Agora você confere as principais notícias de 07/01/2019, segunda-feira.

Governo Bolsonaro prepara pente-fino em todos os benefícios pagos pelo INSS

O governo Jair Bolsonaro planeja enviar ao Congresso Nacional uma MP (medida provisória) que revê regras previdenciárias para deflagrar um pente-fino em todos os benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Para viabilizar a operação, a MP estabelecerá o pagamento de um bônus de R$ 57,50 a técnicos e analistas do seguro social que identificarem irregularidades em aposentadorias e pensões.

A medida provisória será apresentada pelo governo Bolsonaro como um conjunto de ações para aperfeiçoamento e modernização da legislação.

A expectativa é que as novas regras possam gerar uma economia de R$ 9,3 bilhões em um ano, já descontados os pagamentos dos bônus.

O valor corresponde a 4,2% do déficit previsto no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) para este ano. É um valor ínfimo perto de um rombo total que deve bater em R$ 220 bilhões.

Quem acompanha o trabalho, porém, defende que a MP terá o efeito de funcionar como uma espécie de ação moralizadora, para melhorar a organização do INSS, corrigir distorções legais e coibir fraudes enquanto se finaliza uma proposta mais ampla de reforma da Previdência.

Pela medida provisória, entram na mira dos fiscais a pensão por morte, a aposentadoria rural e o auxílio-reclusão.

Trump se diz otimista com negociações comerciais com a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou otimismo sobre as negociações comerciais com a China, num momento em que autoridades norte-americanas são esperadas em Pequim para conversas que visam amenizar a batalha comercial entre os dois países.

“Eu realmente acredito que eles querem fazer um acordo. As tarifas prejudicaram muito a China”, disse Trump no domingo (6), quando comentou ter falado recentemente com o presidente chinês, Xi Jinping.

China e EUA vão retomar negociações para tentar encerrar guerra comercial

Depois de vários aumentos nas tarifas de ambos os lados, os líderes concordaram em 1º de dezembro em postergar novas altas. Autoridades americanas devem chegar a Pequim nesta segunda-feira.

Os governos dos EUA e da China enfrentam pressão para chegar a um acordo. O crescimento econômico chinês diminuiu a 6,5% no trimestre encerrado em setembro. O crescimento do terceiro trimestre nos EUA foi de 3,4% e o desemprego está no nível mais baixo en cinco décadas, mas pesquisas mostram que a confiança do consumidor está enfraquecendo devido a preocupações com o crescimento.

Ganho com royalties do petróleo pode ser recorde em 2018

Com a recuperação dos preços do petróleo durante 2018, a projeção é que a arrecadação com os royalties cobrados das petroleiras fechará o ano com recorde histórico. E a perspectiva é de novo aumento em 2019, ano em que o volume de óleo produzido no país deve saltar mais de 10%.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), até novembro, as petroleiras que operam no país recolheram R$ 50,2 bilhões em royalties e participações especiais —espécie de imposto de renda cobrado de campos com grande produção de petróleo e gás.

São quase R$ 3 bilhões a mais do que o recorde anterior, atingido em 2014, de R$ 47,3 bilhões (corrigidos pela inflação). Até o fim do ano, a arrecadação de 2018 deve chegar a R$ 52 bilhões, segundo projeção do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

A alta reflete a valorização das cotações internacionais, que subiram em média 39% nos primeiros nove meses, em comparação com o mesmo período do ano anterior —dado relativo ao Brent, negociado em Londres e usado como referência internacional.

O cenário ajudou a compensar a pequena queda na produção de petróleo do país, de 1,7% até novembro.

A evolução da produção em campos de grande produtividade também ajudou: até novembro de 2018, a receita com a participação especial, que historicamente registra volumes semelhantes aos dos royalties, somou R$ 29,6 bilhões, quase R$ 10 bilhões a mais do que a dos royalties e 37% acima do registrado em 2017.

A Petrobras iniciou operações em quatro plataformas em 2018. Até o fim de 2019, são esperadas mais quatro, elevando a produção nacional para cerca de 3,1 milhões de barris por dia, segundo projeção do CBIE.

Redação Dinheirama
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