Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque  é a notícia dando conta da decisão da Udacity em sair do Brasil.

Udacity encerra cursos em português e demite metade dos funcionários no Brasil

A Udacity, plataforma de cursos à distância sobre assuntos como inteligência artificial e veículos autônomos, informou quinta-feira (29), que vai encerrar os cursos em português no dia 31 de dezembro. Em nota, a empresa afirmou também que demitiu 33 funcionários, quase metade do quadro no Brasil, devido a uma reestruturação interna. Restaram 34 funcionários no escritório no País.

Quanto ao escritório em São Paulo, a empresa afirmou que ele continuará atendendo os 10 mil alunos brasileiros que usam a plataforma, pelo menos até o ano que vem. “Nada muda para os estudantes”, disse Carlos Souza, diretor-geral da Udacity no Brasil, em nota. Os alunos que já estão cadastrados em cursos em português continuarão a ter aula no idioma até o fim do curso. Não há informações sobre a continuidade do escritório em São Paulo depois que terminarem os cursos em português em andamento.

A empresa, que é conhecida como Universidade do Vale do Silício, tem parceria com grandes empresas de tecnologia como Google, Amazon e Facebook, para criar cursos que o mercado precisa.

Nos últimos meses, a Udacity demonstrava otimismo com a sua atuação no Brasil, que começou em 2016. O País é o segundo maior mercado da empresa em número de alunos, perdendo apenas para os Estados Unidos. De acordo com a Udacity, um a cada cinco alunos da plataforma são brasileiros – hoje, segundo empresa, há 10 milhões de alunos registrados em cem países.

As demissões no Brasil fazem parte de um esforço de reorganização global da Udacity, afirmou o site VentureBeat quarta-feira (28). A partir de agora até o começo de 2019, a empresa demitirá 125 funcionários do mundo todo, informou a reportagem. Depois dos cortes, apenas 330 pessoas continuarão trabalhando na empresa.

O site TechCrunch obteve um comunicado do co-fundador Sebastian Thrun, com explicações sobre a reestruturação e as demissões. “Para que que possamos dar o próximo passo e aproveitar ao máximo a oportunidade que temos pela frente, precisamos restabelecer nosso foco”, disse o executivo, pontuando que as demissões foram necessárias para atingir esse objetivo.

“Aumentaremos nossos investimentos em áreas de crescimento, como empreendimento e desenvolvimento de carreira. Estou otimista de que agora a Udacity está pronta para chegar a um próximo nível, em que mais estudantes podem aprender o que precisam para conseguir os empregos que desejam para melhorar suas vidas”, afirmou Thrun.

A Udacity é um unicórnio, nome dado a empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Em fevereiro deste ano, a empresa afirmou que mais que dobrou sua receita em 2017 – foram US$ 70 milhões no ano passado, em comparação a US$ 29 milhões em 2016.

Ataque hacker expõe dados de 500 mi de hóspedes da rede Marriott, diz jornal

A rede de hotéis Marriott, maior conglomerado global do setor, informou nesta sexta-feira (30) ter sofrido um ataque hacker e que dados pessoais de 500 milhões de hóspedes foram comprometidos, segundo notícia publicada no jornal The New York Times.

A empresa foi informada sobre a tentativa de ataque em setembro e, após uma investigação, foi confirmado o acesso não autorizado às informações. A ação pode ter ocorrido no dia 10 de setembro ou antes dele.

Foram comprometidos dados pessoais, como nome, data de nascimento, endereço, número de passaporte e e-mail de quem fez reservas desde 2014.

A invasão teria ocorrido no sistema de reservas da rede Starwood, comprada pela Marriott em 2016.

Os hackers também obtiveram dados criptografados de cartões de créditos. Segundo o The New York Times, não está claro se essas informações poderão ser usadas de algum modo.

Em comunicado, o presidente executivo da Marriott, Arne Sorenson, afirmou lamentar profundamente o incidente.

Segundo ele, a empresa não esteve à altura das expectativas de seus hóspedes e do que ela própria espera para si.

“Estamos fazendo tudo o que podemos para ajudar nossos hóspedes e aprendendo lições para melhorar no futuro”, disse.

A companhia informou as autoridades sobre o vazamento de dados e buscará clientes para informar a situação.

“Ainda estamos investigando a situação, então não temos uma lista de hotéis específicos. O que sabemos é que isso só impactou a rede da Starwood”, disse o porta-voz da Marriott, Jeff Flaherty, à Reuters.

A Marriott disse que era cedo demais para estimar o impacto financeiro da violação e que isso não afetará sua saúde financeira de longo prazo. A empresa também disse que estava trabalhando com suas seguradoras para avaliar a cobertura.

Sheryl Sandberg, diretora do Facebook, ordenou pesquisa sobre George Soros após críticas à rede social, diz jornal

A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, estava diretamente envolvida na decisão da empresa de pesquisar informações sobre o bilionário filantropo e crítico do Facebook, George Soros, informou o The New York Times.

Citando pessoas familiarizadas com o assunto que pediram anonimato para evitar retaliações, o Times informou que Sandberg solicitou especificamente informações sobre os interesses financeiros de Soros. O pedido se deu após as críticas do investidor à rede social durante o Fórum Econômico Mundial em janeiro, quando ele se referiu ao Facebook como uma “ameaça”. Diz o Times:

Sandberg, diretora de operações do Facebook, pediu as informações em um e-mail enviado em janeiro ao executivo sênior de políticas e comunicações. O e-mail veio dias depois de um discurso inflamado que Soros fez no Fórum Econômico Mundial, acusando o Facebook e o Google como uma “ameaça” à sociedade e pedindo que as empresas fossem regulamentadas.

Sandberg, que estava no fórum — mas não estava presente no discurso de Soros, de acordo com uma pessoa que compareceu — disse aos subordinados para examinar por que Soros havia criticado as empresas de tecnologia e se ele poderia ganhar financeiramente com os ataques. Na época, o Facebook estava sob crescente escrutínio pelo papel que sua plataforma desempenhara na divulgação da propaganda russa e no fomento de campanhas de ódio em Mianmar e em outros países.

O BuzzFeed News informou na quinta-feira que esse e-mail de Sandberg também foi mencionado para a reportagem. Um porta-voz do Facebook confirmou ao BuzzFeed News que a empresa “pesquisou potenciais motivações” de Soros após seus comentários em janeiro, mas não chegou a admitir que realizaria qualquer tipo de ataque subsequente ao bilionário.

“O Sr. Soros é um investidor proeminente, e analisamos seus investimentos e atividades relacionadas ao Facebook”, disse um porta-voz da empresa. “Essa pesquisa já estava em andamento quando Sheryl enviou um e-mail perguntando se o Sr. Soros havia vendido as ações do Facebook.”

Após a publicação da matéria do The New York Times sobre a decisão da empresa de contratar a empresa de pesquisa política Definers em 2017 para conduzir investigações de oposição sobre seus críticos, Sandberg inicialmente negou ter qualquer conhecimento sobre a contratação. Mas, na semana passada, em um memorando convenientemente programado para a noite anterior ao Dia de Ação de Graças, Sandberg alegou que as informações sobre a empresa podiam estar contidas em materiais que “passaram por sua mesa”.

No memorando da semana passada, o bode expiatório da empresa — o diretor de comunicações e política do Facebook, Elliot Schrage — assumiu a culpa pela contratação da Definers, bem como pelas consequências das revelações feitas na matéria publicada pelo Times.

“A responsabilidade por essas decisões é da liderança da equipe de comunicações. Sou eu”, ele disse. “Mark [Zuckerberg] e Sheryl confiaram em mim para gerenciar isso sem controvérsia.”

Mas novas reportagens novamente questionam as motivações e o envolvimento do segundo nome na chefia do Facebook. Aparentemente, mais informações parecem sugerir que os chefes da empresa, que haviam negado qualquer conhecimento dos ataques do Facebook a seus críticos, podem saber mais do que eles estão deixando transparecer.

Redação Dinheirama
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