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Bolsonaro fará extraordinário governo, afirma Temer

Em afago ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o presidente Michel Temer disse na sexta-feira (14) que tem absoluta certeza que seu sucessor e sua equipe farão um governo extraordinário.

“Não só pelo que revelaram nas suas falas, mas pela história de Bolsonaro e dos que compõem sua equipe”, afirmou na cerimônia de lançamento do submarino Riachuelo, no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

Temer também defendeu o legado de seu governo, dizendo que conseguiu virar o jogo e superar a crise econômica que atingiu a administração de sua antecessora, Dilma Rousseff (PT), por meio de uma agenda de reformas que está “modernizando” o país.

Bolsonaro também participou da cerimônia, mas não discursou. Em meio à polêmica envolvendo Fabricio Queiroz, seu amigo e ex-assessor de seu filho Flávio, o presidente eleito decidiu não falar com a imprensa. Em relatório, o Coaf identificou movimentações financeiras atípicas na conta de Queiroz.

Funcionários de Flávio Bolsonaro repassaram até 99% dos salários

Uma análise na movimentação financeira de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, mostra indícios de que pelo menos uma funcionária pode ter depositado em sua conta o equivalente a quase tudo que recebeu na Casa no período agora sob investigação. Foi esse o caso de Nathalia Melo de Queiroz, filha do ex-servidor que, no período investigado, repassou a ele R$ 97.641,20, hipotético crédito mensal médio de R$ 7.510,86.

A quantia equivale a 99% do pagamento líquido da Alerj a Nathalia em janeiro de 2016, segundo a folha salarial do Legislativo fluminense. Como não há dados sobre a movimentação financeira total de Nathalia, não é possível dizer com certeza que o dinheiro teve como origem exclusivamente os pagamentos da Alerj.

Os cálculos são por aproximação. Para fazê-los, o jornal O Estado de São Paulo usou o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da Operação Furna da Onça e consultou a folha salarial da Casa.

O órgão federal mostrou que no período investigado Nathalia transferiu os R$ 97.641,20 para a conta do assessor de Flávio. A cifra foi dividida pelos treze meses investigados para obter a média mensal, que foi comparada com três valores. Um foi o pagamento líquido recebido em janeiro de 2016 por Nathalia na Alerj: R$ 7.586,31. No confronto com o bruto, R$ 9.835,45, chegou-se a um repasse de 77,14%. Cotejada com a renda usada pelo Coaf, R$ 10.502,00, o porcentual foi de 72,23%.

A renda considerada pelo Coaf, possivelmente, incorpora valores que não constam da folha de janeiro da Alerj ou rendimentos obtidos por Nathalia de outras fontes. Todos as cifras, porém, mostram porcentuais altos de repasse.

Nathalia trabalhou na Alerj de setembro de 2007 a dezembro de 2016. Depois foi trabalhar como assessora no gabinete parlamentar do hoje presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na Câmara dos Deputados. Foi exonerada em 15 de outubro, mesmo dia em que seu pai foi desligado do gabinete de Flávio. Oficialmente, o motivo foi a aposentadoria de Queiroz como PM. Reportagem publicada nesta sexta-feira, 14, pela Folha de S. Paulo mostrou que Nathalia, enquanto era funcionária, trabalhava como personal trainer no Rio.

O deputado tem se defendido, afirmando não ter cometido nenhuma irregularidade. O presidente eleito já disse que caberá a Queiroz explicar sua movimentação financeira – de mais de R$ 1,2 milhão no período.

Outra servidora que repassou a Queiroz grande parte do que recebeu foi Márcia Oliveira de Aguiar, mulher do ex-assessor. Os valores somam R$ 52.124,00 – uma média (total dividido por treze meses) de R$ 4.009,23. Isso não quer dizer que tenham sido feitos rigorosamente repasses mensais – o documento do Coaf não traz esse detalhe –, mas permite afirmar que Márcia repassou porcentuais que equivalem de 31% a 46% do que recebeu por mês no período.

Outra servidora, Luiza Souza Paes, fez transferências equivalentes a porcentuais que variam de 24,8% a 33,5% do salário no período. Sua renda, segundo o Coaf, era de R$ 3.479 mensais e a transferência média era de R$ 863,53. Já Jorge Luís de Souza, que tinha salário bruto de R$ 5.486,76, fez depósito mensal médio de R$ 1.573,46 – porcentuais respectivos de 7,69%, 28,67% e 32,46%.

Trump tem nova baixa no governo com a saída de seu Secretário do Interior

O secretário de Interior dos Estados Unidos, Ryan Zinke, deixará o cargo no fim do mês, anunciou o presidente Donald Trump no sábado (15).

Zinke é a mais recente baixa do governo Trump, que no momento sofre para encontrar um novo chefe de gabinete.

“Ryan conquistou muito em sua passagem e quero agradecê-lo por seu serviço a nossa nação”, disse Trump em seu perfil no Twitter. “O governo Trump anunciará o novo secretário de Interior na próxima semana.”

O presidente não explicou a razão para a saída de Zinke.

Já o secretário afirmou em sua carta de demissão, obtida pela agência de notícias Associated Press, que os ataques “viciosos e motivados politicamente” contra ele “criaram uma infeliz distração” no cumprimento da sua missão.

Zinke, ex-fuzileiro-naval e ex-congressista de Montana, é alvo de questionamentos sobre o uso de seu aparato de segurança, a contratação com verba federal de voos fretados para fins pessoais e possíveis conflitos de interesse no exercício do cargo.

Ele chegou a se defender diante de audiência no Capitólio em março pelo uso de aviões fretados em várias viagens que não teriam relação com o cargo, entre elas a Montana, ao Alasca e às Ilhas Virgens americanas. Ele descreveu o questionamento de suas viagens como “insinuações” e disse que seu predecessor no departamento também fez viagens pagas pelos contribuintes.

O futuro ex-secretário também é investigado por deixar sua mulher, Lola, andar em veículos governamentais com ele, o que é proibido por lei, e por gastar mais de US$ 25 mil para a segurança do casal durante uma viagem a Turquia e Grécia.

Na carta datada deste sábado, o secretário diz que as acusações são mentirosas e que, para alguns, a verdade já não importa mais.

Redação Dinheirama
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