Agora você confere as principais notícias de 10/01/2019, quinta-feira.

Bolsa sobe 1,7% e fecha acima de 93 mil pontos pela 1ª vez na história

Embalados pela perspectiva favorável de uma reforma da Previdência mais contundente, aliada a um dia de bom humor nos mercados internacionais, os investidores deflagraram ordens de compra na quarta-feira (9), levando o Ibovespa a renovar máxima histórica por mais um fechamento consecutivo.

O principal índice do mercado acionário brasileiro fechou aos 93.613,04 mil pontos, em alta de 1,72% com giro financeiro de R$ 16,4 bilhões. Na máxima do pregão, o recorde foi de 93.635,82 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar teve novo dia de queda e fechou no menor valor desde 26 de outubro do ano passado, quando estava em R$ 3,65. A desvalorização refletiu principalmente a fraqueza da moeda americana no exterior, mas também foi influenciada por expectativas positivas do investidor doméstico. O real foi a divisa de país emergente que mais caiu perante o dólar, considerando uma cesta das 24 principais moedas mundiais. O dólar à vista fechou o dia em R$ 3,6833, com queda de 0,92%.

Analistas notam que o movimento altista ocorre sem a presença maciça dos investidores estrangeiros, que ainda ensaiam a entrada na renda variável local. Segundo a B3, em janeiro, os investimentos de não-residentes acumulam saldo negativo de R$ 1,917 bilhão.

Do ponto de vista local, fundos de investimento multimercado e de ações compram posições com o noticiário apontando o que acham ser maior probabilidade de a reforma mais importante para o lado fiscal passar.

O pregão teve início no positivo, refletindo as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, no sentido de as novas regras contemplarem a capitalização e outras medidas mais duras. Depois, a continuidade da aglutinação de partidos em apoio declarado à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Os partidos que se juntaram ao bloco somam 247 deputados. Para ganhar em primeiro turno, Maia precisa da maioria absoluta dos votos (257). Recentemente, ele disse que a reforma da Previdência é sua prioridade.

O dólar operou em queda durante todo o dia e já pela manhã caiu abaixo do nível de R$ 3,70. Foi a primeira vez que a moeda fechou abaixo desse nível desde 1º de novembro de 2018. Só em 2019, a moeda americana já caiu 5%. Operadores observaram entrada de capital externo, o que ajudou a retirar pressão no câmbio.

A queda do risco-país, medido pelo Credit Default Swap (CDS), que recuou para 177 pontos, foi outro fator a contribuir para o desempenho positivo do real. As taxas do CDS foram negociadas nesta quarta-feira no menor nível desde abril do ano passado.

Toffoli mantém voto secreto em eleição na Câmara e indica desfecho do caso no Senado

O presidente do STF, Dias Toffoli, rejeitou na quarta-feira (9) pedido do deputado eleito Kim Kataguiri (DEM) para que a escolha do próximo presidente da Câmara seja por votação aberta, garantindo o escrutínio secreto aos parlamentares.

Com isso, ele indica que deverá adotar a mesma posição com relação ao Senado, derrubando decisão do colega Marco Aurélio Mello que impôs o voto aberto naquela Casa.

Em sua decisão, Toffoli diz que a atuação do Legislativo deve ser “resguardada de qualquer influência externa, especialmente de interferências entre Poderes”.

“De fato, conquanto se possa abordar a necessidade de transparência da atuação do parlamentar frente a seus eleitores, de outro lado não se pode descurar da necessária independência de atuação do Poder Legislativo face aos demais Poderes, em especial – pela relação de complementariedade dos trabalhos – face ao Poder Executivo”, explicou o ministro.

Para Toffoli, “por se tratar de ato de condução interna dos trabalhos, ou seja, interna corporis, o sigilo dessa espécie de votação, também no âmbito do Poder Judiciário, se realiza sem necessidade de que os votos sejam publicamente declarados”, ressaltou o ministro.

Federal Reserve expressa incerteza quanto ao rumo dos juros nos Estados Unidos

Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) apontaram maior incerteza quanto ao futuro da política monetária nos Estados Unidos na reunião de dezembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), indicou a ata do encontro, divulgada nesta quarta-feira. “Os membros concordaram que o momento e o tamanho dos futuros ajustes na taxa de juros dependeriam de sua avaliação das condições econômicas realizadas e esperadas em relação aos objetivos máximos de emprego e de inflação”, indicou o documento.

A ata relata que os dirigentes reiteraram que a avaliação mais cautelosa levaria em conta uma ampla gama de informações, incluindo medidas de condições do mercado de trabalho, indicadores de pressão inflacionária e expectativas de inflação, e leituras sobre os desenvolvimentos financeiros e internacionais. Os formuladores de políticas do Fed ainda notaram um contraste entre a força dos dados recebidos pelo FOMC e preocupações dos mercados, além de registrarem um estreitamento das condições financeiras com a queda do preço das ações e avaliaram que poderiam ser pacientes ao definir a política da instituição.

A preocupação dos mercados com a economia global foi o principal fator para a mudança no rumo dos negócios, na avaliação dos dirigentes do Fed. Eles notaram, ainda, que há mais preocupações das empresas com a economia global e indicaram que é importante avaliar os riscos antes de novas mudanças nas taxas de juros. De acordo com a ata, os riscos estão balanceados, mas houve um crescimento dos riscos negativos à economia.

Vários dirigentes observaram, também, uma contínua fraqueza no mercado imobiliário, mas enfatizaram que o investimento fixo das empresas permaneceu sólido, apesar de uma desaceleração, e que as condições do mercado de trabalho permaneceram fortes, enquanto houve uma melhora na participação da força de trabalho nos EUA.

Ainda no documento, o Fed notou que, fora dos EUA, o crescimento econômico continuou em ritmo moderado no terceiro trimestre de 2018, enquanto a recuperação dos emergentes compensou a desaceleração nas economias avançadas, cuja fraqueza refletiu fatores temporários, na avaliação dos dirigentes. De acordo com a ata, a recuperação econômica no Brasil e no México balanceou o desaquecimento na China e na Índia, enquanto os dados do quarto trimestre mostraram consistência com a moderação da economia fora dos EUA.

Trump abandona reunião com democratas e chama encontro de perda de tempo

O presidente Donald Trump abandonou uma reunião com democratas nesta quarta-feira (9) para tentar resolver o impasse sobre o financiamento ao muro que ele quer construir no México, segundo o líder democrata Chuck Schumer. Em uma rede social, o republicano chamou o encontro de “total perda de tempo.”

A falta de consenso entre os dois lados deixa o governo americano parcialmente paralisado há 19 dias –são 800 mil funcionários de licença ou trabalhando sem receber e parques nacionais fechados, entre outros efeitos.

Nesta quarta, ambos os lados tiveram nova reunião para tentar conciliar posições. Havia pouca esperança de que isso acontecesse, depois do pronunciamento à nação feito pelo presidente na noite de terça (8), no qual ele condicionou a reabertura do governo à liberação da verba pro muro –opção descartada imediatamente pelos democratas.

E a esperança de acordo durou pouco. Segundo Schumer, “infelizmente o presidente simplesmente levantou e saiu andando.”

“Ele perguntou a [presidente da Câmara, Nancy] Pelosi, você concorda com meu muro? Ela disse que não. E ele levantou e disse “então não temos nada a discutir” e saiu andando. De novo, vimos uma birra porque ele não conseguiu o que queria e ele só saiu andando do encontro”, descreveu o senador democrata.

Schumer afirmou que os democratas querem alcançar um acordo com o presidente e que já apresentaram sua proposta, “que está na sua mesa há algumas semanas”. Ele qualificou a atitude de Trump como “imprópria” para um presidente.

O republicano, por sua vez, qualificou o encontro como “total perda de tempo.”

Redação Dinheirama
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