Outro dia tive uma conversa boa com minha irmã, que desde o ano passado mora no interior.

Ela estava me contando o quanto, neste período, teve que aprender a deixar o ego de lado para optar pela felicidade sem rótulos.

Minha irmã é arquiteta e foi coordenadora de obras por anos, mas decidiu abandonar o estresse da profissão e dar aulas de matemática entre outras atividades.

“Percebi que até as pessoas passaram a me olhar diferente. Antes tinha um posto gerencial, de repente passei a dar aula e virei alguém comum. Mas nem ligo, estou muito mais feliz hoje”, disse ela. Belo aprendizado, pensei eu. Também contei que tive a mesma sensação quando fechei a agência e passei a trabalhar como autônoma por opção. Antes eu era a dona de uma agência, depois passei a ser apenas uma jornalista. Mas, assim como ela, sou muito feliz com o que faço e faz todo o sentido para mim pensando na vida que desejo ter.

Esse papo me levou a refletir sobre a questão do ego. Como anda o seu? Afinal, para fazer este tipo de opção, certamente é preciso agir mais com o coração do que pensando na forma como somos vistos por terceiros, você concorda?

Aplausos

O ego é, resumidamente, a essência de cada um de nós, e o grande problema de se ter um ego “inflado” demais é que existe muita dificuldade em se aprender com os próprios erros, em ser humilde para identificar a necessidade de mudanças, em reconhecer a necessidade de melhorar e até mudar de rumo, ainda que este rumo não seja tão bem visto pela sociedade em geral.

Pessoas com ego inflado geralmente não sabem perder, não ficam felizes com a felicidade alheia, e precisam estar o tempo todo recebendo elogios e reconhecimento. E é aí que está o maior problema! Em uma sociedade que adora rótulos como a nossa, parece muito mais fácil receber elogios em determinada posição do que em outra, certo? Isso impede que a pessoa de fato tome as atitudes que precisa para ser mais feliz.

Um bom exemplo de pessoas que souberam deixar o ego de lado para ir atrás da felicidade são os profissionais que tinham trabalho na área em que estudaram aqui no Brasil e de repente resolveram largar tudo, morar fora, e ganhar seu dinheiro realizando tarefas que aqui muito provavelmente não realizariam. Trabalhar com limpeza? Pet sitter? Babá de cachorro? Você teria coragem de fazer isso se pudesse ser mais feliz? Ou de forma alguma? O que pesaria na decisão: fatos concretos como a questão financeira, ou o que os outros pensariam de você?

Há também pessoas que estão numa relação de aparências, na qual não são mais felizes, mas há tanto glamour porque o parceiro é rico, bonito, e etc. Elas deveriam abrir mão desta relação em troca de mais amor e tranquilidade, mesmo sem holofotes? Muita gente não consegue. E prefere viver a vida reclamando no lugar de tomar atitudes práticas e batalhar pelo que quer, ainda que sem aplausos das pessoas ao redor. Qual o peso que o olhar dos outros têm sobre a sua própria vida? Já parou pra pensar?

O que você quer acumular?

Ultimamente, a maior parte das minhas decisões tem sido tomada considerando o que me faz bem. Penso que estando satisfeita com as coisas que faço de forma frequente, as consigo fazer muito melhor. O resultado é que fico mais feliz e menos estressada, e as pessoas ao meu redor também. É claro que optar por menos rótulos e mais bem estar também tem seu preço. Mas como tudo na vida, cabe a cada um decidir o que é melhor para si, certo? E arcar com as consequências para conquistar equilíbrio!

Eu proponho um exercício para que possamos saber o quanto manter as aparências e o ego inflado tem interferido na realização dos nossos sonhos. Tire um tempo para reflexão e responda as seguintes perguntas:

  1. Você aceita ser questionado?
  2. Você sabe ouvir mais do que falar em alguns momentos?
  3. Você culpa os outros pela falta de realização em sua vida?
  4. Você acha que a definição de sucesso é a mesma para todos?
  5. Você considera a opinião dos outros mais importante que a sua?
  6. Você precisa receber elogios para se sentir bem?
  7. Você tem coragem de contrariar o senso comum para ser mais feliz?

Pense nas respostas que daria para cada uma destas questões e depois analise-as com carinho para avaliar se você não deveria deixar o ego um pouquinho de lado e ouvir mais o coração, ok?

Como dizem, nem sempre a imagem que refletimos para o mundo  – e segundo a qual somos avaliados – é a imagem que mais nos representa e nos deixa satisfeitos internamente. Qual delas é a mais importante para você hoje? Em qual delas você investe mais na prática? Daqui um tempo, continuando da forma como está hoje, você terá acumulado o que precisa para uma vida com sentido? Vamos juntos!

Janaína Gimael
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários