta muito dinheiro em uma campanha política, e absolutamente não temos ideia de quem está por trás dela”, disse Damian Collins, presidente da comissão, em um comunicado. “As únicas pessoas que sabem quem pagou por esses anúncios é o Facebook.”

O grupo oficial investigou o papel das redes sociais nas eleições, incluindo a influência do Facebook na acirrada votação em 2016 para sair da UE. Espera-se que divulgue um relatório completo nas próximas semanas.

Redação Dinheirama
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