Agora você confere as principais notícias de 04/01/2019, sexta-feira.

Governo Bolsonaro diz que identificou ‘movimentação incomum’ de gastos e nomeações de Temer

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou na quinta-feira (3) que o governo identificou “uma movimentação incomum de exonerações e nomeações e recursos destinados a ministérios” no apagar das luzes da gestão Michel Temer (MDB) e quer a revisão delas.

Após o encontro do presidente Jair Bolsonaro e do vice-presidente, general Hamilton Mourão, com os 22 novos ministros, nenhuma medida concreta foi anunciada.

Segundo o chefe da Casa Civil, foi solicitado que todos os ministros repassem os atos e os gastos dos últimos 30 dias para elaborarem um relatório a pedido de Bolsonaro.

“O alto volume causou estranheza”, afirmou Onyx, depois de quase três horas de reunião. “O presidente pediu para verificar para onde foi o dinheiro, por que e se tem suporte para ter sido feito.”

Onyx anunciou ainda que o governo pretende chamar de “Casa Brasil”, um modelo que consiste em reunir toda a estrutura da administração direta nos estados e capitais em um único local.

O objetivo é, segundo ele, permitir a venda dos imóveis ociosos. “A União tem próximo de 700 mil imóveis e ainda aluga espaço”, afirmou. “É um contrassenso absoluto.”

O ministro, no entanto, não disse qual será a economia com a iniciativa.

Onyx disse também que “faltou coragem” a Temer para “limpar a casa” antes do fim do mandato e demitir servidores supostamente ligados ao PT.

Essa foi a maneira de o ministro justificar a exoneração de 320 funcionários de cargos de confiança vinculados à sua pasta, que passarão a partir de agora por uma triagem para que o novo governo identifique quem foi indicado durante as gestões Lula e Dilma Rousseff. Estes, segundo ele, devem ser demitidos definitivamente. Os outros poderão ser readmitidos nas suas funções.

“Precisamos ter a coragem de fazer o que talvez tenha faltado ao governo que terminou no dia 31 [de dezembro de 2018], de, logo de início, limpar a casa”, disse Onyx após a primeira reunião ministerial de Bolsonaro como presidente.

“É o único jeito de poder tocar nossas ideias e nossos conceitos, fazer aquilo que a sociedade brasileira decidiu por maioria. Dar um basta nas ideias socialistas e comunistas que, por 30 anos, nos levaram a esse caos”, completou.

Mais uma vez, Onyx adiou a divulgação das prioridades do novo governo —agora, para a próxima terça-feira (8)— e se ateve a medidas de pouco efeito prático para a redução de gastos, porém, afinadas ao discurso político que elegeu o presidente.

Ele disse que a exoneração de mais de 300 servidores da Casa Civil para “despetizar a administração pública”, como definiu, foi tomada como exemplo pelo governo.

“Todos os ministros estão autorizados a proceder de maneira semelhante ou ajustada a cada uma das pastas”, afirmou.

Sem dar detalhes sobre Previdência, Onyx afirma: ‘Nós vamos fazer a reforma’

Apesar da preocupação de empresários e agentes do mercado financeiro com a ausência de detalhes sobre a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Congresso Nacional pelo novo governo, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se negou a comentar qualquer aspecto do texto que está sendo construído pela equipe econômica. “Só uma palavra sobre Previdência: nós vamos fazer a reforma. Próxima pergunta”, disse após ser questionado sobre o tema.

Pouco antes, Lorenzoni havia se limitado a dizer que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está preparando junto com sua equipe uma apresentação que será feita ao presidente Jair Bolsonaro “amanhã ou na próxima semana”.

Como demonstrou o jornal O Estado de São Paulo na quinta-feira (3), o empresário Winston Ling, primeiro a se encontrar com Bolsonaro após a posse, sugeriu nesta quarta-feira (2), a integrantes da equipe de governo uma ofensiva ousada de comunicação para explicar as necessidades da reforma da Previdência antes das ações do Planalto no Congresso. “Eu acho que isso não está bem explicado para o público.”

Em seu discurso de transmissão do cargo, Guedes falou da importância da Previdência, mas citou que, sem a aprovação da reforma, a saída é desvincular o Orçamento.

Nos últimos dias, integrantes do núcleo duro do governo têm fornecido informações desencontradas. Enquanto o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano, afirmam que a ideia é partir da proposta já em tramitação no Congresso Nacional, Lorenzoni disse ontem que o texto (apresentado originalmente pelo governo do ex-presidente Michel Temer) não será aproveitado.

Quando confrontado sobre se o novo governo estaria então disposto a enfrentar todo o rito de tramitação de uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que inclui passagem pelas comissões, o ministro da Casa Civil disse apenas que nada estava decidido.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, também indicou nesta quarta-feira, 2, que o caminho deve incluir o aproveitamento da proposta já em tramitação para ganhar tempo nas negociações.

Uma das alternativas é apresentar uma nova PEC e apensá-la à que já existe para viabilizar uma votação diretamente no plenário da Câmara dos Deputados, sem passar pelas comissões.

Bolsa brasileira renova recorde apesar de exterior negativo

A Bolsa brasileira renovou máxima histórica na quinta-feira (3), apesar do pessimismo disseminado no exterior pela queda nas ações da Apple.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 0,60% e fechou o dia a 91.564 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20 bilhões, acima da média diária do último ano.

O dia foi de forte oscilação de preços, e o mercado chegou a passar boa parte do pregão no negativo, contagiado pelo exterior. A guinada para o azul ocorreu ao final da sessão.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que Paulo Guedes (Economia) planeja apresentar a reforma da Previdência até a próxima segunda (7), o que deixou o mercado financeiro animado.

O ganho, porém, foi contido pelo exterior turbulento. As ações da Apple são negociadas em queda próxima de 10% após a companhia estimar receita menor no primeiro trimestre fiscal de 2019, encerrado em dezembro. A empresa divulga resultados no final do mês.

Em uma carta a investidores, Tim Cook, presidente da empresa, listou quatro motivos para o corte na projeção, o principal deles a redução das vendas no mercado chinês.

A revisão de estimativas da Apple, que em agosto chegou a valer US$ 1 trilhão (R$ 3,75 trilhões), materializa o temor de investidores de uma desaceleração da economia global.

As Bolsas americanas recuavam mais de 2% próximo do fim do pregão.

O dólar caiu ante o real em um dia de descolamento do cenário externo, ainda alimentado pelo otimismo com o início do novo governo.

A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 3,7540 (-1,46%), no menor patamar desde a metade de novembro.

Democrata Nancy Pelosi é eleita presidente da Câmara dos Deputados nos EUA

A Câmara os Representantes dos Estados Unidos elegeu na quinta-feira (3), a deputada democrata Nancy Pelosi, da Califórnia, como sua nova presidente. Ela volta ao cargo, que exerceu entre 2006 e 2010 depois de ter garantido o voto de 218 deputados.

Pelosi superou divisões dentro do próprio partido, onde uma ala mais jovem pretendia apoiar uma liderança mais nova.

No comando da Casa, caberá a ela definir a pauta legislativa, bem como intimar depoimentos e documentos relacionados a investigações de ações do Executivo.

O primeiro desafio da nova presidente do Legislativo será destravar o fechamento parcial do governo americano, que vive um impasse há dias diante da recusa democrata em autorizar o financiamento de um muro entre o México e os Estados Unidos, como quer o presidente Donald Trump, no valor de US$ 5,6 bi.

Redação Dinheirama
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