Boa hora para rever planos financeiros e investimentosO Natal vem chegando. Se posso dar minha opinião, mais consumista que propriamente momento de confraternização e comunhão de valores, mas vem chegando. Por aqui, a data é lembrada também por outras duas coisas igualmente importantes: 1) é chegada a hora de rever o ano que se encerra, aprender com os erros e desenhar o futuro; e 2) a proximidade com meu aniversário – que, aliás, é hoje! Fazer aniversário perto do Natal é, para uma criança, razão para menos presentes. Mas, superado o trauma, aproveito a data para coisas muito produtivas.

Ao ler a última página do caderno “Dinheiro” da Folha de S. Paulo de ontem, cheguei à conclusão de que o Natal de muitos investidores[bb] também será marcado como um momento de reavaliar suas atitudes e decisões, especialmente aquelas envolvidas com o dinheiro e o planejamento financeiro.

“A crise financeira deitou no divã. Angustiado, o grande investidor, ex-‘dono do mundo’, empenha-se em administrar a quebradeira pessoal pensando pela primeira vez em algo que não seja dinheiro”

Assim começa a reportagem assinada por Paulo Sampaio, cuja manchete é “Mercado no divã” (assinantes UOL podem lê-la clicando aqui). Como eu disse, é hora de repensar algumas coisas. Como já costumo fazer desde que conheci os ensinamentos do consultor Gustavo Cerbasi[bb], aproveito o dia de meu aniversário como se ele fosse um feriado mundial, voltando toda a minha energia para um rico levantamento sobre as metas alcançadas no ano, os objetivos para o ano que chega e uma minuciosa avaliação do plano de investimentos de curto, médio e longo prazos.

Em suma, hoje é dia de pensar e repensar aquilo que é meu, tudo o que fiz e faço por mim, mas também de fazer contas, acertar o rumo e preparar o emocional para os novos desafios. A tarefa, que muito poucos encaram, tomou toda a manhã de hoje e parte da tarde. Mas o sentimento é ótimo.

O ano da crise e do revés na Bolsa
Como você deve imaginar, a primeira coisa que fiz foi reavaliar meus investimentos em ações[bb]. Apesar do péssimo ano, minha estratégia de investimentos em renda variável mudará muito pouco. Diminuirei minha exposição em algumas small caps e concentrarei mais recursos em empresas de médio porte, objetivando a diferenciação no longo prazo.

Ah, sim,  liquidei minha posição também em construtoras e manterei o foco nos setores mais relacionados ao consumo interno e às commodities. Decidi que 2009 será um ano do tipo “feijão com arroz” no que se refere ao investimento em bolsa de valores. Apesar da estratégia agressiva no que diz respeito ao patrimônio em ações, decidi agir de forma conservadora. Nada de inventar.

Como fica o perde e ganha?
Como não investi as economias de curto prazo em ações e nem tampouco entrei desesperado quando a euforia era claramente maior que a razão, estou tranqüilo. Perdi, mas não perdi. Perdi como parte de um plano de longo prazo. Perdi com a desvalorização, mas não me desfiz de quase nenhum ativo. Como o resgate deste dinheiro está previsto apenas para 2020, creio que ainda poderei recuperar-me bem deste abismo criado com a crise. Aliás, confesso que aproveitei o momento e comprei mais. Então já perdi, já ganhei.

O importante, como aponta a matéria da Folha, é saber que existem basicamente dois tipos de perdedores:

  • O perdedor que supervaloriza a perda – pela importância que dava a tudo o que tinha;
  • O perdedor que sempre considerou tudo o que tinha “um direito natural”, indiscutível.

Trata-se de uma avaliação criada e utilizada por psicanalistas, psicanalistas e terapeutas para diagnosticar e colaborar com a reeducação sócio-emocional de investidores que perderam enormes somas de dinheiro. Milhões mesmo. O alerta serve para que possamos dar a correta dimensão ao dinheiro[bb] que temos e à maneira com que o investimentos e planejamos nosso futuro.

Não quero crer que minhas justificativas são apenas disfarces para minhas decisões, portanto procuro agir mais que reclamar. Neste sentido, o dia de hoje, especial por conta do meu aniversário, serve bem para que eu possa estabelecer estas prioridades e avaliar a condução de meus planos. Serve como um desfecho oficial de 2008. Pois é, 2009 aqui já começou.

O plano e a mudança de atitude
As principais mudanças para o ano que chega devem ter relação com os erros cometidos durante o ano que termina e com aqueles novos objetivos propostos ao longo do ano e no momento de maior reflexão. Não saberia ensinar a melhor maneira de avaliar e propôr vantagens e diferenciais, portanto irei focar meus comentários em alguns objetivos meus para 2009 – use-os como exemplos e comece a escrever seus próximos movimentos agora mesmo:

  • Publicar um livro. O objetivo é antigo, mas as circunstâncias e o material só começaram a ganhar corpo no final de 2008. Assim, 2009 parece o ano perfeito para correr atrás deste sonho;
  • Aumentar os investimentos em títulos públicos (Tesouro Direto). O dinheiro de curto prazo hoje aplicado em CDB passará para as mãos do governo, já que são boas as taxas de curto prazo nos pré-fixados e também interessantes os de médio prazo indexados pela inflação;
  • Manter 50% do patrimônio investidos em ações, com prazos de resgate variando de 10 a 30 anos (perfil arrojado, eu sei);
  • Iniciar mais uma empresa, desta vez voltada para o ensino e disseminação da educação financeira, usando o farto material do Dinheirama e parcerias já realizadas através dos trabalhos de 2008;
  • Concluir o mestrado (Economia/Finanças e Produção) na UNIFEI. A agenda será puxada, já que ainda existem créditos e seminários a serem realizados, mas acredito ser possível;
  • Dobrar as visitas mensais do Dinheirama através de parcerias, maior exposição e trabalhos com leitores/colaboradores;
  • Viajar mais. Aproveitar melhor os momentos de lazer com a namorada, família e amigos. Este ano fizemos uma grande viagem, mas só ela. Quero mais.

Viu como é fácil? Tenho pelo menos mais uns 15 itens em meu planejamento para o ano que vem, mas acho que você entendeu o espírito da coisa. Entendeu mesmo? Ora, se não aprendermos a antecipar as reações e mudanças de comportamento necessárias para vencer, certamente não saberemos enxergar a real oportunidade quando ela aparecer. Estar preparado significa amar o poder da dúvida, já que dele deriva nossa capacidade de superação. Você também tem o hábito de questionar-se quando o assunto é dinheiro? Ou prefere o sempre cômodo piloto automático?

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro
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