Agora você confere as principais notícias de 09/01/2019, quarta-feira.

Filho de Mourão vira assessor do presidente do Banco do Brasil e triplica salário

Antonio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, será assessor especial do presidente do Banco do Brasil. A promoção foi confirmada pela assessoria do banco.

Com o novo cargo, ele mais que triplicará seu salário, passando a ganhar R$ 36,3 mil por mês. A nova função equivale a um cargo de executivo.

Funcionário de carreira do banco há 18 anos, Rossell Mourão vinha atuando havia 11 anos como assessor na área de agronegócio da instituição, ganhando cerca de R$ 12 mil mensais.  Sua mulher, Silvia Letícia Zancan Mourão, também é funcionária do banco.

Na presidência, continuará exercendo a mesma função mas aconselhando o presidente do banco, Rubem Novaes, diretamente.

A forma como o filho de subiu na carreira foi considerada inusual por funcionários. A ascensão, segundo eles, costuma ser progressiva.

O vice-presidente compareceu à posse de Rubem Novaes na segunda-feira (7) na sede do banco, em Brasília. Mourão não foi à posse do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Segundo o estatuto do BB, o presidente tem direito a nomear três assessores especiais. Pela tradição, ele se cerca de especialistas na área jurídica, de comunicação e do agronegócio.

Procurado pelo jornal Folha de São Paulo, o vice-presidente disse que seu filho atua há anos na instituição financeira e que tem uma trajetória sólida para a nova posição.

Segundo Mourão, por não ser filiado ao PT, Rossell foi ameaçado e perseguido em gestões passadas, perdendo inclusive vaga de garagem no banco estatal. “Quando o vento era outro, ele era prejudicado. Agora, que o vento é a favor, ele foi favorecido por suas qualidades”, disse.

‘Está tudo em aberto’, diz Onyx sobre reforma da Previdência

Ostentando uma caixa de chocolates para “adoçar” a relação com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a proposta de reforma da Previdência, uma das discussões mais espinhosas no governo hoje, ainda está em aberto.

Onyx chegou na tarde de terça-feira (8), à sede do Ministério da Economia para um encontro com Guedes e técnicos que trabalham na elaboração da proposta. É incomum o chefe da Casa Civil sair do Palácio do Planalto para se encontrar com outro colega de Esplanada.

O gesto ocorre depois de uma série de desencontros entre a ala política e econômica do governo, incluindo a questão da Previdência. “Nunca tive briga com Paulo Guedes”, afirmou Onyx.

O ministro da Casa Civil disse que a proposta de reforma deve ser apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na próxima semana. Questionado sobre definições na regra de transição, ele disse que “está tudo em aberto”, pois as equipes técnicas apresentarão as suas defesas em torno das regras.

Apesar disso, o ministro reconheceu que a fala do presidente sobre idades mínimas “tem muita força”. Em entrevistas na semana passada, Bolsonaro defendeu idades mínimas de 57 anos para mulheres e 62 anos para homens até 2022.

A proposta preocupou economistas e agentes do mercado por indicar uma duração mais breve da reforma, apenas para o mandato de Bolsonaro. Caberia ao próximo presidente continuar ajustando as regras. Onyx defendeu, porém, que Bolsonaro quis indicar que a reforma será “muito humana” e disse que o governo vai construir um novo caminho para a Previdência dos mais jovens.

Renda fixa corresponde a 89% das emissões no mercado de capitais em 2018

As ofertas de renda fixa responderam por 89% das emissões no mercado de capitais em 2018, informou na terça-feira  (8), a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Do total de R$ 223,7 bilhões em emissões no ano, R$ 199,6 bilhões foram nessa modalidade.

As demais captações do período, em renda variável e em fundos imobiliários, representaram 5% e 6% do montante, respectivamente.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, em seu primeiro discurso à frente do cargo, citou a necessidade de correção de desequilíbrios no mercado. “Vamos vender ativos, desacelerar a dívida, talvez controlemos nominalmente essas despesas. Deixa de ser a asfixia de recursos para saúde, educação, cidadania, e o Brasil deixará de ser paraíso do rentista e inferno para empreendedores”, afirmou.

Segundo a Anbima, o destaque na renda fixa foram as debêntures. Mais de 300 operações com esses títulos somaram R$ 140 bilhões no ano – recorde para a série histórica da Anbima, iniciada em 2002. Entre esses papéis, os de infraestrutura também apresentaram o maior volume desde o lançamento em 2011: R$ 23,6 bilhões, a partir de 62 emissões. Em relação a 2017, o avanço das debêntures de infraestrutura foi de 160%.

“Vale salientar a crescente participação dos investidores institucionais nas ofertas de debêntures. O movimento começou em 2017 e se manteve no ano passado, ainda que com menor força. Isso indica que esses agentes, em sua maioria os fundos de investimento, continuam interessados em alocar recursos nos títulos corporativos”, afirma em nota o vice-presidente da Anbima, José Eduardo Laloni.

Considerando os demais produtos de renda fixa, as notas promissórias e as letras financeiras também cresceram em 2018 na comparação ao ano anterior: registraram R$ 28,2 bilhões e R$ 6 bilhões, altas de 4,9% e 98,5% sobre 2017. Já os Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRAs) movimentaram no ano R$ 12,7 bilhões, R$ 7,2 bilhões e R$ 5,8 bilhões, respectivamente.

Na renda variável, foram R$ 11,3 bilhões emitidos em 2018 a partir de três IPOs (ofertas iniciais de ações, na sigla em inglês) e três follow ons (ofertas subsequentes de ações). O resultado ficou abaixo do registrado em 2017 (R$ 40,1 bilhões), mas superou o desempenho de 2016 (R$ 10,7 bilhões).

Já os fundos imobiliários (produtos considerados híbridos entre renda fixa e variável) movimentaram R$ 12,8 bilhões em 80 operações.

A Anbima informa ainda que no mercado internacional, as empresas brasileiras captaram US$ 15,3 bilhões em 2018, a partir de ativos de renda fixa, exclusivamente.

EUA aplicam sanções contra venezuelanos suspeitos por esquema de R$ 9 bi

A poucos dias do início do contestado segundo mandato do ditador Nicolás Maduro, o Departamento do Tesouro americano anunciou na terça-feira (8) sanções contra cidadãos e empresas da Venezuela que estariam envolvidos em um esquema de corrupção baseado em operações cambiais irregulares.

Segundo o escritório de controle de ativos estrangeiros do Tesouro dos EUA, o esquema, que operava desde 2008, buscava tirar vantagem das práticas cambiais do governo venezuelano. Com o mecanismo, foram gerados cerca de US$ 2,4 bilhões (R$ 9 bilhões) em rendimentos considerados fruto de corrupção.

As sanções serão aplicadas contra sete pessoas, entre elas a ex-secretária do Tesouro venezuelana Claudia Díaz Guillén —que atuou entre 2011 e 2013, ainda no governo de Hugo Chávez— e o empresário Raúl Gorrín, presidente do canal privado de televisão Globovisión. Eles teriam subornado o Tesouro venezuelano para conduzir operações cambiais irregulares na Venezuela.

Foram ainda acionadas 23 entidades pelo papel no esquema de corrupção, e uma aeronave foi confiscada. O Tesouro congelou propriedades sob a jurisdição americana e os cidadãos do país foram proibidos de fazer negócios com os sancionados.

“Pessoas de dentro do regime venezuelano pilharam bilhões de dólares da Venezuela enquanto o povo venezuelano sofre. O Tesouro está mirando a rede de conversão cambial que era outro esquema ilícito que o regime venezuelano usou por muito tempo para roubar sua população”, afirmou, em comunicado, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

Ele afirmou ainda que as ações contra o esquema corrupto de conversão de moedas expõem “práticas deploráveis” que infiltrados no regime venezuelano usaram para se beneficiar às custas da população do país.

Redação Dinheirama
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